Impactos Ambientais do Novo Plano Diretor do Município de São Paulo, no IEA-USP

O Plano Diretor é o principal instrumento de política urbana, que orienta o crescimento e a transformação da cidade, influenciando a qualidade de vida e ambiental.

Na metrópole paulista, a qualidade ambiental deve ser motivo de especial preocupação, portanto, é importante antever os possíveis impactos ambientais de políticas, planos e programas governamentais.

A atual discussão, na Câmara Municipal de São Paulo, sobre o texto substitutivo ao projeto de lei do Plano Diretor Estratégico, apresentado em 26 de março de 2014, é uma oportunidade para uma reflexão sobre suas consequências ambientais. Tratando também de “Política de Desenvolvimento Urbano” e do “Sistema de Planejamento Urbano”, o projeto substitutivo apresenta avanços em relação ao projeto original do Executivo de dezembro de 2013. Entre outras, há propostas para:

– regulamentação dos instrumentos de gestão ambiental urbana;
– tornar a rede hídrica como um dos elementos estruturadores do ordenamento territorial;
– incentivo às construções sustentáveis e à permeabilidade do solo;
– recriação da zona rural no município;
– regulamentação do pagamento de serviços ambientais;

– articulação com a política de mudanças climáticas.

O debate pretende explorar, em particular:

(1) as consequências da política de desenvolvimento urbano para rede hidrográfica, assim como as oportunidades e limitações à recuperação da qualidade dos córregos e revitalização dos fundos de vale;

(2) a proposta de adensamento demográfico e construtivo ao longo da rede estrutural de transporte coletivo e seus efeitos ambientais potenciais, bem como a efetividade das ações propostas para a proteção dos mananciais.

Mediador

Luis Enrique Sánchez

Debatedores

Cleide Rodrigues

Ivan Carlos Maglio

Nabil Georges Bonduki

Inscrições

Encaminhar nome e instituição para e-mail sedini@usp.br

Data: 05/05/2014
Horário: das 10h às 13h
Local: Sala de Eventos do IEA
Endereço: Rua da Praça do Relógio, 109, Bloco K, 5o andar, Cidade Universitária, São Paulo-SP
Telefone: 11 3091-1678

Fonte: IEA-USP

Lançamento do livro “Fundamentos de Projeto: Arquitetura e Urbanismo”, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, a Editora da Universidade de São Paulo e a Livraria João Alexandre Barbosa convidam para o lançamento do livro

Fundamentos de Projeto: Arquitetura e Urbanismo

organizado por Rafael Antonio Cunha Perrone e Heliana Comin Vargas.

Dia 06/05/2014, terça-feira, das 18h às 21h.

Livraria João Alexandre Barbosa
Av. Prof. Luciano Gualberto, 78
na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Cidade Universitária – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3091-4156

Haverá apresentação do livro no auditório István Jancsó, com a presença dos professores Marcelo de Andrade Romero (diretor da FAUUSP), Siegbert Zanettini, Heliana Comin Vargas e Rafael Antonio Cunha Perrone, seguida de sessão de autógrafos na livraria.

Reprodução de folder da Edusp

Curso: “Arquitetura, arte e cidade no campo ampliado contemporâneo”, no Centro Universitário Maria Antônia

Um exame das recentes transformações nos campos da arte, da arquitetura e do urbanismo no Brasil e no mundo, a partir da disseminação pós-moderna dos antigos campos disciplinares, que aproximou os trabalhos de escultores, arquitetos, paisagistas e urbanistas, criando um campo ampliado de discussões cruzadas entre essas diversas áreas, passando pela redefinição do conceito de espaço público e as negociações entre atores diversos no trabalho coletivo.

6 de maio
Espaço público em fuga: arte e arquitetura no Brasil na virada dos anos 1960/70.

13 de maio
O campo ampliado da arte e da arquitetura contemporâneas. Gehry e Serra, Koolhaas e Matta-Clark, Herzog & de Meuron e Beuys

20 de maio
O campo ampliado da arte e da arquitetura contemporâneas. Michael Wesely, Diller Scofidio, SANAA

27 de maio
X Bienal de Arquitetura de São Paulo

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e crítico de arte e arquitetura. Publicou Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009) e foi curador da exposição Cildo Meireles: rio oir (2011) e da X Bienal de Arquitetura de São Paulo (2013).

