Curso “Antropologia, artes visuais e patrimônio cultural: diálogos, tensões, interseções”, no CPC-USP

cpc

O objetivo geral do curso é abrir espaço para o debate sobre as várias aproximações possíveis entre as artes visuais, a antropologia e o patrimônio cultural.

O estudo antropológico da arte, dos objetos e dos museus vem se consolidando nos últimos anos, no Brasil, mas ainda faltam fóruns específicos de discussão que permitam cruzar abordagens e sistematizar as principais questões que têm se delineado.

Ministrante

Ilana Seltzer Goldstein

Doutora em Antropologia Social – UNICAMP

Leonardo Carvalho Bertolossi

Doutorado em Ciência Social – FFLCH USP

Curso de difusão
24 horas

Período
12 de setembro a 31 de outubro, às quintas-feiras, das 14h às 17h

Público Alvo
Profissionais que trabalham com museus e patrimônio; agentes culturais; estudantes de graduação e pós-graduação em ciências humanas, comunicação e artes; professores; educadores; interessados em artes e ciências sociais.

Programa

12 de setembro

Arte e contexto: questões da sociologia da arte: Discussão sobre as relações entre a produção e a fruição artística, e o contexto social no qual ocorrem. A partir da projeção de um filme, debateremos até que ponto a própria definição do que é arte (e do que é “bom gosto”) é fruto de hierarquias e disputas extra estéticas. Leituras sugeridas: trechos de O amor pela arte, de Pierre Bourdieu e Alain Darbel; A Distinção, de Pierre Bourdieu. Filme a ser projetado: O Gosto dos Outros, de Agnes Jaoui.

19 de setembro

Arte e contexto: questões da antropologia da arte: Existe arte entre sociedades não ocidentais? Como se define a autoria de uma obra de arte, no caso de sociedades tradicionais? Quais os agenciamentos condensados nos objetos? Estas são as perguntas que nortearão nosso segundo encontro. Leituras sugeridas: “A arte como sistema cultural”, de Clifford Geertz; “A rede de Vogel”, de Alfred Gell; e “A estética dos outros”, de Shirley Campbell.

26 de setembro

A arte “primitiva” e o primitivismo na arte: Nesse encontro, trataremos das manifestações artísticas que costumam estar excluídas dos circuitos oficiais e da história da arte, como as criações de pacientes psiquiátricos e de artistas autodidatas. Por outro lado, veremos como esse mesmo tipo de produção inspirou as vanguardas modernas. Leituras sugeridas: trechos de Arte primitiva em centros civilizados, de Sally Price; capítulo de Primitivismo, cubismo, abstração, de Gil Perry; Filme a ser projetado: documentário sobre o ateliê da psiquiatra Nise da Silveira.

3 de outubro

O museu como espaço de representação do Outro. As instituições museológicas, surgidas no século XIX, são espaços nos quais representamos nossa própria sociedade e também as demais sociedades. As questões identitárias e de poder que perpassam as práticas museológicas serão o foco desse encontro. Leituras sugeridas: “Reflexões sobre a arte primitiva”, de Ilana Goldstein; “Objetos Vivos: A Curadoria da Coleção Etnográfica Xikrin- Kayapó no Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE-USP”, de César Gordon e Fabíola A. Silva; entrevista de Benoit de L’Estoile à Revista Proa; trecho do livro Antropologia dos objetos, de José Reginaldo Gonçalves. Filme a ser projetado: documentário sobre o Musée du Quai Branly ou sobre os museus comunitários de Conservatória.

10 de outubro

A arte indígena nos museus dos Estados Unidos e do Canadá. A partir da experiência pioneira de curadoria indígena desenvolvida no National Museum of the American Indian, da Smithsonian Institute, serão discutidos os papeis que a produção artística pode assumir na relação entre sociedades tradicionais e sociedades nacionais e também analisados exemplos de indianidades contemporâneas através de exposições e coletivos artísticos indígenas. Leituras sugeridas: “Investidas Invertidas: Performance e Política na obra de Kent Monkman/Mischief”, de Leonardo Bertolossi; “The Institute of American Indian Arts and Contemporary Native Art”, de Richard W. Hill. Filme a ser projetado: Trechos de vídeo-arte produzidos pelos artistas indígenas da exposição “Remix: New Modernities in a Post-Indian World”.

