Cidade chinesa constrói o maior edifício do mundo

Notícia do UOL

Chengdu

A ambiciosa metrópole de Chengdu, símbolo da prosperidade do sudoeste da China, em breve mostrará seu poderio com um edifício descomunal cuja construção avança rapidamente.

O “Global Centre”, um paralelepípedo de 100 metros de altura e 500 x 400 metros de largura, já é considerado por seus promotores como “o maior edifício do mundo”.

Sua fachada externa está quase finalizada e um exército de trabalhadores atua no interior para criar um espaço onde caberão o equivalente a 20 óperas de Sydney, segundo os vereadores de Chengdu, uma megalópole de 14 milhões de habitantes.

Este complexo monumental, construído pelo promotor local China Exhibition and Travel Group, incluirá uma praia artificial com tobogãs gigantescos à beira de um mar de água doce.

O “Global Centre” deve estar finalizado antes do fórum internacional da revista americana Fortune, previsto em Chengdu de 6 a 8 de junho de 2013. O edifício provavelmente será inaugurado pelo novo número um chinês, Xi Jinping, na presença dos diretores de multinacionais de todo o mundo.

Este edifício terá uma superfície total de 1,7 milhão de m2 – em Washington, o Pentágono tem 600 mil m2 – 400mil m2 dos quais serão destinados a lojas de artigos de luxo.

No imóvel haverá escritórios, salas de conferências, um complexo universitário, dois shoppings, dois hotéis cinco estrelas, um cinema Imax, uma “aldeia mediterrânea”, uma sala de patinação no gelo e um barco pirata.

“Brasil precisa olhar além de Niemeyer”

Notícia da Folha de S. Paulo

“Brasil precisa olhar além de Niemeyer”

Paul Goldberger, um dos mais populares críticos de arquitetura, ataca Brasília e defende novos nomes do país

Para estudioso, legado de arquiteto morto no ano passado é enorme, mas seu nome foi uma sombra para outros

RAUL JUSTE LORES
DE NOVA YORK

Chegou a hora de o mundo “descobrir” a nova arquitetura brasileira e, com tantas obras e grandes eventos a caminho, também de o Brasil olhar para mais arquitetos além-Niemeyer.

A opinião é do crítico de arquitetura mais popular dos EUA, Paul Goldberger, 62.

Professor de design e arquitetura da New School de Nova York, Goldberger foi, por 25 anos, o crítico de arquitetura do “New York Times”, no qual ganhou o prêmio Pulitzer por seus textos. De 1997 a 2011, exerceu a mesma função na revista “New Yorker” e, desde o ano passado, é colunista da “Vanity Fair”.

Na entrevista abaixo, ele fala que o plano piloto de Brasília é um “fracasso”, diz que o tempo suaviza a relação que temos com a arquitetura, que os modernistas, como Oscar Niemeyer, eram “arrogantes, mas tinham preocupação social” e que hoje muitos só pensam na estética.

SOMBRA

A sombra de Niemeyer era tão grande que impediu o mundo de ver quantos bons arquitetos existiam no Brasil. Não era fácil ser um arquiteto brasileiro se o seu nome não fosse Niemeyer. Ele era muito identificado com o país.

É triste que Niemeyer tenha ido. Mas, diante dessa perda, sem querer soar desrespeitoso, agora o mundo vai poder começar a observar outros arquitetos. Isay Weinfeld, Marcio Kogan, muito talentosos.

Mesmo o prêmio Pritzker não tirou Paulo Mendes da Rocha da sombra de Niemeyer.

NOVA ARQUITETURA

Nos próximos anos saberemos como anda a arquitetura brasileira. A posição do país mudou nos últimos anos, há muita construção acontecendo e, com a partida de Niemeyer, os arquitetos terão mais possibilidades de construir e de que o mundo preste atenção.

Eu vi muito trabalho recente de qualidade no Brasil, mas a maioria era residencial. Casas maravilhosas.

FRACASSO DE BRASÍLIA

Sou mais inclinado em separar o planejamento urbano de Lucio Costa, que é um grande fracasso, dos prédios de Niemeyer, que têm bastante apelo, têm um poder icônico. Quando finalmente os visitei, foi incrível, aquelas formas são incríveis. Nem tudo estava bem cuidado. Todo prédio de qualidade precisa de manutenção. Depois de 50, 60 anos, precisam de cuidados, igual a um ser humano. Alguns prédios eram lindos, outros horríveis.

CADÊ A RUA?

Se há alguma coisa que aprendi na minha carreira é que a coisa mais importante ao se construir uma cidade é fazer boas ruas. Brasília tem alguns bons prédios, mas não tem boas ruas. Você não tem uma cidade atraente.

Tem bons prédios de Niemeyer, mas que juntos não formam uma grande cidade.

Parece um campus governamental, não uma cidade. Como um campus universitário no subúrbio.

Mas é fascinante ver a experiência mais próxima da “ville radieuse” de Le Corbusier a ser realmente construída -e perceber quão terrível seria se essa visão corbuseriana tivesse sido implementada pelo mundo.

ARROGÂNCIA SOCIAL

Os arquitetos modernistas se sentiam políticos e até achavam fazer reengenharia social com suas obras.

Isso pode ser lido de duas formas. Como arrogância, pois eles achavam que sabiam o que era melhor para todo o mundo e que não precisavam ouvir outras pessoas. Nos anos 1950 e 1960, ainda era assim. Arquitetos poderiam ditar como as pessoas deveriam viver.

Mas há outro lado. Havia a convicção de que a arquitetura tinha um papel e uma responsabilidade social. Depois disso, muitos arquitetos começaram a ver a sua missão como apenas estética. Apenas fazer arte bonita.

CONTEXTO E CLIENTE

O problema de muitos modernistas era exercitar a preocupação social ditando regras, em vez de escutar mais. Arquitetos modernos aprenderam muito sobre os fracassos anteriores. Hoje eles são mais sensíveis ao urbanismo, à importância do contexto, a ouvir os seus clientes.

TEMPO SUAVIZA

Alguns dos prédios de Niemeyer não eram mesmo funcionais. É sempre melhor ver o que um arquiteto faz, não o que diz. Apesar do que dizia, muitos de seus prédios eram talvez obcecados demais com a forma às custas da função. Eram desenhados como objetos abstratos, como se a beleza sozinha fosse suficiente.

Pegamos mais leve hoje com seus prédios do que no passado em parte pelo efeito que o tempo tem sobre a arquitetura -suaviza as críticas, somos menos duros, nos acostumamos a tudo e criamos até nostalgia, sentimentalismo.

SINATRA BRASILEIRO

É fascinante ver uma nação em luto pela morte de Niemeyer. Nos EUA, a morte de nenhum arquiteto produziria essa pausa para se pensar em arquitetura. Parece que todo o Brasil sentiu a perda. Nos EUA, tivemos isso com [Frank] Sinatra. Dos especialistas à gente comum. Niemeyer foi muito além do mundo da arquitetura. Tomara que esse interesse sobreviva a ele.

Curso “Patrimônio e ação: políticas de preservação do patrimônio material na contemporaneidade”, no CPC – USP

A temática do patrimônio e das suas relações com o local e o particular, colocada em contexto de globalização, encontra-se na ordem do dia. Os temas do patrimônio e das políticas de preservação destacam-se, em decorrência do aumento de ação efetiva dos órgãos de preservação em todo país e por seu confronto explícito com as demandas do setor imobiliário.

O curso pretende discutir as políticas de preservação no Brasil dos anos 90 até o presente nas suas relações com o crescimento urbano e desenvolvimento econômico, e na forma como se construíram políticas públicas e ações de preservação. Refletirá sobre o lugar do patrimônio cultural na sociedade contemporânea, problematizando suas principais questões, apresentando os temas mais urgentes e as formas de atuação na esfera pública e privada. Também contará com uma visita técnica à Casa das Rosas e à Casa Modernista, onde serão abordados os temas debatidos nas aulas.