Datas: 6, 13, 20 e 27 de maio de 2014
Horário: Das 20h às 22h
Local: Centro Universitário Maria Antônia – USP
Endereço: Rua Maria Antonia 258 e 294, Vila Buarque, São Paulo-SP

Custo: R$200

Descontos
20% para estudantes e professores
40% para terceira idade

Informações
11 3123 5213 / 5214
cursosma@usp.br

 

Fonte: CEUMA-USP

Apresentação “Estudos de desempenho térmico e luminoso da cobertura da FAUUSP”, com a Profa. Dra. Joana Carla Gonçalves

Apresentação “Estudos de desempenho térmico e luminoso da cobertura da FAUUSP“, com a Profa. Dra. Joana Carla Gonçalves

Data: 24/04/2014
Horário: das 17h30 às 18h30
Local: Auditório Ariosto Mila – FAUUSP
Endereço: Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, São Paulo-SP

Fonte: FAUiNFORMA

Exposições: “A invenção da praia” e “Naturantes”, no Paço das Artes

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A invenção da praia – 24/04 a 22/06

Múltiplas praias se avizinham no espaço desta mostra com curadoria de Paula Alzugaray. Inspirada na obra literária A invenção de Morel (1940), de Adolfo Bioy Casares, e no ensaio A vida descalço, de Alan Pauls, A invenção da praia investiga o que acontece quando o artista transporta a amplitude da paisagem ao ar livre para o espaço interno da galeria.

A exposição é composta por desenhos, pinturas, fotografias, projetos arquitetônicos, instalações, vídeos, textos e performances dos artistas Alan Pauls, Allora y Calzadilla, Caio Reisewitz, Christiane Pooley, Francis Alÿs, Giselle Beiguelman, Hüseyin Bahri Alptekin, Janaina Tschäpe, Katia Maciel, Laura Erber, Lina Bo Bardi, Lucia Koch, Maria Laet, Rafael Assef, Regina Vater e Waléria Américo. 

A invenção da praia quer “se oferecer como um lugar de encontro, reflexão e debate sobre a função da arte no exercício das práxis sociais e de reconciliação com a natureza”, afirma Paula Alzugaray. É também um lugar para perder a hora, operar com novos referenciais de tempo e espaço, como sugere a instalação Externa-dia-praia (2012-2014), de Lucia Koch. Composta por um conjunto de fontes, rebatedores e filtros de luz normalmente usados em estúdios fotográficos, a obra tem certa aura de praia deserta, à espera de visitantes.

As marcas e as pegadas deixadas na areia também estão presentes em A invenção da praia, a exemplo dos discursos e ideologias da série de fotografiasLand Mark (Foot Prints) (2000-2002), do duo Allora y Calzadilla. Em colaboração com ativistas envolvidos em protestos contra testes de bombas da marinha americana na Ilha de Vieques, em Porto Rico, os artistas acoplaram mensagens nas solas dos sapatos dos manifestantes.

Neste território compartilhado do Paço das Artes, ainda, há outras “praias”, como a de Hüseyin Bahri Alptekin –que aproxima Ipanema de Bombaim nos vídeos Incident-s Ipanema/Incident-Bombay (2007)–, a de Francis Alÿs –que mistura o mar Negro com o mar Vermelho no vídeo Watercolor (2010)–, e a de Janaina Tschäpe, que perturba a visão do horizonte emBallgame (2012), ao misturar duas esferas e ondas do mar, para citar alguns. Destaque também para fotomontagens e desenhos de um projeto desenvolvido por Lina Bo Bardi, mas não concretizado: Museu à beira do oceano, espaço que seria edificado sobre a areia com vista para o mar. 

