CPC Informa – Março

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Acervos culturais: uso de vocabulários e suas implicações

Programa
Nesse painel, pretende-se discutir a especificidade do tratamento da informação de arte e, a partir do vocabulário controlado e do trabalho do Getty Research Institute, tratar de questões referentes ao uso dessa ferramenta para descrição e recuperação de acervos de arte, arquitetura e patrimônio.

19h A digitalização não garante o acesso à documentação: reflexões sobre desafios técnicos, culturais e linguísticos na construção e uso de vocabulários controlados (Apresentação via Internet) – Com Murtha Baca.

Digitalizar coleções de bibliotecas, arquivos, museus e recursos relacionados não garante acesso fácil a esses materiais ou a compreensão das coleções e documentos. O processo de construção e uso de vocabulários controlados revela obstáculos técnicos, culturais e linguísticos que precisam ser superados. Pretende-se apresentar os desafios na realização desse trabalho e propor soluções para o acesso amplo e significativo aos acervos das instituições de memória na era da Internet.

20h Organização da informação de arte: possibilidades e desafios – Com Johanna Smit

Reflexão sobre vocabulário controlado a partir do modelo sugerido pelo Getty Research Institute e avaliação da aplicabilidade da metodologia desenvolvida pelo Getty ao ambiente brasileiro de documentação de arte. Johanna Smit e Luiz Mendes (professor da UCLA – University of California) são responsáveis pela revisão técnica da edição em português do livro Introdução ao Vocabulário Controlado, de autoria de Patricia Harpring, que tem previsão de lançamento em 2016.

20h40 às 21h30 – Debate.

Mediação de Gabriel Moore Forell Bevilacqua, professor do Departamento de Ciência da Informação da UFF.

*Haverá tradução simultânea inglês-português.

Realização: Sesc e Pinacoteca do Estado de São Paulo

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Johanna Smit

Graduada em Biblioteconomia, mestre em Documentação e doutora em Análise do Discurso. Atuou como docente junto ao Departamento de Biblioteconomia da ECA/USP e dirigiu o Arquivo Geral da USP. Aposentada, mantém projetos na qualidade de professora sênior.

Murtha Baca

É membro da equipe que desenvolveu o Getty Research Portal ™; lidera o Programa de História da Arte Digital no Getty Research Institute; é professora adjunta no Departamento de Estudos da Informação na UCLA; fundadora e presidente do International Terminology Working Group (ITWG).

Data: Quarta-feira, 11/11/2015

Horários: Quarta, 19h às 21h30.

Local:
Centro de Pesquisa e Formação do Sesc
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo – SP
CEP 01313-020
TEL.: 11 3254-5600

Valores:
R$ 9,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 15,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 30,00 – inteira

Fonte: Sesc São Paulo

18a. Semana do Livro e da Biblioteca na USP, de 23 a 29 de outubro de 2015

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Programação da Biblioteca da FAUUSP – Graduação – para a Semana do Livro e da Biblioteca:

1- Distribuição de livros e outras publicações sobre arquitetura, urbanismo e design
Local – Entrada da Biblioteca da FAU na Cidade Universitária
Período – de 23 a 29 de outubro de 2015

2- Memórias de minhas velhas Bibas tristes: exposição fotográfica
Nessa exposição estarão reunidas imagens da BIBA desde sua criação até os dias de hoje.
O manequim BIBA é um personagem criado em 2005 pela funcionária Rejane Alves (Seção de Atendimento) para a divulgação de comunicados e eventos da Biblioteca. Desde o seu “nascimento” BIBA assumiu diversas personalidades que interagem com os usuários da Biblioteca. Suas instalações são aguardadas pela comunidade FAU, que a acompanha presencialmente ou pela sua página no Facebook. http://facebook.com/bibafauusp.

Colóquio Internacional “Conteúdos digitais em biblioteca”

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bib dig

Nova versão do aplicativo móvel “Bibliotecas​ USP​”

​Em dezembro de 2014 foi ao ar a primeira versão do aplicativo móvel do SIBiUSP, intitulado Bibliotecas USP.

Desde então, as equipes da Superintendência de Tecnologia da Informação e do DT/SIBi, coordenadas pelo Prof. Dr. Jun Okamoto Junior, da Escola Politécnica (EPUSP)​ vêm trabalhando no desenvolvimento de uma nova versão do aplicativo.

Na próxima segunda-feira, dia 10 de agosto,​ entra na AppStore da Apple e na Google Play a versão 2.0 do aplicativo Bibliotecas USP.

Essa versão traz inúmeras novidades, a principal delas é a integração com a senha única da USP (https://uspdigital.usp.br/​). Confira a lista de novas funcionalidades:

  • ​Login via Sistemas USP;
  • Reservar itens emprestados;
  • Renovar itens emprestados;
  • Visualizar Lista de empréstimos ativos;
  • Visualizar Histórico de empréstimos;
  • Visualizar e gerenciar a Lista de reservas;
  • Visualizar mensagens enviadas pela biblioteca.​​

​​No intuito de explorar essas novas possibilidades, o DT/SIBi desenvolveu dois tutoriais de uso para os aparelhos móveis da Apple (sistema operacional IOS) e para aqueles que utilizam o sistema operacional Android.

O DT/SIBi está à disposição para receber sugestões de correções e melhorias​ que​ poderão ser enviadas para atendimento@sibi.usp.br​.

Fonte: DT/SIBi

Palestra: Como montar o memorial descritivo no processo da licitação para a conservação dos acervos bibliográficos

Palestrantes: Lisely Salles de Carvalho Pinto (FAU/USP) e Maíra Cunha de Souza Maria (FD/USP)

Local: Auditório do Departamento Técnico do SIBiUSP
Rua da Biblioteca, s/n – Complexo Brasiliana – Embasamento (Subsolo)

Data: 05 de Agosto de 2015
Horário: 9-16h30min. Intervalo das 12h-14h.

Resumo: Troca de experiências na execução do memorial descritivo nas práticas de conservação nas Bibliotecas da USP. A palestra visa à promoção do diálogo com os especialistas conservadores-restauradores na decisão dos tratamentos, montagem do memorial descritivo conforme as especificações técnicas e acompanhamento dos setores administrativos das unidades nos serviços de conservação.

Inscrições AQUI

Dedalus inacessível – de 03 a 08 de junho de 2015

Aviso do SIBi-USP:

Prezados(as) colegas,

Comunicamos que devido à necessidade de reindexação do banco de dados bibliográfico Dedalus, este permanecerá inacessível, incluindo a interface web, durante o feriado prolongado de Corpus Christi, das 22h do dia 3 de junho até às 7h do dia 8 de junho de 2015.

Adicionalmente, informamos que o Portal de Busca Integrada estará acessível para buscas, no entanto as seguintes funcionalidadeestarão desativadaslogin para acesso ao histórico do usuárioreserva de obrasrenovação de obras; e verificação da disponibilidade do item (emprestado ou disponível).

Agradecemos de antemão a compreensão e a divulgação desse comunicado aos usuários de nossas bibliotecas.

Atenciosamente,

Anderson de Santana
Chefe Técnico de Divisão
Divisão de Gestão de Des
envolvimento e Inovação (DGDI)
Departamento Técnico
Sistema Integrado de Bibliotecas
Universidade de São Paulo
http://www.bibliotecas.usp.br
atendimento@sibi.usp.br

Dra. Maria Fazanelli Crestana
Chefe Técnica de Departamento
Sistema Integrado de Bibliotecas
Universidade de São Paulo
http://www.bibliotecas.usp.br
atendimento@sibi.usp.br

Procura-se desesperadamente uma biblioteca

Do blog Abecedário – Folha de S. Paulo

 

Ando um pouco monotemática. Tenho falado muito sobre a minha tese de doutorado, que estou escrevendo com muito suor.

Com o pouco tempo livre que tenho, escrevo durante à noite e aos finais de semana.

O problema é que não me concentro em casa. Por isso, procuro desesperadamente uma biblioteca para me concentrar, estudar e escrever.