Ministrantes

Flávia Brito do Nascimento
Doutora em Arquitetura – FAU-USP
Arquiteta do Iphan/SP e professora da Escola da Cidade

Simone Scifoni
Doutora em Geografia – IGEO-USP
Professora do Depto. de Geografia da USP e Conselheira do Condephaat

Curso de difusão

18 horas

Período

20 de março a 27 de abril, às quartas-feiras, das 18h30 às 21h (exceto o dia 27/04, sábado, que será das 10h às 13h).

Público Alvo

Estudantes de graduação e pós-graduação das ciências humanas, comunicação e artes, professores, educadores e profissionais de áreas afins.

Programa

20 de março
Política de preservação e ação pública: entre a teoria e a prática

27 de março
Educação patrimonial e participação social na preservação do patrimônio cultural

03 de abril
Patrimônio moderno, conceitos para valoração e práticas de preservação

10 de abril
Patrimônio natural, a construção das políticas e os desafios de proteção

17 de abril
Paisagem cultural: novas fronteiras do campo

24 de abril
Patrimônio industrial e memória operária

27 de abril
Visita de campo à Casa das Rosas e à Casa Modernista

TAXA

R$ 150,00 (inscrição + envio do certificado pelos Correios)

PRÉ-INSCRIÇÕES

18 de fevereiro a 03 de março de 2013

CRITÉRIO DE SELEÇÃO

Análise de justificativa de intenção, priorizando-se no preenchimento das vagas, a seguinte distribuição: 15 vagas para profissionais da área, 15 vagas para estudantes e pesquisadores atuantes na área, 10 vagas para interessados em geral.

VAGAS: 40

Vagas gratuitas: 5
Docente: 1
Discente: 1
Funcionário: 1
Terceira idade: 1
Outros/Comunidade: 1

PROCEDIMENTO DE INSCRIÇÃO:

18/02 a 03/03/2013 – Preencher a ficha de inscrição na íntegra e justificativa de intenção, que será disponibilizada na seção DOWNLOADS. Depois de preenchida, enviar para o e-mail cpc1@usp.br ou fax 11 3106-3562. Serão recebidas as 100 primeiras pré-inscrições. Após a seleção os candidatos serão orientados, via telefone ou e-mail, sobre os procedimentos para pagamento e efetivação da inscrição.

POLÍTICA DE ISENÇÕES

Serão vistos caso a caso, pela Diretoria do CPC, sendo os critérios: 1) ordem de solicitação no ato da inscrição. 2) sócio-econômico – que possibilitará beneficiar aqueles que não tenham condições de pagar a taxa de inscrição.

CRITÉRIO DE APROVAÇÃO NO CURSO

Frequência mínima exigida de 85% bem como participação nas atividades. Carga horária mínima de 15h para aprovação do aluno.

Período: 20/03/2013 – 27/04/2013
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP.

Fonte: CPC-USP

Curso “Conforto Ambiental e Conservação de Energia (CECACE)”, inscrições até 01/02/2013

OBJETIVO
O objetivo do curso é capacitar os profissionais nas tecnologias passivas, tecnologias ativas e pró-ativas de edifícios, nas áreas de conforto ambiental (térmica, iluminação, ventilação e acústica) e na área da eficiência energética.

PÚBLICO ALVO
Arquitetos, Urbanistas, Engenheiros, profissionais de nível superior com atuação e interesse na área de eficiência energética do conforto ambiental no ambiente construído e alunos de Arquitetura e Urbanismo ou Engenharia cursando o último ano de graduação.

Programa Completo do Curso

Carga horária: 400 horas-aula
Local: Praça Monte Castelo, 19 (150 metros do Metro Butantã)
Dias e Horários: terças-feiras e quintas-feiras, das 19h às 22h40
Investimento: 16 parcelas mensais de R$1.195,00

PROCESSO SELETIVO
Documentos a ser enviado: cópia de diploma de curso superior (ou atestado de matrícula no último ano de graduação) e curriculum vitae
Data limite para entrega ou envio dos documentos (data de postagem): 01/02/2013
Taxa de inscrição para processo seletivo:: R$ 100,00

CALENDÁRIO
Data de resultado dos candidatos selecionados: 08/02/2013
Data limite para pagamento da 1ª. mensalidade: 18/02/2013
Abertura e Apresentação do Curso: 21/02/2013
Início das aulas: 26/02/2013
Término das aulas: 24/04/2014

Informações:
Andréia – 11 3554-6060
secretaria.cursos@fupam.org.br

Inscrições:
http://www.fupam.org.br/PORTAL/cursos_detalhe.asp?Id=58

Parabéns, São Paulo!

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Pós-Graduação 2013: Geografia, Cidade e Arquitetura, na Escola da Cidade

GEOGRAFIA, CIDADE E ARQUITETURA.
A ocupação futura do território Americano e suas cidades

Apresentação

‘Geografia, Cidade e Arquitetura’ tem a proposta de discutir, através da arquitetura, a ocupação do território americano e suas cidades.

O curso, que volta em sua quarta edição no ano de 2013, depois do resultado de sucesso que obtém desde 2010, se propõe a apresentar um panorama crítico da produção cultural no território americano. Sua materialização através da arquitetura, como uma forma peculiar de conhecimento, onde se funde história, geografia, artes e técnica permite raciocinar sobre as necessidades próprias dessas realidades, relacionando-as às esferas socioeconômicas e ambientais. Um esforço de compreensão de escalas diversas, locais a globais. Assim, toma-se a produção científica, arquitetônica, literária, visual, musical, ou seja, cultural em sentido amplo, para se aprofundar o conhecimento sobre as aproximações e diversidades americanas.

Será dividido em quatro módulos que organizam, para os estudantes, reflexões projetuais em distintas escalas: território, cidade, espaços públicos e equipamentos.

A infraestrutura será o programa condutor dessas investigações que, associadas às escalas de projeto, irão discutir, respectivamente, as conexões, os vazios urbanos, os espaços de convivência e os nós.

Os módulos, bimestrais, definem as quatro regiões que serão discutidas como tema de trabalho, com a intenção de contínua rotatividade.

A partir de 2013 o curso volta a discutir países já estudados, porém convidando representantes de outras cidades para um novo olhar sobre a cultura dessas nações. Neste ano, os países estudados serão Venezuela, Argentina, Chile e México.

O corpo de faculdades conveniadas à Escola da Cidade passa a ser colaboradora deste curso permanente: Canadá, EUA, México, Costa Rica, Cuba, Panamá, Venezuela, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Equador e Brasil.

Público-Alvo

O curso destina-se a arquitetos e urbanistas, artistas, engenheiros, além de demais interessados no tema.

Objetivo do Curso

Geografia, Cidade e Arquitetura tem a proposta de discutir, através da arquitetura, a formação cultural dos países da América.

A ideia é refletir sobre as necessidades próprias destes países, as relacionando às esferas culturais, socioeconômicas e ambientais.

Coordenação

O curso é coordenado pelos arquitetos Alvaro Puntoni e Fernando Viégas, doutor e mestre, respectivamente, formados pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAAUSP).

A professora de história Cristiane Checchia, o geógrafo Marcelo Ribeiro e o crítico de arte Cauê Alves são corresponsáveis pela organização das aulas de Teoria América, Geografia e Arte Americana, respectivamente.

Além do corpo docente da Escola e de convidados nacionais de diversas áreas do conhecimento, a especialização contará com a participação de professores estrangeiros das faculdades de arquitetura conveniadas à Escola da Cidade.

Inscrições por módulo

Cada região/país terá um professor colaborador corresponsável pelo curso. O aluno pode se matricular a qualquer momento, em qualquer módulo [desde que respeite o número máximo de alunos], devendo cumprir, no mínimo, as 360 horas previstas.

