Pesquisador das construções paulistanas é homenageado

Notícia do Portal da Câmara Municipal de São Paulo

carlos lemos

O arquiteto Carlos Alberto Cerqueira Lemos foi homenageado em uma sessão solene no dia 15 de dezembro de 2012, em evento de iniciativa do vereador José Police Neto (PSD), presidente da Câmara Municipal. Autor de projetos próprios e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Cerqueira Lemos foi também o chefe do escritório paulistano de Oscar Niemeyer, participando dos projetos do Parque do Ibirapuera e do Edicício Copan.

Carlos Alberto, referindo-se a Niemeyer como “patrão e amigo”, lembrou do período em que os arquitetos trabalharam juntos, nos anos 1950, com orgulho, porém disse que isso não afetou seu próprio estilo. “Nos meus projetos pessoais nunca precisei de curvas, de abóbadas. Entrei como Carlos Lemos e saí como Carlos Lemos”, afirmou.

Entre as obras de Lemos mais conhecidas está o Teatro Maria Della Costa, feito por ele “quando ainda era estudante”. Por outro lado, o próprio arquiteto contou que em sua carreira se dedicou mais às casas. “O ato de morar é o que mais me interessa”, argumentou. Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República e um dos clientes de Carlos, elogiou o arquiteto, chamando-o de “profundo conhecedor da cultura do país” e “caipira sofisticado”.

A carreira de Carlos Lemos não se limitou às grandes obras. Docente do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto, ele escreveu livros sobre o assunto. Entre os mais conhecidos, estão Arquitetura Moderna Paulistana, leitura obrigatória dos acadêmicos dessa área, e O que é Arquitetura?, da coleção Primeiros Passos da Editora Brasiliense, como lembrou o secretário de Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Araújo.

O arquiteto também escreveu diversos artigos sobre a preservação dos patrimônios da cidade de São Paulo à Folha de S. Paulo, dos quais se orgulha. “Modéstia à parte, o que escrevi teve influência marcante na proteção de edificações singulares na inteligibilidade do espaço urbano paulistano”, observou, destacando seu papel como defensor do aproveitamento da Estação da Luz não na sua função original, mas como o atual Museu da Língua Portuguesa.

COMIDA E ARQUITETURA
O presidente da Câmara Municipal de São Paulo lembrou que a ideia de homenagear Carlos Lemos surgiu em um almoço com amigos e ex-alunos do arquiteto. “Falando sobre a culinária paulista e a memória da cidade, eles falaram desse homem que é um exemplo de generosidade, pois dedicou a sua vida a compartilhar com a sociedade o seu conhecimento”, contou.

Entre os elogios que fez ao arquiteto, Police Neto ressaltou seu conhecimento da cidade, e sua capacidade de diferenciar o que deve ser preservado em meio às construções. “É de extremo valor saber o que tem história para ser contada, não pelo desejo de reconhecimento, mas por ser fundamental à compreensão pelas futuras gerações”, explicou.

Fora isso, o presidente da Câmara manifestou sua emoção com as últimas palavras de Carlos em seu discurso. “Estão enganados aqueles que pensam que essa solenidade é o fim da minha carreira. É revigorante”, comemorou o arquiteto.

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