Hugo Fortes

Naturantes – 24/04 a 04/05

A exposição apresenta vídeos, esculturas, pinturas, fotografias, instalações e performances de artistas, que apresentam diferentes posições sobre a relação entre o homem contemporâneo e a natureza. Compõem a mostra obras de Brígida Campbell, César Fujimoto, Dália Rosenthal, Daniel Acosta, Daniel Caballero, Darlene Farris-Labar, Geraldo de Souza Dias, Hannah Israel, Hugo Fortes, Kátia Fiera, Laura Gorsky, Laura Husak Andreato, Leandra Espírito Santo, Luciano Ogura , Mikhail Karikis, Monica Rubinho, Oscar Leone, Patrícia Rebello, Sidney Philocreon, Síssi Fonseca, Stela Barbieri, Teresa Siewerdt, Thereza Salazar, Tiago Gomes, Viga Gordilho, Vitor Mizael, Wagner Leite Viana, Walmor Corrêa, Yuichiro Komatsu e Yukie Hori.

Com curadoria e organização de Hugo Fortes, Naturantes integra a programação geral do II Seminário Internacional Arte e Natureza e ocorre paralelamente no Paço das Artes e na Biblioteca Brasiliana USP.

Fonte: Paço das Artes

Nova instalação do MAC propõe discussão poética da história da arquitetura

Da Agência USP de Notícias

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP inaugura no dia 26 de abril, a partir das 11 horas, a instalação de Henrique Oliveira, Transarquitetônica.

Reconhecido internacionalmente por suas instalações que despertam as mais distintas sensações nos visitantes, Henrique Oliveira propõe uma discussão poética sobre a história da arquitetura, do racionalismo das últimas décadas aos abrigos e cavernas do passado, vencendo o desafio de ocupar os 1600 m² do edifício com forte marca da escultura moderna de Niemeyer.

A exposição permanece até 30 de novembro aberta ao público, o horário é às terças-feiras, das 10 às 21 horas, e de quarta-feira a domingo, das 10 às 18 horas. A entrada é gratuita.

MAC USP Nova Sede
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 CEP: 04094-050 – São Paulo – SP

Procura-se desesperadamente uma biblioteca

Do blog Abecedário – Folha de S. Paulo

 

Ando um pouco monotemática. Tenho falado muito sobre a minha tese de doutorado, que estou escrevendo com muito suor.

Com o pouco tempo livre que tenho, escrevo durante à noite e aos finais de semana.

O problema é que não me concentro em casa. Por isso, procuro desesperadamente uma biblioteca para me concentrar, estudar e escrever.

Mas não encontro.

Na universidade na qual faço doutorado, a Unicamp, as bibliotecas funcionam em horário comercial e, algumas, à noite.

Aos finais de semana, esses espaços abrem apenas aos sábados até 13h. Ou seja: quem precisa estudar aos sábados à tarde ou aos domingos não tem chances.

A mesma coisa acontece nas bibliotecas da USP: nenhuma delas abre aos domingos. E estamos falando da melhor universidade do país.

24 x 7

Lembrei que quando estava estudando nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, a maioria das bibliotecas funcionava 24 horas por dia, sete dias por semana.

Tinham bibliotecários e tudo mais. E estavam sempre lotadas, incluindo aos domingos e  madrugadas.

Se eu não quisesse ir até a universidade, poderia caminhar duas quadras até a biblioteca pública do meu bairro.

RARIDADE

De volta a São Paulo, comecei a rodar a cidade atrás de bibliotecas públicas com horários flexíveis. Deve ter alguma, pensava.

Acabei descobrindo que, bom, a cidade mal tem bibliotecas públicas, muito menos com horários flexíveis. Em São Paulo, cidade com 11 milhões de pessoas, apenas sete bibliotecas públicas abrem aos domingos.

Estamos falando de um país em que esses espaços ainda são raridade, apesar de as bibliotecas serem obrigatórias: a lei de bibliotecas determina que todas as instituições de ensino tenham biblioteca até 2020.

Já existe até uma campanha, Eu quero a minha biblioteca, chamando atenção para o assunto e para o cumprimento das metas do governo.

FORA DA SALA 

Ter bibliotecas pelo menos nas instituições de ensino é importante para que todos os estudantes do país, nos mais variados níveis, tenham um espaço de pesquisa e de estudos.

As aulas expositivas são apenas uma parte do aprendizado. Outra etapa importante é realizada fora da sala de aula, ou seja, nas bibliotecas.

Como podemos ter bons índices de educação se nem temos bibliotecas?

Ou como podemos ter alunos estudiosos se temos bibliotecas com horários tão restritivos?