Inscrições até 18/02/2013
Mais informações: clique aqui

Curso “Arquitetura e urbanismo: a construção do centro de São Paulo (1877-1954)”, no CPC-USP

Os centros urbanos congregam experiências arquitetônicas e urbanísticas que condensam imagens da cidade.
Quando pensamos em São Paulo, necessariamente lembramos de seus arranha-céus, de edifícios e espaços simbólicos como o Vale do Anhangabaú, o Teatro Municipal, o Prédio do Banespa, o Edifício Copan, a Praça da República e outros tantos testemunhos materiais que participam da forma pela qual a cidade é percebida pelos seus habitantes e visitantes. Por isso, ao investigarmos o processo de formação e desenvolvimento do centro de São Paulo, devemos considerar não apenas a sua materialidade, através dos edifícios e planos urbanos, mas ainda os significados simbólicos que o seu patrimônio construído assumiu ao longo da história.

Do período inicial de expansão de São Paulo até a sua configuração metropolitana, das construções de taipa aos arranha-céus de concreto armado, podemos notar como várias imagens da cidade vão surgindo, por vezes obliterando as anteriores, por outras convivendo, dando conta das disputas e das ambigüidades que o próprio discurso da modernidade compreende.

Este curso oferece aos participantes a oportunidade de refletir criticamente sobre a constituição arquitetônica e urbanística do centro da cidade de São Paulo e sobre os significados de seu patrimônio, procurando entrelaçar as histórias da arquitetura e da cidade com os contextos econômico, político, social e cultural brasileiros. É uma proposta que visa ao compartilhamento de experiências e ao fortalecimento do diálogo interdisciplinar sobre a construção da cidade do ponto de vista material e simbólico.

Ministrantes

Ana Claudia Scaglione Veiga de Castro (FAU-USP)
Mestre em Arquitetura e Urbanismo – FAU-USP
Professora da Escola da Cidade

Joana Mello de Carvalho e Silva (FAU-USP)
Doutora em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo – FAU-USP
Professora da Escola da Cidade

Curso de difusão

15 horas

Período

05 de março a 16 de abril, às terças-feiras, das 14h às 16h (exceto o dia 16/04 que será das 14h às 17h).

Público Alvo

Estudantes de graduação e de pós-graduação, profissionais das áreas de Ciências Humanas, Arquitetura e Artes Visuais, interessados em geral

Programa

05 de março
Introdução: compreender a arquitetura, pensar a cidade

12 de março
A cidade de taipa e sua expansão (meados do século XIX)

19 de março
Ecletismo como índice da modernidade (fim do século XIX, início do XX)

26 de março
Primeira verticalização (décadas de 1920 e 1930)

02 de abril
Segunda verticalização (Décadas de 1940 e 1950)

09 de abril
Centro de São Paulo hoje: pensar o patrimônio, entender a cidade
Palestrante convidada: Flavia Britto, IPHAN-SP

16 de abril
Visita ao centro

TAXA

R$ 150,00 (inscrição + envio do certificado pelos Correios)

PRÉ-INSCRIÇÕES

28 de janeiro a 10 de fevereiro de 2013

CRITÉRIO DE SELEÇÃO
Análise de justificativa de intenção, priorizando-se no preenchimento das vagas, a seguinte distribuição: 15 vagas para profissionais da área, 15 vagas para estudantes e pesquisadores atuantes na área, 10 vagas para interessados em geral.

VAGAS: 40

Vagas gratuitas: 5
Docente: 1
Discente: 1
Funcionário: 1
Terceira idade: 1
Outros/Comunidade: 1

PROCEDIMENTO DE INSCRIÇÃO:

28/01 a 10/02/2013 – Preencher a ficha de inscrição na íntegra e justificativa de intenção, que será disponibilizada na seção DOWNLOADS. Depois de preenchida, enviar para o e-mail cpc1@usp.br ou fax 11 3106-3562. Serão recebidas as 100 primeiras pré-inscrições. Após a seleção os candidatos serão orientados, via telefone ou e-mail, sobre os procedimentos para pagamento e efetivação da inscrição.

POLÍTICA DE ISENÇÕES

Serão vistos caso a caso, pela Diretoria do CPC, sendo os critérios: 1) ordem de solicitação no ato da inscrição. 2) sócio-econômico – que possibilitará beneficiar aqueles que não tenham condições de pagar a taxa de inscrição.

CRITÉRIO DE APROVAÇÃO NO CURSO

Frequência mínima exigida de 85% bem como participação nas atividades. Carga horária mínima de 12h para aprovação do aluno.

Periodo: 05/03/2013 16/04/2013
Horário: 14h às 16h
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP.

Fonte: CPC-USP

Pirataria chega à arquitetura na China

Notícia do Estadão.com.br

Pirataria chega à arquitetura na China

Cópia de um projeto da arquiteta Zaha Hadid está sendo construído no sul do país ao mesmo tempo em que o prédio original é erguido

KEVIN HOLDEN PLATT, DER SPIEGEL – O Estado de S.Paulo

Zaha Hadid, considerada uma das grandes estrelas da constelação da arquitetura de vanguarda, tornou-se também uma superestrela na China, onde seus projetos mais recentes irradiam desde as escolas e os estúdios de arquitetura de todo o país. Numa recente viagem a Pequim, 15 mil artistas, arquitetos e outros aficionados acorreram para ouvir a palestra que ela deu na inauguração do complexo futurista Galaxy Soho – apenas um dos 11 projetos que ela está realizando em toda a China.

Mas o apelo da arquitetura experimental da ganhadora do Prêmio Prtizker, principalmente desde a apresentação da sua brilhante e cristalina Ópera de Guangzhou, há dois anos, cresceu de uma maneira tão explosiva que atualmente, vários arquitetos e equipes de construção piratas estão construindo no sul da China uma cópia perfeita de uma das criações de Zaha em Pequim. O que é pior, Zaha disse numa entrevista, agora ela é obrigada a competir com esses piratas para concluir em primeiro lugar seu projeto original.

O projeto que está sendo pirateado é o Wangjing Soho, um complexo de três torres que se assemelham a velas infladas, esculpidas na pedra com faixas de alumínio em motivo de onda, que parecem mover-se levemente na superfície da Terra quando vistas de cima.

Zhang Xin, a incorporadora bilionária que dirige a Soho China e encomendou o complexo a Zaha, criticou violentamente os piratas durante a inauguração do Galaxy: “Enquanto construímos um dos projetos de Zaha, ele está sendo copiado em Chongqing”, uma megacidade perto do Tibete. A esta altura, acrescentou, os piratas de Chongqing estão construindo mais rapidamente do que a Soho. O projeto original deve ser concluído em 2014.

Falsificação. Zhang fez um apelo pedindo ajuda para combater esta maciça operação despudorada de falsificação e lamentou: “Todos dizem que a China é o grande país das imitações e que pode copiar qualquer coisa”.

A pirataria é extremamente difundida na China, onde iPods, iPhones e iPads falsificados são vendidos abertamente, e até lojas inteiras falsificadas da Apple proliferam em todas as cidades onde ocorre uma explosão econômica. Embora a China tenha, pelo menos no papel, uma série de leis que protegem a propriedade intelectual, a aplicação destas leis na prática é tremendamente esporádica.

Entretanto, You Yunting, um advogado de Xangai que fundou uma revista online sobre questões de propriedade intelectual, disse que a legislação sobre direitos autorais da China inclui a proteção de obras arquitetônicas. You disse ter estudado a falsificação do projeto de Zaha, e acrescentou: “As duas versões do complexo são muito semelhantes”.

“A Soho dever ter boas chances de vencer um litígio neste caso”, previu. “Mas, mesmo que o juiz dê uma sentença favorável à Soho, o tribunal não obrigará o réu a derrubar o edifício. Entretanto, poderá ordenar o pagamento de uma indenização.”

Zaha Hadid não é a primeira ocidental a ver sua obra arquitetônica imitada na China. No ano passado, cidadãos da aldeia austríaca de Hallstatt ficaram chocados ao descobrir que arquitetos chineses fotografaram suas casas e estavam construindo uma versão idêntica do local que foi decretado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco no sul da China.

Hans-Jörg Kaiser, um representante austríaco do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, que assessora a Unesco na preservação do patrimônio, disse que os habitantes de Halstatt estão muito revoltados pelo fato de as suas casas terem sido clonadas do outro lado do mundo.

