Exposição dos trabalhos mais recentes de Feres Khoury e Luise Weiss

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feres

Data: 05 de outubro de 2013 (sábado)
Horário: a partir das 14h
Local: Graphias
Endereço: Rua Joaquim Távora, 1605 – São Paulo-SP

O Direito à Cidade em Rede: Redes Digitais e o Espaço Urbano

Com a onipresença das redes digitais, o modo de habitar o espaço urbano está mudando. O crescente uso de dispositivos móveis e a disponibilidade em ‘tempo real’ de informações locais permitiram novas formas de comunicação e interação entre os indivíduos. Juntamente com novas capacidades para a microcoordenação da atividade social pessoal, vemos a rápida expansão da geração de dados por meio de práticas diárias. Ao passo em que as interações em rede se tornam uma dimensão cotidiana de negociação do espaço público contemporâneo, há uma necessidade urgente de pensar em como essa trajetória transforma as mais antigas geometrias de poder da cidade.

Em 1968, Henri Lefebvre publicou seu livro seminal Le droit à la ville (O direito à cidade). Ao contrário do ethos top-down que dominou urbanismo moderno, Lefebvre argumentou que a capacidade dos habitantes de uma cidade em se apropriar ativamente do tempo e do espaço ao seu redor foi uma dimensão crítica da moderna democracia. Neste seminário, os expositores argumentarão sobre a necessidade de revisão desta agenda: como devemos pensar sobre o direito à cidade em rede?

Na abertura do encontro, Massimo Canevacci abordará o tema “Metrópole comunicacional e subjetividades onipresentes”. Já Scott McQuire, baseando-se em uma série de projetos atuais, buscará analisar políticas contemporâneas de “mídia participativa” e investigar como a mídia em rede pode ser utilizada para facilitar o “espaço público participativo”.

Inscrições

Através do e-mail leila.costa@usp.br

Organização

IEA

Apoio

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Programação

Abertura
Massimo Canevacci (Professor Visitante, IEA)
Tema: “Metrópole comunicacional e subjetividades onipresentes”
Exposição em português.

Exposição
Scott McQuire (The University of Melbourne, Austrália)
Tema: “Redes digitais e o espaço urbano”
Exposição em inglês, haverá tradução simultânea para o português.

Evento com transmissão em: http://www.iea.usp.br/aovivo

Data: 30/09/2013
Horário: 9h-12h
Local: Sala de Eventos do IEA
Endereço: Rua Praça do Relógio, 109, bl. K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo-SP

 

Fonte: IEA-USP

Ciclo de Palestras: Reflexões sobre a Tecnologia da Arquitetura

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Reflexões sobre a Tecnologia da Arquitetura

Palestras abertas ao público
Não é necessária inscrição

Mais informações
Eventos FAU – 3091 1603 | 3091 4801

Local: FAUUSP
Endereço: Rua do Lago, 876, Cid. Universitária, São Paulo – SP

Fonte: Eventos FAU

A cidadania na urbanidade translocal: ação, colaboração e cocriação

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A cidadania na urbanidade translocal

Convidado especial: Scott McQuirre 

Data: 30 de setembro de 2013 (segunda-feira)
Horário: das 14h às 17h30
Local: Sala 807 – FAUUSP
Endereço: Rua do Lago, 876, Cid. Universitária, São Paulo – SP

Fonte: Eventos FAU

Intermeios: 1o. Seminário Acervo de Arquitetura: Administração, Conservação, Difusão

No site Intermeios desta semana, o 1o. Seminário Acervo de Arquitetura: Administração, Conservação, Difusão.

http://www.fau.usp.br/intermeios/

sinopse

Neste evento foram discutidos aspectos do gerenciamento de acervos de desenhos originais e de documentação de arquitetura. Foram apresentados por especialistas de Portugal, Estados Unidos, França e Brasil casos que exemplificaram soluções em edificações, instalações e equipamentos para preservação dos desenhos originais, abordando também questões específicas a respeito de sua conservação, administração e difusão.

ficha técnica
duração: 6 horas
finalização: 2013

Coordenação Geral
Prof. Dr. Ricardo Marques de Azevedo – FAUUSP
Dina Elisabete Uliana – Bibliotecária Chefe Técnica – SBI –FAUUSP

Comitê Organizador
Dina Elisabete Uliana – Bibliotecária Chefe Técnica – SBI FAUUSP
Eliana de Azevedo Marques – Bibliotecária Chefe da Seção de Comunicação Especializada – SBI –FAUUSP
Elisabete da Cruz Neves – Bibliotecária de Processamento Técnico – SBI – FAUUSP
Lisely Salles Carvalho Pinto – Bibliotecária Chefe do Setor de Conservação – SBI – FAUUSP
Maria Satiko Matsuoka – Bibliotecária do Setor de Conservação – SBI – FAUUSP
Lucila Borges Assis – Bibliotecária Chefe da Seção de Referência e Circulação – SBI – FAUUSP
Profa. Dra. Stella Miguez – Pós-Doutora – FAUUSP
Rita de Cássia Souza Camargo – Técnica Especializada em Conservação – SBI – FAUUSP

Direção da FAUUSP
Prof. Dr. Marcelo de Andrade Romero – Diretor
Profa. Dra. Maria Cristina da Silva Leme – Vice-Diretora

Imagens
Antonio Gonçalves da Silva
Antonio Marcelino da Silva

Edição
Antonio Marcelino da Silva

Produção
VideoFAU

Oficinas fotográficas 2013 – Oficina 5: Revelando o filme

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Revista Habitat indexada em sua totalidade no Índice de Arquitetura Brasileira – Biblioteca FAUUSP

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A Revista Habitat foi publicada no período de 1950 a 1965, com um  caráter cultural em arte, arquitetura, design, cinema, teatro, música, fotografia, e outras temáticas relacionadas ao ambiente sócio – cultural de sua época.  A arquitetura teve um lugar especial pelo espaço que ocupava em suas edições e, em especial, pelo envolvimento de seus organizadores com a arquitetura moderna brasileira. A Biblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, mantem em seu acervo a coleção completa com os 84 números publicados e cujos artigos podem ser recuperados através do Índice de Arquitetura Brasileira (IAB), disponível no site http://143.107.16.155:88/index.htm

19ª. Exposição das novas aquisições (de 23 a 27 de setembro de 2013)

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TESES

ABRUZZI, Valter Giugno. Estudo sobre aspectos técnicos e financeiros da rede de atendimento do INSS uma contribuição à elevação da qualidade dos seus espaços fixos. São Paulo: 2013.  Dissertação (Mestrado). ROMERO, Marcelo de Andrade (orient).

725.51 / Ab88e

FAUPG 043:332.72 A164e

 

CORULLON, Martin. A plataforma rodoviária de Brasília: infraestrutura, arquitetura e urbanidade. São Paulo, 2013. 151 p. Dissertação (Mestrado). MEYER, Regina Maria Prosperi (orient).

711.4 / C818p

FAUPG: 043:711.6 / C831p

 

CYPRIANO, Altimar. Iluminação artificial na percepção da arquitetura. Considerações sobre aspectos quantitativos e qualitativos no processo de projeto. São Paulo, 2013. 203 p. Dissertação (Mestrado). SCARAZZATO, Paulo Sérgio (orient).

621.32 / C992i

FAUPG: 043:628.93 C996i

 

ELOY, Claudia Magalhães. O papel do Sistema Financeiro da Habitação diante do desafio de universalizar o acesso à moradia digna no Brasil. São Paulo, 2013. 260 p. Tese (Doutorado). BONDUKI, Nabil Georges (orient).

352.75 / EL68p

FAUPG: 043:711.58.001.12 / E48p

 

MAIA, Marcelo Reis. Cidade instantânea (IC). São Paulo, 2013. 95 p. Dissertação (Mestrado).  COSTA, Carlos Roberto Zibel (orient).

711.5 / M28c

FAUPG: 043:711.5 M217c

 

PISSARDO, Felipe Melo. A rua apropriada: um estudo sobre as transformações e usos urbanos na Rua Augusta (São Paulo, 1891-2012). São Paulo, 2013. 231 p. Dissertação (Mestrado). LIRA, José Tavares Correia de (orient).

981.611 / P676r

FAUPG: 043:625.711.6/  P672r

 

LIVROS

ABRAMO, Cláudio; ABRAMO, Cláudio Weber (Org). A regra do jogo: o jornalismo e a ética do marceneiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

920.5 / Ab83r

 

ALBERTI, Marina. Advances in urban ecology: integrating humans and ecological processes in urban ecosystems. New York, Springer, 2009.

574.5 / AL46a

 

BUCCI, Angelo. São Paulo, reasons for architecture: the dissolution of buildings and how to pass through walls. Austin: Center for American Architecture and Design, 2011.

720.18 / B851sai

 

CAMPOS, Paulo Eduardo Fonseca de (Org). Microconcreto de alto desempeño: la tecnología del MicroCAD aplicada en la construcción del hábitat social. São Paulo: Mandarim, 2013.

691.32 / M583

 

 

FERRANTE, Maurizio; WALTER, Yuri. A materialização da ideia: noções de materiais para design de produto. Rio de Janeiro: LTC, 2010.

670 / F41m

 

JANEIRO, Pedro António; NASCIMENTO, Myrna de Arruda (Pref). O papel do desenho. Casal de Cambra, Portugal: Caleidoscópio, 2013.

740.4 /J253p

 

MEDINA, Cuauhtémoc et al. Francis Alýs. London:  Phaidon Press, 2007.

709.0472 / L97m

 

MORAES, Anamaria de (Org). Avisos, advertências e projeto de sinalização: ergodesign informacional. Rio de Janeiro: iUsEr, 2002.

620.82 / Av56

 

NICOLELIS, Miguel. Muito além do nosso eu: a nova neurociência que une cérebro e máquinas e como ela pode mudar nossas vidas. São Paulo: Companhia das letras, 2011.  153.42 / N544m

 

ROCHA FILHO, Gustavo Neves da. Atas da Câmara da Vila de São Paulo 1562 a 1564: transcrição atualizada com eliminação das abreviaturas e acréscimo de pontuação inexistente. São Paulo: edição do autor, 2012.

