Serviços especializados em conservação e restauro garantem vida longa a acervos de museus e unidades

O patrimônio cultural envolve bens materiais ou não de valor reconhecido para determinada sociedade – e os museus e unidades da USP guardam parte importante do patrimônio do estado de São Paulo e do país. Assim, a preservação de edifícios e objetos, desde obras de arte, móveis e utensílios até livros e documentos equivale à preservação da nossa própria história.

Com esta preocupação, as unidades com acervos mais significativos contam com um setor específico de conservação e restauro. No Museu Paulista (MP) da USP, por exemplo, que dispõe de mais de 150 mil peças, entre objetos, iconografia e documentação, o Serviço de Conservação realiza vistorias periódicas aos acervos em reservas técnicas e áreas expositivas para prevenir problemas como o acúmulo de poluição e a infestação por fungos e insetos.

De acordo com a diretora do Museu, professora Cecília Helena Lorenzini de Salles Oliveira, as avaliações e intervenções permitem que se conservem os sinais do tempo que já existem no objeto, mas impedem que ele se deteriore, por meio do armazenamento e manuseio adequados. “Nos últimos cinquenta anos, a concepção sobre restauro e conservação se modificou. Se antes o objetivo era ‘cobrir as marcas do tempo’, hoje não se acredita mais nisso. Procura-se, sim, bloquear a deterioração, sem esconder o que já está presente”, explica a professora.

Segundo este ponto de vista, não é tentando reconstituir uma peça exatamente como ela era quando foi criada que se pode contar sua história e entender o caminho que ela percorreu até chegar ao museu. “Mantendo as marcas do tempo, pretendemos também compreender os meios pelos quais a sociedade criou concepções sobre como e o que guardar em museus. Por que algumas coisas são escolhidas e outras não?”, reflete Cecília. Assim, se uma peça de porcelana apresenta uma falha, por exemplo, ela até pode ser preenchida no laboratório, mas de modo que o sinal se mantenha visível.

Para a diretora do MP, que é mais conhecido como Museu do Ipiranga, procedimentos como a microfilmagem e a digitalização são as maiores garantias da conservação de documentos textuais, permitindo ao mesmo tempo que não se interdite o acesso do público à riqueza das coleções.

Pesquisa e formação
Atualmente o MP conta com especialistas em conservação de pintura em cavalete, têxteis, e papel. Madeira e metal são setores que ainda demandam profissionais especializados. Cecília conta que a conservação é uma área muito sofisticada, que envolve formação permanente no Brasil e no exterior para aprimoramento técnico. “Temos entre nossa equipe arquitetos, museólogos, historiadores e comunicadores que também precisam ter conhecimentos em química, física e biologia, por exemplo. Os trabalhos costumam ser demorados, e envolvem intensa pesquisa, já que não é todo tipo de material que suporta o mesmo procedimento.”

A expertise do setor de conservação do MP contribui na formação de novos quadros de especialistas. Além de disciplinas de pós-graduação e atendimento para pesquisadores de iniciação científica, mestrado e doutorado, são oferecidos cursos de extensão e também estágios profissionalizantes. “Os estagiários funcionam também como mediadores na divulgação das práticas e metodologias desenvolvidas aqui”, comenta a professora.

IEB
No Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, os estagiários também têm papel fundamental, ao lado dos especialistas e das empresas contratadas, na preservação do arquivo, biblioteca e coleção de artes visuais. “A política de conservação é algo recente no Brasil, em comparação a outros países. Falta pessoal treinado, então os estágios também têm este papel formador – e quem passa por aqui costuma trabalhar na área posteriormente”, argumenta Lúcia Elena Thomé, restauradora do Laboratório de Conservação e Restauro do IEB.

O trabalho do laboratório, criado há dez anos, e de empresas terceirizadas contratadas, permitiu a disponibilização de várias coleções ao público e o empréstimo a outras instituições do Brasil e do exterior. Este é o caso do acervo de artes, que é referência no tema do modernismo no Brasil. “A coleção do escritor Mário de Andrade, importantíssima, não poderia ser emprestada do modo como algumas peças estavam, com pigmentos caindo e chassis tortos”, explica Lúcia.

A restauradora esclarece que a manutenção dos acervos envolve a criação de barreiras contra o envelhecimento, basicamente por meio do acondicionamento em móveis e embalagens apropriadas, e do controle de umidade e temperatura.

Parcerias
Reconhecidos, os recursos humanos, técnicas e equipamentos do laboratório do IEB foram mobilizados na recuperação de parte importante da documentação do Instituto Butantan, danificada após o incêndio ocorrido no início do ano, como conta a especialista: “Documentos originais e pesquisas, que ficaram encharcados enquanto o incêndio era apagado e estavam sob ameaça de fungos, foram salvos com uso da mesa de calor que temos no laboratório”.

A parceria com outras instituições públicas também se aplica no campo das pesquisas. O Instituto de Pesquisas Nucleares (Ipen) investiga junto ao IEB a utilização de raios gama para eliminar dos acervos fungos e insetos, enquanto a Escola Politécnica (Poli) da USP estudou a composição e processo de corrosão da tinta ferrogálica, utilizada em impressões da Idade Média até o fim do século XIX. O Instituto, que também costuma oferecer seminários, palestras e eventos sobre conservação e restauro, chegou a organizar um curso sobre a tinta, ao qual compareceram pesquisadores de diversos países.

 

Fonte: http://migre.me/R3Gh

14a. Exposição das Novas Aquisições (21 a 25.06.2010)

  Livros Classificação
1 BEZERRA, Charles. O designer humilde. São Paulo, Edições Rosari, 2008.. 89 p.   745.2018 / B469d
2 BOGÉA, Marta. Cidade errante arquitetura em movimento. São Paulo, SENAC, 2009. 248 p.  720.1 /B633ci/ e.1-.2
3 BOUBEKRI, Mohamed. Daylighting, architecture and health building design strategies.  Amsterdam, 2008 729.28 /B66d
4 COHEN, Jean-Louis.. Moeller, Gerard Martin Liquid stone new architecture in concrete. New York, Princeton Architectural Press, c2006. 248 p.    724.9/ L669
5 GILLETTE, J. Michael. Designing with light an introduction to stage lighting. 5th ed. New York, McGraw-Hill, c2008. xiv, 367 p.     792.025/ G413d
6 MEYERS, Victoria. Designing with light. New York, Abbeville Press, 2006. 144 p. 729.28/ M576d
7 WISSENBACH, Vicente (ed.). Esquadrias de PVC 2. São Paulo, Pro Editores Associados : Broskem, 2003. 74 p.  F729.384/ Es68 /e.1-2
8 ZYSCOVICH, Bernard. Porter, Douglas R. Getting real about urbanism contextual design for cities. Washington, D.C., Urban Land Institute, c2008. ix, 128 p. 711.59/ Z99g
  NORMAS TÉCNICAS – ABNT Classificação
9 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.. Aquecedor de água a gás tipo instantâneo: requisitos e métodos de ensaio. Rio de Janeiro, ABNT, 2004. 19 p.  R600.33/ NBR 8130
10 _____________________. Aparelho doméstico de cocção a gás. Rio de Janeiro, ABNT, 2003. 2 v. Parte 1: Desemplenho e segurança — Parte 2: Uso racional de energia.  R600.33 /NBR 13723 pt 1-2
11  _________________________.- ABNT. Medidor de gás tipo diafragma para instalações residenciais: especificação. Rio de Janeiro, ABNT, 2009. 8 p R600.33 / NBR 13127
12  _________________________.. Medidor de gás tipo diafragma para instalações residenciais: padronização. Rio de Janeiro, ABNT, 2007. 5 p.  R600.33 /BR 12727
13 _________________________.Regulador de pressão para gases combustíveis. Rio de Janeiro, ABNT, 2008. 22 p.  R600.33 /BR 15590

Estudo é premiado por oferecer novo método de análise para a Arquitetura e Arte de MG do século XVIII

Arqueologia conceitual

21/6/2010

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – O patrimônio arquitetônico e artístico de Minas Gerais no século 18 está entre os mais importantes do país. Mas a tarefa de compreender e analisar esse acervo não é nada fácil, já que ele foi formado a partir de concepções de mundo, preceitos e doutrinas que se transformaram ou se perderam ao longo dos séculos seguintes.

A partir da reconstituição histórica dos conceitos que orientaram as práticas artísticas e arquitetônicas setecentistas na cidade de Ouro Preto (MG), um estudo realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) renovou o método de análise histórica da arte e da arquitetura coloniais, oferecendo uma compreensão alternativa daquele patrimônio.

A pesquisa correspondeu à tese de doutorado de Rodrigo Almeida Bastos, defendida em 2009 na FAU-USP, com Bolsa da FAPESP. Graças à contribuição inédita dada à historiografia da arquitetura brasileira, o trabalho venceu a segunda edição do Prêmio Marta Rossetti Batista de História da Arte e da Arquitetura, organizado pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.

A premiação reconhece, a cada dois anos, a melhor pesquisa inédita sobre arte e arquitetura escrita no Brasil. A segunda edição incluía trabalhos produzidos desde 2005. O estudo de Bastos, intitulado A maravilhosa fábrica de virtudes: o decoro na arquitetura religiosa de Vila Rica, Minas Gerais (1711-1822), foi orientado por Mário Henrique Simão D’Agostino, da FAU-USP.

De acordo com Bastos, que é professor do Departamento de Análise Crítica e Histórica da Arquitetura e do Urbanismo da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estudo propõe um método inédito para pesquisar a arquitetura do século 18, ao mesmo tempo em que apresenta os primeiros resultados da aplicação do método em análises de alguns dos exemplares mais paradigmáticos da arquitetura colonial mineira, como a Igreja matriz de Nossa Senhora do Pilar e as igrejas das ordens terceiras de São Francisco de Assis e Nossa Senhora do Carmo, em Ouro Preto.

“A tese já apresenta resultados que são significativos para a renovação da compreensão das práticas artísticas e arquitetônicas daquele tempo. Além de levantar muita documentação primária e secundária, o trabalho reconstituiu historicamente dezenas de termos – como decoro, engenho, elegância, asseio, formosura, maravilha e perfeição – que perderam o sentido com a mentalidade romântica e moderna, mas puderam ser recuperados pela pesquisa”, disse Bastos à Agência FAPESP.

O decoro era a doutrina central das artes no século 18. Preceito que estabelecia a adequação de conveniências das partes de uma obra, era a noção responsável por efetivar uma beleza que pudesse ser considerada adequada. O decoro, no entanto, foi esquecido há pelo menos um século.

“Hoje, seria muito anacrônico falar nisso. No século 18, o conceito de beleza remetia a uma ideia de proveito e utilidade, isto é, a forma era a função da obra. Atualmente, a forma pode até seguir a função, mas são coisas separadas. Reconstituir a noção de decoro que norteava a produção daquelas obras, no entanto, foi fundamental para compreendê-las e para fazer uma análise consistente”, explicou.

Segundo Bastos, o modo de compreender e fazer a arte e a arquitetura se transformou de forma decisiva nos últimos 200 anos, com o surgimento do romantismo, do positivismo, da psicanálise, da fotografia e de acontecimentos como a revolução francesa, a revolução industrial. Isso gera pontos de vista anacrônicos nas análises sobre a arquitetura setecentista, como, por exemplo, a visão dos modernistas que elegeram o barroco mineiro como o primeiro momento de síntese da arte genuinamente brasileira.

“Outro anacronismo perigoso é a ideia da originalidade, bastante recorrente na historiografia. Não se pode falar em originalidade no século 18, já que naquele tempo o preceito vigente era a imitação. Não existia a ideia moderna de plágio, nem de autoria, como as conhecemos hoje. A ideia do gênio romântico que cria a obra original ao entrar em contato com os padrões sublimes da natureza é do século 19. O homem do século 18 falaria em engenhosidade, mas nunca em originalidade”, disse.

Sutileza de engenho

O preceito dominante da imitação, segundo Bastos, ajuda a entender até mesmo as semelhanças na aparência de arquiteturas e cidades luso-brasileiras da época colonial.

“Se o artista fosse bastante ‘engenhoso’, ele poderia imitar causando variações sutis na obra produzida. O efeito desse artifício virtuoso causava o maravilhamento na sociedade daquele tempo, que reconhecia que o artista havia imitado, mas com certa novidade na operação. A esse artifício, se dava o nome de sutileza ou agudeza de engenho”, destacou.

O trabalho de pesquisa teve início há dez anos, quando Bastos fez seu mestrado na UFMG. “A proposta era compreender a implantação de povoações em Minas Gerais à luz dos conceitos do século 18. A pesquisa mostrou uma grande proficuidade porque, ao compreendermos a implantação dessas povoações com os conceitos de época, pudemos renovar muitas das compreensões consagradas na historiografia, como as ideias de espontaneidade, irregularidade e desordem, por exemplo”, disse.

Durante o doutorado, em 2007, Bastos já havia recebido outra premiação nacional: o 8º Prêmio Jovens Arquitetos, com um texto publicado na Revista IEB. No artigo, intitulado Regularidade e ordem das povoações mineiras no século 18, o autor demonstrou que, ao contrário do que se pensava, as povoações históricas de Minas Gerais, como Ouro Preto, Sabará e Mariana, não se desenvolveram espontaneamente, de forma irregular.

“Aquelas povoações evidenciam a observação de preceitos de ordem, adequação e decoro relativos àquele tempo. Mas o conhecimento dessas práticas se perdeu nos séculos 18 e 19 e foi preciso também reconstituir aquelas noções”, disse.

 

Fonte: http://migre.me/R3S4

 

Gostou? Quer ler a tese? Clique aqui: http://migre.me/R3Uy e veja a descrição completa no Banco de Dados Dedalus (localização na estante – Biblioteca da FAU Campus: 724.19981  B297m) 

Estantes de livros substituem paredes em apartamento londrino

Um apartamento feito de estantes de livros chama a atenção dos frequentadores do museu Victoria & Albert, em Londres. A estrutura é, na verdade, uma biblioteca de 6.000 livros.