Photoshop. Os arquitetos chineses envolvidos na réplica da cidadezinha austríaca, incrustada entre picos cobertos de neve e um lago localizado nas alturas, aparentemente construíram a falsificação de Halstatt usando um software de imagem para criar uma intricada montagem do local, e depois transformaram estas imagens em um modelo reduzido em 3D.

Os protestos do povo de Halstatt contra o mapeamento clandestino de suas casas agora se acalmaram, disse Kaiser, acrescentando que não encontrou nenhuma norma da Unesco que impedisse a reprodução do sítio do Patrimônio Mundial.

O arquiteto holandês Rem Koolhaas, que projetou a torre surreal da CCTV , da nova geração de Pequim, afirmou que a expansão super-rápida das cidades chinesas está produzindo arquitetos que usam laptops para copiar num piscar de olhos novos edifícios. No livro Mutations, Koolhaas chama esses arquitetos de projetistas de Photoshop: “O Photoshop permite fazer colagens de fotografias – e esta é a essência da produção arquitetônica e urbana da China … Hoje, o design se torna tão fácil quanto o Photoshop, até mesmo na escala de uma cidade”.

Satoshi Ohashi, diretor de projetos da Zaha Hadid Architects para o complexo Soho que está sendo clonado, disse: “É possível que os piratas de Chongqing tenham conseguido alguns arquivos digitais ou reproduções do projeto”. A partir destes, acrescentou, “é possível elaborar o projeto de um edifício desde que você seja tecnicamente muito capaz, mas ele seria apenas uma simulação grosseira da arquitetura”.

Um dos executivos da Soho identificou o incorporador acusado de piratear o projeto de Zaha do Chongqing Meiquan. Quando contatado por telefone, um funcionário do Chongqing Meiquan não quis comentar o caso.

Relâmpago. Zaha Hadid afirmou que encara com uma atitude filosófica a reprodução dos seus projetos: se as futuras gerações desses edifícios clonados apresentarem mutações inovadoras, “será um fato muito animador”.

Toda uma geração de arquitetos chineses do novo milênio acompanha e se inspira nos avanços arquitetônicos de Zaha, disse Ohashi, em Pequim.

Ele previu também o surgimento de uma nova categoria de arquitetos piratas com um interesse sofisticado nos principais edifícios experimentais do globo: “Se alguém gosta realmente de Zaha, provavelmente veremos outros projetos dela espalhados pela China”, afirmou.

E a possibilidade de produzir imagens, representações e até mesmo modelos em 3D de design arquitetônico em todo o globo à velocidade da luz por meio da internet ajudará não apenas as equipes de vanguarda de Pequim a Londres a se associarem em projetos conjuntos, mas também arquitetos piratas que pretendem construir arranha-céus ou mesmo cidades à velocidade de um relâmpago.

Será que algum dia aparecerá uma inteira metrópole chinesa povoada de versões mutantes de centros culturais de cristal criados por Zaha Hadid? Poderá a China assistir à proliferação de dez ou vinte clones arquitetônicos da Ópera de Guangzhou espalhados por suas principais megacidades? “Tenho a certeza”, disse Ohashi, “de que algum arquiteto há está trabalhando em outra versão da Ópera de Guangzhou”.

Artista belga cria ‘arquitetura impossível’ em série fotográfica

Notícia da Folha de S. Paulo

Fascinado por formas e diferentes padrões construtivos, o artista e fotógrafo belga Filip Dujardin aguça o imaginário dos espectadores em sua série de imagens “Impossible Architecture” (em tradução livre, “arquitetura impossível”).

As imagens trazem cenário surrealistas com casas empilhadas, construções cúbicas, disformes e repletas de janelas e varandas.

Os edifícios impossíveis são criados a partir de técnicas de colagem digital, utilizando como base fotografias de prédios reais localizados em Ghent, cidade natal do artista.

O trabalho de Filip ficará exposto dos dias 7 de fevereiro a 29 de março na Highlight Gallery, em São Francisco, nos EUA.

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Balanço

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