F981.611 / R582at

 

SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil 1900-1990. 3.ed. São Paulo: EDUSP, 2010.

720.981 / Se37ar / 3.ed

 

SILVA, Mauri Luiz da. LED: a luz dos novos projetos. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2011. 621.32 /  Si38Le

 

TREIB, Marc. Thomas Church, landscape architect designing a modern California landscape. San Francisco: William Stout, c2003.

712.0974 / C475t

 

Palestras com Franco Panzini

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Franco Panzini
Arquiteto e paisagista, foi professor de paisagismo em diversas universidades italianas e de fora da Itália. Atualmente leciona no curso de Restauro de Jardins na Universidade de Veneza e participa do curso de aperfeiçoamento em projetos de parques e espaços públicos na Universidade Roma 3. Publicou vários livros sobre projeto e história dos jardins e espaços verdes urbanos, entre os quais Per i piaceri del popolo. L’evoluzione del giardino pubblico in Europa dalle origini al XX secolo, Zanichelli 1993; Giardini delle Marche, Federico Motta 1999 e Progettare la natura, Zanichelli 2005, recém lançado no Brasil com o título Projetar a Natureza – Arquitetura da paisagem e dos Jardins desde as origens até a época contemporânea.

Proferirá palestras abertas ao público na sede do curso de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, na Rua Maranhão 88, Higienópolis, com os seguintes temas:

23/09 – 14h – A paisagem da cidade: um panorama histórico dos parques e jardins públicos
30/09 – 14h – A paisagem da cidade: transformação e conservação

Também ocorrerá palestra na FAUUSP – Cidade Universitária (Rua do Lago, 876), com o tema:

25/09 – 16h – A paisagem da cidade: projetar a natureza

Fonte: Eventos FAU

Arquitetura brutalista se popularizou no Brasil na década de 1960

Notícia da Folha de S. Paulo

GABRIEL KOGAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O brutalismo não nasceu no Brasil e não é só por aqui que esses prédios enfrentam problemas de conservação.

Em abril, o edifício Robin Hood Gardens, um maciço de concreto com 213 apartamentos, começou a ser riscado do mapa de Londres para dar lugar a um empreendimento de R$ 1,8 bilhão.

Arquitetos ingleses protestaram a favor da construção projetada em 1968, mas não teve jeito. Situações similares aconteceram em outros países da Europa e nos Estados Unidos.

Usando materiais crus como concreto aparente, a escola arquitetônica surgiu nos anos 1950, com obras como a Unidade de Habitação de Le Corbusier, mestre suíço da arquitetura moderna.

A ideia era levantar prédios ao mesmo tempo monumentais e austeros, sem elementos decorativos (mesmo a argamassa de acabamento, para deixar as paredes lisas, era considerada um excesso). Econômicos, contribuíam para a reconstrução das cidades do velho continente no pós-Segunda Guerra. O produto final era quase um raio-x da obra, com pilares e vigas escancarados.

Além disso, a arquitetura era funcional: o projeto privilegiava a praticidade. As cozinhas, por exemplo, deveriam ter uma organização perfeita –até a disposição de panelas e eletrodomésticos era milimetricamente planejada, para estarem mais à mão. Com isso se erguiam áreas mais compactas, economizando metros quadrados (e tempo de locomoção entre um cômodo e outro).

Por aqui, os “brutos” estrearam no Rio, como no Museu de Arte Moderna –que causou inveja até em Le Corbusier (“quis fazer esta coluna, mas não tinha armação desse tipo”, disse em 1962).

Se a corrente europeia não dava bola para a beleza, nossos projetos buscavam elegâncias nas formas, atentos às proporções e aos desenhos.

Não se tratava de um mero conceito estético. O brutalismo se firmou também como uma militância política.

Com o avanço da ditadura, muitos dos arquitetos se aproximaram do Partido Comunista. Com o AI-5, em 1968, tanto Artigas quanto Paulo Mendes foram afastados do cargo de professor na USP. Seus edifícios refletiam a ideologia da esquerda em espaços abertos, propícios a grandes manifestações.

Em 1969, Artigas, mesmo malvisto pelo regime, concluiu a Faculdade de Arquitetura na Cidade Universitária, que se tornaria o maior referencial do movimento em São Paulo.

A escola espalhou suas obras pelos quatro cantos da cidade. A ítalo-brasileira Lina Bo Bardi tropicalizou-a em projetos como o MASP e o Sesc Pompeia. Já Paulo Mendes da Rocha, com menos de quatro anos de formado, venceu o concurso para projetar o Ginásio do Clube Paulistano, em 1958 –26 anos depois, construiu o MuBE.

A nova geração paulistana, como Angelo Bucci e Milton Braga, revê ideias modernistas. A Praça das Artes, projetada pela Brasil Arquitetura e inaugurada em maio no centro de São Paulo, é um exemplo de edifício que revisita o brutalismo que endurece, sem perder a ternura, da Escola Paulista.