Mas não encontro.

Na universidade na qual faço doutorado, a Unicamp, as bibliotecas funcionam em horário comercial e, algumas, à noite.

Aos finais de semana, esses espaços abrem apenas aos sábados até 13h. Ou seja: quem precisa estudar aos sábados à tarde ou aos domingos não tem chances.

A mesma coisa acontece nas bibliotecas da USP: nenhuma delas abre aos domingos. E estamos falando da melhor universidade do país.

24 x 7

Lembrei que quando estava estudando nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, a maioria das bibliotecas funcionava 24 horas por dia, sete dias por semana.

Tinham bibliotecários e tudo mais. E estavam sempre lotadas, incluindo aos domingos e  madrugadas.

Se eu não quisesse ir até a universidade, poderia caminhar duas quadras até a biblioteca pública do meu bairro.

RARIDADE

De volta a São Paulo, comecei a rodar a cidade atrás de bibliotecas públicas com horários flexíveis. Deve ter alguma, pensava.

Acabei descobrindo que, bom, a cidade mal tem bibliotecas públicas, muito menos com horários flexíveis. Em São Paulo, cidade com 11 milhões de pessoas, apenas sete bibliotecas públicas abrem aos domingos.

Estamos falando de um país em que esses espaços ainda são raridade, apesar de as bibliotecas serem obrigatórias: a lei de bibliotecas determina que todas as instituições de ensino tenham biblioteca até 2020.

Já existe até uma campanha, Eu quero a minha biblioteca, chamando atenção para o assunto e para o cumprimento das metas do governo.

FORA DA SALA 

Ter bibliotecas pelo menos nas instituições de ensino é importante para que todos os estudantes do país, nos mais variados níveis, tenham um espaço de pesquisa e de estudos.

As aulas expositivas são apenas uma parte do aprendizado. Outra etapa importante é realizada fora da sala de aula, ou seja, nas bibliotecas.

Como podemos ter bons índices de educação se nem temos bibliotecas?

Ou como podemos ter alunos estudiosos se temos bibliotecas com horários tão restritivos?

30 bibliotecas famosas mundo afora

Notícia da Superinteressante

BIB1

BIBLIOTECA DO CONGRESSO – É a instituição cultural mais antiga dos Estados Unidos. Possui mais de 140 milhões de itens. Está localizada no Distrito de Columbia.

BIB2BIBLIOTECA NACIONAL MARCIANA – Não, não fica em outro planeta. Esta é a principal biblioteca de Veneza, na Itália. Foi dedicada ao padroeiro da cidade, São Marcos. É conhecida por abrigar mais de 13 mil manuscritos!

BIB3

BIBLIOTECA GEORGE PEABODY – Fundada no século 19, possui mais de 300 mil itens. Está localizada em Baltimore, Maryland (EUA).

BIB4

BIBLIOTECA DO MOSTEIRO BENEDITINO DE ADMONT – Construída no século 18, é a maior biblioteca monástica do mundo, com mais de 70 mil volumes e 1400 manuscritos. Está localizada na região central da Áustria.

BIB5BIBLIOTECA CENTRAL DE SEATTLE (EUA) – O prédio feito de vidro e aço tem 11 andares e pode comportar até 1,4 milhão de livros. Foi inaugurada em 2004.

BIB6

BIBLIOTECA JOANINA – É uma biblioteca do século 18, situada na Universidade de Coimbra, em Portugal. É conhecida por seu estilo rococó. Possui mais de 70 mil volumes.

BIB7

BIBLIOTHECA AUGUSTA – Foi fundada em 1573, em Wolfenbüttel, na região central da Alemanha. Tem mais de 900 mil livros, incluindo importantes obras da Idade Média.

BIB8

BIBLIOTECA DO MONASTÉRIO DE STRAHOV – Construída no século 17, tem dois salões principais: o teológico e o filosófico. Guarda mais de 400 mil volumes.