17 de outubro

A arte indígena contemporânea da Austrália. A partir do incrível sucesso comercial e de crítica dos artistas aborígines da Austrália, serão discutidos os papeis que a produção artística pode assumir na relação entre sociedades tradicionais e sociedades nacionais. Temas espinhosos como autenticidade e apropriação serão debatidos a partir de exemplos concretos. Leituras sugeridas: “Autoria, autenticidade e apropriação”, de Ilana Goldstein; trecho de Becoming Art, de Howard Morphy.

24 de outubro

Arte, patrimônio imaterial e propriedade intelectual. Quando os objetos ou o repertório visual de sociedades tradicionais circulam nas sociedades euroamericanas modernas, uma série de problemas se coloca: como definir e como proteger sua propriedade intelectual? O que pode e o que não pode ser mostrado? A quem pertencem as coleções que hoje estão nos museus? Devese repatriá-las? Tais questões serão debatidas a partir de exemplos de vários países. Leituras sugeridas: “Circulation, Accumulation, and the Power of Schuar Shrunken Heads”, de Steve Lee Rubenstein; “A Cultura Invisível: Conhecimento Indígena e Patrimônio Imaterial”, de Marcela Stockler Coelho de Souza. Filme a ser projetado: “Iauaretê, cachoeira das onças”.

31 de outubro

Arte e mercado: Analisaremos panoramicamente as relações entre o circuito expositivo, o mercado primário, os colecionadores e os artistas contemporâneos no Brasil. Serão apresentados desde os marchands do Pós- Guerra, como Jean Boghici e Franco Terranova, até art dealers atuais, como Thomas Cohn e Luisa Strina. Refletiremos sobre as mudanças dos últimos 40 anos, que incluem, por exemplo, a legitimação da arte de rua. Leituras sugeridas: “O Mercado de Galerias e o Comércio de Arte Moderna: São Paulo e Rio de Janeiro nos anos 1950-1960”, de Maria Lúcia Bueno; “Mercado de Arte: Brasil 2000”, de Sergio Miceli. Filme a ser projetado: Trecho dos filmes “Exit Through The Gift Shop”, de Banksy e “Who the Fuck is Jackson Pollock”, de Harry Moses.

TAXA
R$ 150,00 (inscrição + envio do certificado pelos Correios)

PRÉ-INSCRIÇÕES

12 a 21 de agosto de 2013

CRITÉRIO DE SELEÇÃO
Análise de justificativa de intenção, priorizando-se no preenchimento das vagas, a seguinte distribuição: 15 vagas para profissionais da área, 15 vagas para estudantes e pesquisadores atuantes na área, 10 vagas para interessados em geral.

VAGAS: 40

Vagas gratuitas: 5

Docente: 1

Discente: 1

Funcionário: 1

Terceira idade: 1

Outros/Comunidade: 1

PROCEDIMENTO DE INSCRIÇÃO

12 a 21/08/2013 – Preencher a ficha de inscrição na íntegra e justificativa de intenção. O link da ficha será disponibilizado neste local. Após a seleção os candidatos serão orientados, via telefone ou e-mail, sobre os procedimentos para pagamento e efetivação da inscrição.

POLÍTICA DE ISENÇÕES
Serão vistos caso a caso, pela Diretoria do CPC, sendo os critérios: 1) ordem de solicitação no ato da inscrição. 2) sócio-econômico – que possibilitará beneficiar aqueles que não tenham condições de pagar a taxa de inscrição. Manifestar a intenção pela ISENÇÃO no campo “justificativa” do formulário.

CRITÉRIO DE APROVAÇÃO NO CURSO
Frequência mínima exigida de 85% bem como participação nas atividades. Carga horária mínima de 21h para aprovação do aluno.

Periodo: 12/09/2013 31/10/2013
Horário: 14h às 17h
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP.

FONTE: CPC-USP
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: