The ABC of Architects


Anúncios

MAC abre inscrições para auxílios de projetos de pesquisa

[Clique na imagem para ampliá-la]

mac

Estudo da FAU analisa deficiência no sistema de drenagem de São Paulo

Rúvila Magalhães / Agência USP de Notícias

Pesquisa do arquiteto Laércio Monteiro Júnior, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, mostra que a falta de planejamento urbano e investimentos em infraestrutura são responsáveis pela deficiência no sistema de drenagem da cidade de São Paulo. Com o passar do tempo, o problema deixou de ser apenas a drenagem.  Nas áreas de mananciais, na grande São Paulo, existem problemas ambientais gravíssimos, assim como a questão habitacional e a dificuldade dos moradores para chegar em seus trabalhos, geralmente na região central. As soluções para a drenagem devem estar concatenadas às soluções para esses problemas também.

A pesquisa foi orientada pela professora Klara Kaiser Mori. O pesquisador realizou uma análise histórica das ações e planos cujo objetivo era melhorar a drenagem e consequentemente evitar as enchentes. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica.

Asfalto e cimento causam impermeabilização do solo, que tem mais dificuldade em absorver a água da chuva. Não absorvida, ela escoa em um volume muito maior para córregos e, posteriormente, para os principais rios da cidade. O volume da água torna-se maior que o rio comporta, gerando altas demandas de drenagem que nem sempre estão disponíveis. A erosão natural dos terrenos causada pelas chuvas gera sedimentos que são levados com ela, depositando-se no fundo dos canais, e são responsáveis pela diminuição na capacidade dos rios. As enchentes são resultado disso. Os principais problemas decorrentes desse quadro são as enchentes, inundações localizadas, paralisação do trânsito, prejuízos financeiros em geral, deslizamentos de terra e trágicas perdas de vidas.

Segundo o pesquisador, a drenagem nunca foi prioridade entre os planos do governo. As obras são caras, complexas e envolvem ampla integração entre os diversos setores governamentais, além de medidas que a cidade, já consolidada, não permite. “A implantação da rede de macrodrenagem esteve em constante descompasso com o ritmo de expansão urbana”, afirma Monteiro Júnior.

Para o pesquisador, a importância de sua pesquisa está no entendimento do processo de evolução da drenagem de águas em São Paulo, ao longo dos anos. Sua dissertação também analisa o Plano Diretor de Macrodrenagem do Alto Tietê (PDMAT), que é o planejamento sobre o futuro do sistema de drenagem da região metropolitana. Ao seu ver, as falhas do PDMAT foram validadas pelo Plano Diretor Estratégico (PDE), responsável pelo desenvolvimento urbano do município, porque as soluções apresentadas pelo PDM são simplesmente acatadas, sem que se pense em melhorias ou soluções mais pontuais. A grande falha do PDM foi fazer apenas o mínimo necessário, não avançando para procurar soluções menos superficiais.

Histórico

A década de 1920 foi importante no aspecto da drenagem porque nela surgiram as dúvidas que direcionaram as obras nos anos seguintes: O que fazer com os rios de São Paulo? Qual o uso para as águas do município? “O crescimento da cidade vai gerando necessidades como energia, por exemplo”, explica Monteiro Júnior. “Diante dessa preocupação, interesses privados prevaleceram”, diz. A empresa responsável da época, a Light, ganhou o direito de produzir energia com a água desses rios. Iniciou-se a construção de barragens em Cubatão. Ao mesmo tempo, vieram a construção das represas Guarapiranga e Billings, a canalização do Pinheiros e Tietê. Tudo isso foi feito priorizando a produção de energia e não as necessidades de drenagem. Depois tornou-se mais difícil contornar o trato dado às águas de São Paulo.

Em todo século XX houve um grande crescimento populacional e urbano. Na década de 1960, nota-se o descompasso entre a expansão urbana e redes de infraestrutura, já não foi mais possível delimitar o espaço limite para a urbanização ou garantir as condições necessárias para o escoamento da água. A construção das marginais se dá no momento de maior dinamismo econômico. A industrialização consolida-se e o crescimento acontece desordenadamente.

Na década de 1970, tornaram-se extremamente necessárias ações para reduzir os problemas de córregos a céu aberto. A canalização se mostrou uma medida necessária mas ineficaz. O estreitamento das margens diminuiu a capacidade de água desses córregos e a vazão que desemboca no rio Tietê aumentou. O problema muda de lugar e é preciso ampliar a calha do Tietê para atender a essas demandas, cada vez maiores.

