Exposição e Lançamento de Catálogo: Os Tratados de Arquitetura e Urbanismo do Renascimento, na Biblioteca da FAUUSP

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Ciclo de Palestras com o Prof. Michel Paoli, na FAUUSP

Ciclo de Palestras do Prof. Michel Paoli na FAUUSP nos dias 24 e 25 de novembro de 2011.

O Michel Paoli é professor na Université de Picardie. Especialista nos estudos sobre o Renascimento, é autor de diversos livros, e ressltam-se Leon Battista Alberti, Torino, Bollati Boringhieri, 2007; Les Satires de l’Arioste, édition et traduction, Grenoble, Ellug, 2003; e L’idée de nature chez Leon Battista Alberti (1404-1472), Paris, Librairie Honoré Champion, 1999.

Programação aberta ao Público:

1ª Conferência: Quinta-feira 24 de novembro, 15 horas 
Local: Edificio Vilanova Artigas, FAUUSP Cidade Universitária, Sala 807
“O estatus do arquiteto e da arquitetura no pensamento de Leon Battista Alberti”.

2ª Conferência: Sexta-feira 25 de novembro, 15 horas
Local: R. Maranhão, 88 – Higienópolis, São Paulo.
FAU-Maranhão, Sala 61
“A carta de Rafael ao papa Leão X sobre as ruínas de Roma. A cidade no Renascimento”.

Organizador: Prof. Dr. Luciano Migliaccio – AUH

Encontro com Olafur Eliasson, no Goethe-Institut São Paulo

Nesta quinta-feira, 24 de novembro de 2011, 12h, acontece no Goethe-Institut São Paulo o Encontro com Olafur Eliasson. É como professor que Olafur Eliasson participa deste encontro que contará com a participação de Lisette Lagnado, Mario Ramiro e moderação de Fábio Cypriano. As vagas estão esgotas, mas acompanhe pelo Fórum Permanente: museus de arte; entre o público e o privado a transmissão on-line (ao vivo) deste encontro. 
  
 
 
Um dos mais importantes artistas da atualidade, conhecido por intervenções que despertam interesse para além dos circuitos da arte contemporânea, a exemplo das New York City Waterfalls (Cachoeiras), Olafur Eliasson realiza sua primeira exposição individual na América do Sul a convite do 17º SESC_Videobrasil.
 
O artista dinamarquês dirige há dois anos o Instituto de Experimentos com o Espaço (iFREX), onde dá aulas pela Universidade das Artes de Berlim (Universität der Künste) e com a qual pretende trilhar novos caminhos também no ensino da arte.
 
VAGAS ESGOTADAS
Tramissão on-line pelo Fórum Permanente
Data: 24 de novembro 2011, 12h
 
Realização: Goethe-Institut

Fonte: Fórum Permanente: museus de arte; entre o público e o privado

Encontro: A Arquitetura na/da Sala de Aula, no Centro da Cultura Judaica

A Arquitetura na/da Sala de Aula

Com Sabrina Fontenelle e Rafael Urano Frajndlich

Dois arquitetos-pesquisadores refletem sobre a linguagem da arquitetura e suas complexas relações com o ambiente educacional. Por um lado, pode ser um conteúdo desejável e possível de ser ensinado em sala de aula. Por outro, a própria arquitetura conforma os espaços de convivência, inclusive aqueles divididos por professores e estudantes, a saber – as salas de aula e os edifícios escolares.

Idade: Livre
Capacidade: 80 pessoas
Duração: 120 minutos

Local: Centro da Cultura Judaica
Rua Oscar Freire, 2500. São Paulo – SP
Dia 24/11/11, às 20h30

Fonte: Centro da Cultura Judaica

Debate: “Paisagem e Ação Política”, na FAU Maranhão

PAISAGEM E AÇÃO POLÍTICA

Profa. Maria Ângela Pereira Leite (FAU USP)
Profa. Vera Pallamin (FAU USP)
Prof. Henrique Parra (Ciências Sociais UNIFESP)

Data: 22 de novembro de 2011
Horário: 18h
Local: FAU Maranhão – Rua Maranhão, 88, Higienópolis.

Disciplina AUP 5810 – Paisagismo

Versão final do texto do Plano Diretor da FAUUSP e Cronograma da eleição do Conselho Curador

Acesse aqui o documento com a versão final do texto do Plano Diretor da FAUUSP, os anexos atualizados, bem como o plano de trabalho e a proposta de inserção operacional da Equipe de Transição do Escritório-Oficina Acadêmico conforme aprovado pela Congregação da FAU:

Plano Diretor Participativo

 

Cronograma da eleição para escolha de novos representantes não docentes que deverão compor o Conselho Curador – gestão 2012-2013:

Inscrição – de 11 a 21/11/2011

Eleição – 23/11/2011

Apuração dos Votos – 25/11/2011

Divulgação – 28/11/2011

Lançamento do livro: Território e cidades – Projetos e representações, 1870-1970

Artigo da Agência FAPESP sobre o novo livro organizado pela  profa. da FAUUSP,  Maria Lucia Caira Gitahy, Eduardo Romero de Oliveira, professor da Unesp, e Cristina de Campos, professora colaboradora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.

História urbana paulista

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizou uma longa série de estudos sobre os aspectos da modernidade relacionados à perspectiva da produção material e das representações culturais que determinaram, ao longo de um século, a formação e a expansão das cidades paulistas.

Os estudos – feitos no campo da história social, da cultura, da cidade e da arquitetura – têm seus resultados apresentados no livro Território e cidades – Projetos e representações, 1870-1970, lançado com apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

A obra foi organizada por Eduardo Romero de Oliveira, professor da Unesp, Cristina de Campos, professora colaboradora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp, e Maria Lucia Caira Gitahy, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Os artigos são fruto de diversas pesquisas, incluisve de mestrado e doutorado, realizadas nas duas universidades.

De acordo com Oliveira, a obra faz uma extensa reflexão sobre os principais desafios impostos à historiografia do espaço brasileiro na atualidade.

“São dois conjuntos de artigos. O primeiro conjunto tem foco no território enquanto a dimensão em que se articula a produção material, a população e a cidade. O segundo conjunto trata das diferentes representações culturais que a cidade suscita e as relações na esfera da vivência urbana”, disse à Agência FAPESP.

O primeiro conjunto se refere em especial à capital paulista, do ponto de vista das questões urbanas e das questões do território. O segundo conjunto tem foco nas cidades do interior do estado.

“Os textos abordam os projetos de formação das cidades e sua expansão pelo território, destacando também a representação das cidades no discurso e no imaginário. O livro, portanto, trata tanto do processo de implantação da cidade como da imagem desenvolvida em torno desse processo”, explicou.

O livro mostra como a expansão das cidades no território se deu em função de um contexto histórico que incluía a expansão da produtividade agrícola e rentabilidade econômica das terras, o adensamento dos núcleos urbanos e sua regulamentação e a mobilização da mão de obra e a migração humana.

“As ferrovias, que desde o século 19 tinham sua existência condicionada à expansão da produção do café – com investimento privado –, passaram a acelerar o desenvolvimento das cidades, viabilizando um estágio de desenvolvimento urbano mais avançado. No século 20, muitas delas no extremo oeste paulista foram criadas com objetivo estratégico de ocupação territorial”, disse Oliveira.

A obra reflete sobre as representações culturais que a cidade suscita, apresentando as visões da modernidade urbana tanto a partir da perspectiva das classes subalternas como da percepção dos profissionais do urbanismo.

“São abordados aspectos da formação desses profissionais, suas propostas modernas de ação, visando à habitação, às escolas e à própria urbanização. É possível perceber que, em vários aspectos, o imaginário da modernidade está vinculado à expansão urbana”, afirmou.

Cidades do interior

De acordo com Oliveira, um dos aspectos diferenciados do livro é que ele aprofunda os estudos sobre as cidades do interior paulista. “Os estudos existentes sobre a capital têm avançado bastante, mas não há uma produção sistemática de trabalhos sobre o interior, que têm ficado dispersos. Tentamos lançar a luz sobre essa produção” disse.

Outro foco da obra consistiu em estabelecer uma correlação entre os projetos de formação das cidades do interior e a própria formação urbana da capital.

“Se há uma carência de estudos sobre as cidades do interior, a escassez é ainda maior em relação aos estudos comparativos. Procuramos preencher essa lacuna estabelecendo a correlação entre a formação urbana do interior e da capital”, disse.

Um exemplo relevante dessa correlação está em estudo sobre a cidade de Panorama, que teve seu planejamento urbano realizado por Francisco Prestes Maia (1896-1965).

“Na década de 1940, ele elaborou um plano urbanístico para a cidade, com a distribuição da circulação viária que mostra evidente correlação com o ‘Plano de Avenidas’, que havia concebido para a capital paulista”, disse.

A partir das correlações estabelecidas pelos estudos, foi possível perceber que a expansão das cidades do interior paulista não é um processo separado do desenvolvimento da capital, segundo Oliveira, que atualmente conduz o projeto “Memória ferroviária (1869-1971)”, apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio è Pesquisa – Regular.

“Muitos projetos e propostas de urbanização do interior adotam o mesmo discurso urbanizador que encontramos na capital. Há uma correlação orgânica entre o desenvolvimento dessas ideias e a sua realização material em todo o estado”, disse.

Abordando questões relacionadas ao território, ao povoamento, às políticas públicas e com um enfoque histórico sobre a formação das cidades, o livro não é voltado exclusivamente para arquitetos e historiadores, segundo o organizador.

“Embora aborde questões normalmente associadas à história e à arquitetura, o livro teve origem em um trabalho realizado de maneira multidisciplinar. Trata-se de uma fonte interessante para iniciar estudos em diversos campos”, disse Oliveira.

•Território e cidades – Projetos e representações, 1870-1970
Organizadores: Eduardo Romero Oliveira, Cristina Campos e Maria Lucia Cara Gitahy
Lançamento: 2011
Preço: R$ 44
Páginas: 256
Mais informações: www.alamedaeditorial.com.br