Ciclovia da Eliseu de Almeida finalmente saiu do papel

Artigo da Profa. Dra. Raquel Rolnik, publicado em seu blog em 17/01/2014.

Em novembro do ano passado, finalmente começou a sair do papel o projeto da ciclovia da Avenida Eliseu de Almeida, na Zona Oeste de São Paulo, prometida inicialmente para 2006 e reivindicada por moradores, trabalhadores e frequentadores da região há dez anos. Para se ter uma ideia, o primeiro projeto da ciclovia é de 2004…

Esta é uma região já muito utilizada por ciclistas. De acordo com o projeto da ciclovia, no horário de pico da noite, das 17h às 19h, o número de ciclistas por hora passou de 138, em 2010, para 170, em 2012, e certamente vem aumentando. Aliás, foi exatamente nesta região que, lamentavelmente, mais um ciclista foi morto no trânsito, no dia 7 de janeiro.

É óbvio, portanto, que esta ciclovia é mais do que necessária. O primeiro trecho deverá ficar pronto no final deste mês e ligará a estação Butantã do metrô ao Shopping Butantã, na Avenida Salvador Szeibl. Os demais trechos chegarão até a divisa com Taboão da Serra e deverão ser executados ainda este ano.

Pra que esta ciclovia saísse do papel, porém, foram necessários muitos anos de pressão de moradores e frequentadores da região. Mas não somente. Com um novo projeto pronto, a Subprefeitura do Butantã ainda precisou conseguir verbas para execução da obra.

O projeto foi apresentado em setembro de 2013 e a expectativa era de que fosse financiado pela CET, que havia disponibilizado 2 milhões de reais. Mas a companhia decidiu destinar os recursos a outro projeto de ciclovia. A Subprefeitura do Butantã então decidiu iniciar as obras com recursos provenientes de emendas de vereadores.

Sem dúvida, o fato de termos mais uma ciclovia permanente em São Paulo é muito positivo. Mas, é preciso dizer, este projeto é insuficiente… por que não conectar esta ciclovia também com a USP, as estações de trem da CPTM e a ciclovia da marginal Pinheiros? Como aproveitá-la para promover a requalificação urbano-paisagística de seu entorno?

Para irmos mais além: como enfrentar a complexa questão do transporte cicloviário de forma sistêmica e integrada com todo o sistema de mobilidade da cidade, articulando os diversos modais? Este é o desafio que está colocado.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: