Artistas brasileiros criam labirinto de livros

Notícia da Revista Galileu

Que tal se perder em um labirinto de livros? Os artistas Marcos Saboya e Gualter Pupo usaram 250 mil volumes para criar este labirinto em Londres. Batizado de aMAZEme (trocadilho com “amaze” – surpreender – e “maze” – labirinto), ele foi construído com a ajuda de voluntários. A instalação faz parte do Festival de Londres, que acontece durante as Olimpíadas. Confira as fotos:

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Enquanto isso, na biblioteca… [31]

Nova historinha da série Enquanto isso, na biblioteca…, quadrinhos inspirados nos “memes” da internet e nas situações cotidianas que vivenciamos na biblioteca da FAUUSP.

Todas as historinhas são baseadas em fatos reais! Divirtam-se!

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Exposição “São Paulo: da cidade informal aos novos bairros”, no Museu da Casa Brasileira

Realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, com curadoria da arquiteta Marisa Barda, a mostra tem como eixo o Plano Municipal de Habitação da Cidade de São Paulo, possibilitando ao visitante observar e avaliar as prioridades adotadas para intervenções ambientais e urbanísticas planejadas pela Sehab em cada região da capital.

O Plano Municipal de Habitação apresentado na mostra agrupa-se nos chamados PAIs – Perímetros de Ação Integrada – projetados para cada região da capital paulistana, com objetivo de definir metas e ações que orientam a atuação conjunta do poder público, do setor privado e da sociedade civil.

A exposição mostra o processo de transformação de comunidades, favelas e loteamentos irregulares em novos bairros integrados à cidade, resultado do planejamento que vem sendo implantado desde 2005 em comunidades da periferia de São Paulo. As melhorias realizadas nestas regiões, além de considerarem as condições jurídicas, favoráveis à regularização destas ocupações, garantem o acesso à saúde e à segurança, facilitando o trânsito dos serviços urbanos nestes locais, antes considerados degradados. É um pouco disso que cada visitante irá encontrar no MCB.

Fotografias, desenhos e vídeos mostrarão projetos de reurbanização executados, como o parque Cantinho do Céu, às margens da represa Billings, na zona sul e outros que se encontram em vias de realização, como os projetos urbanos selecionados para os Planos de Ação Integrada (PAIs), no concurso nacional de arquitetura Renova SP, realizado em 2011.

São Paulo: da cidade informal aos novos bairros apresenta também uma extensão da 5ª Bienal Internacional de Arquitetura de Roterdã, cuja exposição principal teve início em abril deste ano, na Holanda, e teve como tema Making City / Fazer Cidade. A partir deste mote, três test sites (planos elaborados especialmente para a Bienal) foram realizados nas cidades de Roterdã, Istambul e São Paulo. A mostra do MCB exibirá os resultados obtidos no campo de experimentação paulista, focado na região do Cabuçu de Cima, nos distritos de Jaçanã e Tremembé.

Sobre a curadora – Marisa Barda é arquiteta formada pela FAUUSP, mestre em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição. Viveu em Milão de 1982 a 2002, onde atuou em escritórios de reputação internacional, estabelecendo estúdio próprio em 1990. Vive em São Paulo, mantendo sua atuação nas duas cidades. Trabalha em projetos de recuperação, restauro e arquitetura.

SÃO PAULO: DA CIDADE INFORMAL AOS NOVOS BAIRROS
Até 05 de agosto – das 10h às 18h
MCB – Museu da Casa Brasileira – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistan
Entrada R$ 4 – inteira, R$ 2 – estudantes
Informações 11.3032.3727
http://www.mcb.org.br

Fonte: Museu da Casa Brasileira

Fundos e Documentos Relativos a Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

A Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Portugal anuncia a divulgação de alguns fundos e documentos relativos ao patrimônio arquivístico e fotográfico comum aos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), pesquisáveis nas bases de dados online da Rede Portuguesa de Arquivos e da Direção Geral de Arquivos (Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Centro Português de Fotografia e Arquivos Distritais dependentes).

Conforme previsto acabam de ser adicionados os arquivos relativos aos restantes países da CPLP: Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Timor Leste.

O acesso pode ser feito em: http://dgarq.gov.pt/cooperacao-e-relacoes-externas/servico-educativo/cplp-fundos-documentos/

Os e-books estão chegando

Notícia da IstoÉ

Os e-books estão chegando

O desembarque da Amazon e da livraria digital da Apple no Brasil agita as editoras nacionais e promete mudar o hábito de leitura de milhões de brasileiros

André Julião

A constante reclamação de que o brasileiro lê pouco não incomoda os executivos da Amazon e da Apple, os dois gigantes globais dos livros eletrônicos. Esse “pouco” foi suficiente para fazer com que pelo menos um deles chegue ao País em breve, segundo rumores do mercado editorial. Aproveitando os entraves que tomaram conta das já avançadas negociações entre a Amazon – maior livraria online do mundo – e as editoras nacionais, a Apple mandou executivos para o Brasil, que já teriam firmado acordos para começar nas próximas semanas as vendas de títulos em português pelo aplicativo iBooks, disponível para iPad.

Apesar de planejar o início das operações no Brasil para o segundo semestre, a Amazon pretendia ter em seu portfólio pelo menos 100 editoras nacionais, mas fechou acordo com apenas dez, sendo só uma de grande porte. Está claro, portanto, que o grande obstáculo para a implantação da loja virtual criada pelo americano Jeff Bezos, presente em nove países e criadora do leitor Kindle, é vencer a resistência das editoras brasileiras. Segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, elas temem sofrer represálias das livrarias físicas presentes no País, caso fechem um acordo com a Amazon.

Outro entrave é o contrato-padrão da livraria eletrônica, com cláusulas que incluem o acesso a todo o catálogo da editora para a digitalização, pedidos de exclusividade e comissões em torno de 50% do preço. No Brasil, esse percentual para as edições em papel é, em média, de 35%. A demora nas negociações e a chegada da Apple podem fazer com que a Amazon flexibilize suas regras. Mas Bezos é conhecido pela agressividade nos negócios. Uma das alternativas que ele tem na manga é entrar de sola também no mercado tradicional de livros de papel, tranquilizando as editoras que temem um boicote das livrarias. Cabe lembrar que a Amazon surgiu na era anterior aos e-books, vendendo obras de papel na internet.

“É uma questão de mercado. Alguém vai acabar cedendo”, diz Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que promove um congresso sobre obras digitais em maio. Se apenas a Apple firmar um acordo com as maiores editoras brasileiras, nada muda para a publicitária Alana Della Nina, que comprou um Kindle nos EUA há dois anos e adquire ao menos quatro e-books (em inglês) por mês na Amazon americana. “O Kindle é quase prosaico. Essa é a grande sacada dele. O iPad não serve para ler textos grandes. A leitura se torna desconfortável em pouco tempo”, diz.

A mesma opinião tem a escritora Thalita Rebouças, que já vendeu mais de um milhão de livros de papel. “Tenho iPad e Kindle e adoro os dois”, diz. “Mas o primeiro é bom para assistir a vídeos e ler, no máximo, uma revista. Já o outro é leve e tem uma tela tão confortável para os olhos quanto o papel”, compara. Dos 13 títulos publicados pela autora, nove estão disponíveis no formato e-book nos sites de livrarias como Saraiva, Cultura, Submarino e Positivo, entre outras.

Para ter mais poder de barganha nas negociações das versões eletrônicas de seus títulos, a editora que publica as obras de Thalita, a Rocco, se uniu à Record, Sextante, L&PM, Planeta e Objetiva – as maiores do País – para formar a DLD (Distribuidora de Livros Digitais). “É muito bom para o autor que o trabalho esteja disponível em vários formatos”, diz Thalita. “Mas o papel ainda tem uma longa vida pela frente.”

Os defensores do e-book argumentam que ele sempre será mais barato (em torno de R$ 20) por não ter o custo de impressão. Mas nem todos concordam. “O livro digital é barato porque parte do preço é dividido com o título impresso”, diz Marcelo Duarte, jornalista e diretor-editorial da editora Panda Books, que tem 42 de seus 380 títulos em versão para iPad. Ele acredita que versões exclusivas para e-readers serão mais salgadas. “A impressão é apenas parte do custo. Há outros processos, como diagramação, tradução e edição”, afirma Duarte.

Uma coisa é certa: não dá mais para desprezar o mercado brasileiro. Mesmo não havendo dados sobre as vendas por aqui, o enorme potencial é consenso. O segmento educacional é prova disso. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) realizou recentemente um pregão para adquirir 900 mil tablets. Os equipamentos serão repassados aos professores do ensino médio das escolas públicas ainda este ano. Não por acaso, a Apple estaria apostando no segmento de livros eletrônicos didáticos.

“Independentemente de a Apple ou a Amazon virem para o Brasil, as empresas daqui estão estabelecidas e são bem-sucedidas”, defende Karine, da CBL. Recém-chegada de um dos maiores eventos do setor, a London Book Fair, na Inglaterra, ocorrido na semana passada, Karine ficou impressionada com o interesse dos estrangeiros pelo País. “Quando eu dizia que era brasileira, invariavelmente ouvia: ‘O Brasil está bombando!’”, conta. De fato, o País atrai quem domina o segmento como uma mina de ouro.

Quando a Amazon lançou o Kindle nos EUA, em 2007, o mercado de e-books americano praticamente não existia. Hoje, no entanto, a empresa vende mais livros digitais do que em papel. Segundo a Associação Americana de Livros, as vendas de e-books naquele país cresceram 117% em 2011. Com cada vez mais brasileiros tendo acesso a bens de consumo e à cultura, não é de admirar a ferocidade com que os gigantes da tecnologia estão travando a guerra pelo nosso mercado.

Exposição “Território de Contato” e Mesa de Debates com o Prof. José Lira, no SESC Pompeia

Exposição sobre formas de inventar e habitar mundos, reveladas no encontro de obras de arquitetos e artistas brasileiros contemporâneos. Contempla uma série de encontros com artistas, arquitetos, críticos e curadores.

No dia 02/08, às 20h, haverá a Mesa com critico | ensaísta, com a participação de André Costa, Eder Chiodetto e José Lira.

Na mesa de debates, cada um dentro de sua especialidade destaca os pontos relevantes suscitados pela exposição em cartaz. Mediação: Marta Bogéa e Abílio Guerra.

Eder Chiodetto é mestre em Comunicação e Artes pela USP, jornalista, fotógrafo, curador independente e crítico de fotografia.

José Tavares Correia de Lira é professor Associado do Departamento de História da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e Pesquisador do CNPq. Atua em distintas áreas de pesquisa como história, historiografia e critica da arquitetura, arquitetura moderna, história da cidade, do urbanismo e da habitação, pensamento social brasileiro.

De 24 de maio a 05 de agosto – terça a sábado, das 09h30 às 21h, domingos e feriados, das 09h30 às 18h
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Perdizes – SP
Entrada gratuita
Informações 113871.7700
www.sescsp.org.br

Fonte: Portal SESC

Lançamento da Pesquisa “Economia e Cultura da Moda no Brasil: Perspectivas para o Setor”

Lançamento da Pesquisa “Economia e Cultura da Moda no Brasil: Perspectivas para o Setor”, desenvolvida através de Convênio firmado entre o Ministério da Cultura e o Iniciativa Cultural – Instituto das Indústrias Criativas, com o intuito de subsidiar a formulação de diretrizes e políticas para a ação pública no Setor da Moda no Brasil. Entre os objetivos da pesquisa, destacam-se:

  • Fomentar o debate acerca do Setor da Moda no Brasil.
  • Contribuir para a inserção da moda na agenda nacional de políticas públicas de cultura e para a dinamização do setor no país, como gerador de riqueza e renda.
  • Contribuir para a consolidação da moda dentro do Ministério da Cultura e de outras instâncias de poder, nos níveis estadual e municipal.
  • Apoiar a institucionalização do Setor da Moda entre as políticas do Ministério da Cultura.
  • Construir um espaço legítimo de discussão para o setor, institucionalizando o relacionamento do segmento da moda com o Ministério da Cultura, por meio da criação de um Colegiado Setorial da Moda.

A Pesquisa “Economia e Cultura da Moda no Brasil” está disponível para download aqui.