O apartamento faz parte da mostra Small Spaces e estará montado e “decorado” até 30 de agosto. O vídeo abaixo mostra um passeio pela estrutura, construída dentro das dependências do museu.

 

Veja o vídeo aqui: http://migre.me/QYZh

 

Fonte: Folha.com

Blog: Dia de Greve

Conheça o blog “Dia de Greve”, da bibliotecária Marina Macambyra, da ECA-USP:

 

http://diadegreve.blogspot.com/

Lançamento: Caminhos do Patrimônio Cultural

[Clique na imagem para ampliar]

 

Exposição “Arquitetura Brasileira – Viver na Floresta”

 

Exposição coletiva sobre arquitetura brasileira, com curadoria de Abílio Guerra, privilegia o entorno natural das obras, as sombras que as construções elevadas desenham no solo, a criação de espaços internos, de acordo com os preceitos do modernismo brasileiro.

O Instituto Tomie Ohtake vem realizando exposições de arquitetura desde a sua fundação. As mais recentes foram a do mestre do Porto, Alvaro Siza (2008), e a dos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa (2009), dupla vencedora do Prêmio Pritzker 2010.

Agora organiza uma rara exposição, por ser curatorial e coletiva, de Arquitetura Brasileira: Viver na Floresta.

A curadoria de Abílio Guerra privilegia o entorno natural das obras, as sombras que as construções elevadas desenham no solo, a criação de espaços internos, de acordo com a proposta e a ética modernista.

Sobre a exposição

Em 1934, Lúcio Costa projetou uma vila operária para a Siderúrgica Belgo-Mineira. A Vila Monlevade, não construída, almejava, ao mesmo tempo, os benefícios das conquistas recentes do urbanismo moderno, em especial a setorização de usos, e a manutenção do improviso, da irregularidade e da dispersão que caracterizam as cidades interioranas brasileiras.

Síntese entre elementos e valores aparentemente díspares – concreto e barro, telha de amianto e venezianas de madeira, pilotis e muxarabi, festança da roça e móveis standard, estradas rurais e preceitos da urbanização moderna – monta-se um cenário onde vive um homem ao mesmo tempo bucólico e urbano, de temperamento simples, quase rústico, mas atualizado com as conquistas dos novos tempos. Um microcosmo onde impera uma felicidade silenciosa e algo melancólica, onde o novo aparece embalado pela solidão e nostalgia que exala de um passado soterrado e esquecido.

Está aqui esboçada uma visão abrangente sobre a adaptação dos princípios modernos europeus às condições civilizacionais, culturais e climáticas locais, um verdadeiro projeto de estabelecimento do homem brasileiro no território tropical. As questões propostas por este “urbanismo pau-brasil” se espraiaram para diversos programas, regiões e grupos de arquitetos, extravasando os limites iniciais estabelecidos pelo mestre carioca e seus seguidores.

Nesta rica genealogia – aonde se destacam projetos magníficos da invenção brasileira, como a Vila Serra do Navio, de Oswaldo Bratke, o conjunto residencial para operários da CBMM em Araxá, do escritório Rino Levi, e o Parque Guinle e a Superquadra de Brasília, ambos do próprio Costa – observa-se algumas constantes: a preservação do meio natural e seu uso como suporte paisagístico; a liberação e a pouca interferência no solo; a incorporação de tipologias tradicionais; a reinterpretação de elementos construtivos vernaculares de proteção climática, como treliçados, beirais, venezianas etc.

Visto retrospectivamente, este conjunto de projetos, realizados ou não, constitui um patrimônio rico e diversificado da nossa cultura construtiva, expressando as múltiplas interpretações ao longo do tempo concebidas por personagens de geografias diversas. Contudo, quando observados a partir do novo paradigma ecológico que se impôs nas últimas quatro décadas, tais projetos se mostram surpreendentemente atuais, uma significativa contribuição brasileira para o futuro dos estabelecimentos humanos no território.

Abilio Guerra, curador

Ação educativa

Agendamento das 9 às 18 horas de visitas orientadas com atividades educativas para grupos previamente marcados. Cursos de pintura, escultura, desenho, vídeo, teoria da arte, música, literatura, filosofia e curso para professores da rede pública e privada sobre ensino da arte. Telefone 11 2245 1937

Flyer

Distribuição gratuita aos visitantes da exposição

Exposição

15 junho a 1 agosto 2010, terça a domingo, das 11 às 20 horas
Entrada gratuita

Endereço

Instituto Tomie Ohtake
Av Faria Lima 201
Entrada pela R. Coropés
Pinheiros São Paulo SP
Fone 11 2245.1900
instituto@institutotomieohtake.org.br
www.institutotomieohtake.org.br

 

Fonte: http://migre.me/PfQL