Para contornar as consequências das constantes enchentes, na década de 1990 iniciou-se a construção dos piscinões, espaços vazios em pontos de alagamentos destinados a encher com a água da chuva. Segundo Monteiro Júnior, a construção dos piscinões é uma forma de “controlar um problema pequeno, mas não o grande”, que seria a estrutura de escoamento da cidade.

O panorama exposto mostra que o problema nunca foi alvo de soluções efetivas e vem se agravando cada vez mais com o passar do tempo e o aumento da frequência e intensidade das grandes tempestades. A drenagem não é mais um problema único e seus desdobramentos são consequências desse atraso de resoluções.

Mais informações: email laercio.monteiro@gmail.com

Clique aqui para ter acesso ao texto completo

Fonte: Agência USP de Notícias

 

Site OnArchitecture disponível para teste

[Clique na imagem para ampliá-la]

trial - OnArchitecture

Revistas: novos títulos disponíveis na biblioteca da FAUUSP

A partir deste ano, receberemos regularmente cada nova edição das revistas abaixo. Todas já estão devidamente cadastradas em nosso catálogo Dedalus, disponíveis para consulta e para empréstimo.

Bitácora arquitectura (Facultad de Arquitectura/ UNAM), Latitudes (École Nationale Supérieure d’Architecture de Paris La Villette) e Zupi (Zupi Design) são publicações dedicadas à história da arquitetura, renomados arquitetos, reciclagem de edifícios, planejamento urbano; projetos criados por estudantes de diversos países, em encontros internacionais; artes gráficas, arte contemporânea e design.

A revista Voxel (Zupi Design), dedicada à arquitetura, cenografia, interiores e design de produtos, também foi integrada ao nosso acervo. Embora seja uma publicação encerrada (editada entre 2009 e 2011), ficará disponível para consulta no revisteiro.

Em janeiro, incluímos outros títulos no acervo:

https://bibfauusp.wordpress.com/2013/01/14/revistas-novos-titulos-disponiveis-na-biblioteca-da-fauusp/

Aproveitem estas e outras revistas da nossa coleção!

[Clique nas imagens para ampliá-las]

divulgação - bitácora arquitectura

divulgação - latitudes

divulgação - zupi e voxel

Japonês Toyo Ito ganha o prêmio Pritzker, o “Nobel da arquitetura”

Notícia da Folha de S. Paulo

O japonês Toyo Ito, 71, é o grande vencedor do prêmio Pritzker, o mais importante da arquitetura mundial. O anúncio foi feito neste domingo (17) por Thomas J. Pritzker, diretor da fundação Hyatt, mas a cerimônia de entrega da medalha de bronze e de US$ 100 mil (R$ 200 mil) será em 29 de maio, na biblioteca e museu John F. Kennedy, em Boston.

Ito, cujo trabalho é mais centrado em Tóquio, é o sexto japonês a ganhar o “Nobel da Arquitetura”. De acordo com o anúncio, o oriental foi escolhido por seu “design criativo e prédios atemporais”.

Conhecido por sua criatividade e ousadia nas formas, Toyo Ito começou a trabalhar em 1965 na Kiyonori Kikutake & Associates após sua formatura, em Tóquio. Seis anos depois, fundou o próprio estúdio, Urban Robot –que virou Toyo Ito & Associates, Architects no fim dos anos 1970.

toyo

O arquiteto japonês Toyo Ito, vencedor da edição 2013 do Prêmio Pritzker, considerado o mais importante da arquitetura

Concebeu de simples casas em formato de U a estádios que lembram serpentes. O arquiteto considera a estrutura semitransparente da Sendai Mediatheque, no Japão, um de seus trabalhos preferidos. Mas Ito é conhecido também pelo prédio Tod’s Omotesando, em Tóquio, que é coberto por uma camada branca que serve como uma “segunda pele”.

“A arquitetura é limitada por vários impedimentos sociais. Desenhei meus projetos com o pensamento de que seria possível criar mais espaços confortáveis se nos libertássemos de todas as amarras mesmo por um instante”, disse o arquiteto após o anúncio do prêmio. “Contudo, quando meu edifício é finalizado, desperto dolorosamente para minha inadequação. E isso se transforma em energia para o próximo projeto.”

toyo2

Um dos edifícios mais emblemáticos de Toyo Ito, a Torre dos Ventos (1986), em Yokohama, no Japão

Inauguração da Biblioteca Mindlin

[Clique na imagem para ampliá-la]

brasiliana

Data: 23 de março de 2013 – sábado, 16 horas
Acesso pela Avenida Prof. Luciano Gualberto – Cidade Universitária, São Paulo/SP.

Confirmação de presença:
Telefone: (11) 3091-3402 – e-mail: cerimo@usp.br