BIB9

BIBLIOTECA DO PARLAMENTO – Fundada no início do século 18, foi parcialmente destruída pelo fogo em 1906. Tem mais de 600 mil volumes e 300 funcionários. Localiza-se em Ottawa, no Canadá.

BIB10

BIBLIOTECA DA ASSEMBLEIA NACIONAL – Possui itens raríssimos, como as minutas do processo de Joana D’arc e manuscritos originais de Jean Jacques-Rousseau. Está localizada no Palais Bourbon, em Paris (França).

Veja as outras 20 aqui.

Sebos vendem livros por metro para decoração de escritórios e residências

Notícia da Folha de S. Paulo

LETÍCIA MORI
DE SÃO PAULO

O freguês entra na loja e pede um metro e meio de livros encadernados em papel-couro azul, de altura média, o mais barato que houver.

O pedido, que soaria estranho em uma livraria, é comum para Aristóteles Torres de Alencar Filho, 59, o “seu” Ari, dono do sebo O Belo Artístico, no Jardim América, região oeste.

Segundo o livreiro, o local recebe muitos clientes procurando livros para decoração. Nesses casos, o conteúdo não importa tanto e a ideia é encontrar o tipo de capa, a cor, o tamanho e a quantidade que mais combinem com a estante ou a sala.

O local normalmente vende por unidade, mas, no caso de grandes compras para ornamento, fecha o preço por coleção e até por medida.

No Sebo Liberdade, na região central, o metro é cobrado de acordo com o tipo de capa: R$ 150 para encadernados simples e R$ 250 para os mais trabalhados.

A venda de livros para ver mais do que para ler não é incomum, mas nem todos os estabelecimentos têm valores fixos para o serviço. No Sebo do Messias, também no centro, coleções encadernadas vendidas em pacotes ou individualmente saem a cerca de R$ 5 o volume.

“Quem precisa traz uma fita métrica e depois fazemos a conta”, diz Messias Antônio Coelho, 72, dono da loja. Próximo do Tribunal de Justiça, o local recebe muitos advogados. “Eles querem encher o escritório de livros e impressionar a clientela”, diz.

No Sebo Liberdade, quem compra para enfeite são profissionais liberais e decoradores. Estes dizem que é comum que clientes peçam a montagem completa da sala de casa, incluindo estantes e livros.

“Quem gosta de leitura pede obras específicas”, diz a arquiteta Andrea Teixeira. “Em outros casos”, ressalva, “compramos pelo visual”.

Ela costuma visitar sebos procurando volumes antigos, bonitos e que combinem com o ambiente. “Às vezes compramos de um freguês direto para o outro, quando, por exemplo, alguém vai mudar para um apartamento menor”, ela explica.

Foi o caso da coleção de 1968 de romances e poesia que a sócia dela, Fernanda Negrelli, adquiriu para uma cliente no Alto de Pinheiros, região oeste. A dona do imóvel prefere o anonimato.

De capa branca de papel-couro que combina com a sala de visitas, o conjunto tem lugar de realce na estante. Já os livros de leitura da família, que não são encadernados, ficam em outro cômodo.

LITERATURA DE VERDADE

No Belo Artístico, o foco são livros raros e montagem de coleções. Ari – que já teve o bibliófilo José Mindlin (1914-2010) como cliente – reserva às vendas decorativas as peças mais triviais. Entram na lista romances antigos, livros de história e enciclopédias desatualizados. No local, muitos procuram livros para adorno sem ajuda de profissionais.

Ari diz saber que essa parte do público ignora o conteúdo de seu estoque, mas jura que não se importa. “Eu acho bom, porque estão levando livros. Em uma biblioteca, alguém vai acabar consultando.”

Certa vez, ele recebeu uma mulher desesperada por livros. “Mas de verdade”, lembra. A cliente havia preenchido a estante de casa com livros cenográficos. Durante uma festa, porém, uma convidada puxou um título conhecido e o bloco caiu, desencadeando um sonoro “Que horror!”. Ari conta com gravidade: “Ela não sabia qual das duas, ela ou a convidada, tinha ficado mais constrangida”.