Lançamento do livro “Brasília: Antologia Crítica”, de Alberto Xavier e Júlio Katinsky

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convite julio

Data: 14/12/2012, sexta-feira
Horário: 19h30
Local: Livraria Cultura – Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo – SP

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Concurso Público: “Brasília: Território e Paisagem”

A Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal – SEDHAB, como entidade promotora, com o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Distrito Federal – IAB/DF, entidade organizadora, institui o Concurso Público BRASÍLIA: TERRITÓRIO E PAISAGEM, para seleção de estudo preliminar e ulterior contratação de projetos executivos de urbanização, arquitetura, paisagismo e complementares para o Parque Urbano e Vivencial do Gama (PUVG), situado na Região Administrativa do Gama – RA II, Distrito Federal. O concurso será realizado em uma única etapa e terá abrangência nacional.

O objeto do Concurso é o Parque Urbano e Vivencial do Gama – DF, que abrange espaços de esporte, recreação e lazer, espaços de encontro, educação e cultura e sede administrativa. O Concurso visa selecionar a melhor proposta urbanística e arquitetônica, que atenda as exigências do edital e do termo de referência e que apresente viabilidade técnica para a implantação do PUVG.

CRONOGRAMA

Inscrições: 06 de junho de 2012 a 20 de julho de 2012
Consultas: 11 de junho a 20 de julho de 2012
Respostas às consultas: a partir de 18 de junho de 2012
Envio dos projetos: das 00h01min de 23 de julho de 2012 até às 23h59min de 27 de julho de 2012
Julgamento: 28 de julho a 03 de agosto de 2012
Divulgação do resultado final do concurso: 10 de agosto de 2012
Abertura da exposição e assinatura do contrato: a partir de 17 de agosto de 2012

Inscrições e mais informações pelo site http://www.concursossedhab.com.br/puvg/

Livro “(Im)possíveis Brasílias: os projetos apresentados no concurso do plano piloto da nova capital federal”

Fonte: Agência FAPESP

26/09/2011

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – No lugar de esplanadas, superquadras e eixos monumentais, a paisagem de Brasília poderia ser composta hoje por um aglomerado de chácaras que produziriam os bens necessários para a subsistência de sua população. Ou a capital federal do Brasil seria ultramoderna, abrigando seus moradores em torres da altura da Torre Eiffel.

Essas e outras “Brasílias”, que poderiam ter se tornado realidade se o arquiteto e urbanista Lúcio Costa (1902-1998) não tivesse participado e se sagrado vencedor do concurso do plano piloto de Brasília, em 1956, são descritas no livro (Im)possíveis Brasílias: os projetos apresentados no concurso do plano piloto da nova capital federal, lançado em agosto com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

Resultado da tese de mestrado de Aline Moraes Costa Braga, defendida em 2002 no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o livro aborda os 25 projetos derrotados por Costa no “concurso arquitetônico mais importante do século 20”.

Para reuni-los, Braga visitou todos os escritórios de arquitetura que estavam ativos na época e realizou entrevistas com alguns dos arquitetos que participaram do concurso, como Joaquim Manoel Guedes Sobrinho (1932-2008).

Dessa forma, reuniu uma coleção documental e iconográfica sobre cada um dos projetos que participaram do certame e que até então estavam dispersos. Também contextualizou a história do concurso, que reuniu duas gerações de arquitetos no Brasil – os pioneiros do Movimento Moderno e jovens arquitetos que se destacariam nas décadas seguintes – e ficou marcado como um momento singular de debate internacional de ideias arquitetônicas.

Segundo Braga, a maior parte dos projetos apresentados no concurso se baseava no conceito de urbanismo moderno, que defendia a organização das principais funções da cidade.

“As referências às superquadras, com a ideia de possibilitar a independência entre a circulação dos pedestres e dos automóveis e setorizar os serviços de comércio, residencial e de lazer, são predominantes em todos os projetos”, disse à Agência FAPESP.

A única exceção, segundo ela, foi o projeto de José Octacílio de Saboya Ribeiro (1899-1967), que previa que a cidade seria construída na parte mais alta do relevo, distanciando-se consideravelmente do lago, e teria elementos renascentistas.

Outras propostas ousadas foram as dos arquitetos João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) e dos irmãos Marcelo (1908-1964), Milton (1914-1953) e Maurício Roberto (1921-1996), do escritório MMM Roberto.

Um dos arquitetos mais jovens a participar do concurso, o paulista Artigas propôs que Brasília fosse uma aldeia rural, formada por um aglomerado de chácaras que produziriam tudo o que fosse necessário para o consumo de sua população e com habitações bem distantes uma das outras.

Por sua vez, os irmãos Roberto também propuseram que a cidade fosse dividida em sete núcleos autônomos, que teriam suas próprias administrações e infraestrutura de serviços, e cada um abrigaria um determinado órgão do governo.

“Essa proposta também é diferente dos outros projetos que, normalmente, condensaram todas as atividades governamentais em um só ponto da cidade. Ela evitaria que todo mundo se deslocasse para um local da cidade, como ocorre hoje, evitando congestionamentos”, avaliou Braga.

Segundo a autora, a proposta mais radical, e que se tornou a mais famosa depois do projeto Costa, foi a de Rino Levi (1901-1965). O arquiteto propôs uma cidade vertical, com torres com 300 metros de altura – altura semelhante à da Torre Eiffel –, que concentrariam as habitações. Já os edifícios públicos e os serviços da cidade se concentrariam na parte térrea, em edifícios totalmente baixos, que se contraporiam aos edifícios residenciais.

O projeto, que surpreendeu a crítica pela ousadia e por ter sido elaborado por um arquiteto que era visto na época como conservador, não agradou o júri do concurso.

“Os jurados acharam que a proposta dele não valorizava os serviços administrativos e governamentais, que seriam os principais objetivos da nova capital administrativa do país”, contou Braga.

A ausência mais notada no concurso foi a do paulista Francisco Prestes Maia (1896-1965). Prefeito de São Paulo e um dos mais experientes urbanistas brasileiros, Maia, que na época do concurso e da construção de Brasília estava desenvolvendo e implantando o projeto da cidade de Campinas, não participou do concurso por razões até hoje desconhecidas.

“É muito curioso o fato de que o maior urbanista brasileiro, que possuía um currículo que permitia ser convidado para projetar Brasília sem nem sequer ter de se inscrever no concurso, não tenha participado. E ninguém sabe qual a razão”, disse Marcos Tognon, professor da Unicamp, que orientou Braga e assina o prefácio do livro.

Projeto vencedor

De acordo com Tognon, também havia uma expectativa de que Lúcio Costa, que era um dos arquitetos mais importantes na época, não participasse do concurso. Mas, no último dia do prazo de inscrição para o concurso, a filha do arquiteto apresentou o projeto do pai, que venceu com bastante distância e destaque dos outros colocados e se contrastava deles, além da proposta, pela simplicidade com que foi apresentado.

Enquanto os outros projetos eram compostos por estudos, desenhos técnicos, documentos e maquetes, o de Costa era um memorial manuscrito curto, com cerca de 30 e poucas páginas, contendo os esboços de suas ideias, que solucionavam de maneira muito simples e elegante questões que outros arquitetos não conseguiram resolver após estudos exaustivos.

“O projeto era quase que uma proposta de estética urbana, enquanto que a dos outros projetos era de uma cidade funcional. Embora não esquecesse de pensar na função da cidade, Costa valorizou muito o efeito visual de Brasília, enquanto as outras propostas estavam mais preocupadas com a questão funcional, habitacional e de transportes”, avaliou Tognon.

Segundo ele, curiosamente, o projeto de Costa foi que o estava mais preparado para receber as obras de arquitetura de Oscar Niemeyer, que não participou do concurso porque foi convidado diretamente para executar o projeto.

Niemeyer foi estagiário de Lúcio Costa no início de sua faculdade de arquitetura no Rio de Janeiro e os dois arquitetos já haviam trabalhado juntos em outros projetos, como a construção do pavilhão brasileiro para a Feira Universal de Nova York. “Eles conviviam muito, tinham muitas afinidades e gostavam dos mesmos arquitetos e referências arquitetônicas europeias”, disse Tognon.

Segundo o pesquisador, Costa estudou um modelo de superquadra desenvolvido na Europa para adaptá-lo ao cerrado de Brasília. E buscou inspiração em grandes capitais, como Paris e Washington, para elaborar o eixo monumental da cidade, que é uma espécie de cena arquitetônica por onde foram dispostos os edifícios em posições estratégicas e as duas asas habitacionais da cidade.

Construída praticamente no prazo de 40 meses, e alvo de elogios e críticas, Brasília não teve tempo de amadurecer e se tornar uma cidade liberal, que demarcaria uma nova fronteira, conforme previa Juscelino Kubitschek (1902-1976), porque quatro anos depois viria a se tornar a capital da ditadura, aponta Tognon. O que fez com que Costa não pudesse mais trabalhar e Niemeyer se exilasse, tornando a capital federal uma cidade inacabada.

“Teríamos uma Brasília mais verde, com maior funcionalidade e melhor desenvolvida se não houvesse a ditadura militar. A cidade precisaria de mais 15 ou 20 anos dentro da mesma cultura política da época em que começou a ser construída para se desenvolver plenamente”, concluiu Tognon.

(Im)possíveis Brasílias: os projetos apresentados no concurso do plano piloto da nova capital federal
Autor: Aline Moraes Costa Braga
Lançamento: 2011
Mais informações: www.alamedaeditorial.com.br/contato.html

O Concurso de Brasília: sete projetos para uma capital

Ensaios fotográficos: Nelson Kon

Apresentação: Guilherme Wisnik

No ano em que se comemora o cinquentenário de Brasília, este livro investiga os antecedentes históricos, os episódios e polêmicas que marcaram sua fundação. O arquiteto paulista Milton Braga analisou os sete projetos premiados no Concurso de Brasília, ou Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil, que ocorreu entre 1956 e 1957 e definiu a cidade como é conhecida hoje. Os selecionados foram: Lucio Costa, Boruch Milman e equipe, Rino Levi e equipe, M. M. M. Roberto e equipe, Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti, Vilanova Artigas e equipe e Milton Ghiraldini e equipe.

Contando com farta documentação gráfica, nunca antes reunidas em livro, o autor descreve, analisa e compara os sete projetos, além de apontar as diferenças entre o plano vencedor do concurso e sua construção efetiva. A esse material somam-se importantes documentos históricos, tais como o edital do concurso, as atas do júri, o comentário crítico de alguns membros destacados da comissão julgadora, a memória descritiva de Lucio Costa em edição fac-similar, e croquis de estudo feitos por ele. Além disso, a publicação conta com um ensaio fotográfico inédito de Nelson Kon, preocupado em flagrar a cidade de Brasília mais sob a ótica do urbanismo do que das imagens cartão-postal de seus edifícios emblemáticos.

 

Fonte: http://migre.me/1z0to

 

Já temos o livro no acervo: 720.79 / B73co

Exposição: As Construções de Brasília

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Entre 28 de setembro deste ano e 16 de janeiro de 2011, a Galeria de Arte do SESI-SP apresentará a exposição As construções de Brasília. A mostra conta com 140 fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles, além de uma seleção de cerca de 60 obras de linguagens variadas, de artistas modernos e contemporâneos, que abordam a imagem da capital federal. A exposição, que tem entrada franca, é uma realização do Instituto Moreira Salles em parceria com o SESI-SP, e tem curadoria de Heloisa Espada, do IMS.

A coleção conjuga conteúdos de interesse histórico, estético e crítico. Organizada em dois núcleos, apresenta algumas das mais importantes fotografias sobre a construção e os primeiros anos da capital e, também, obras recentes que discutem os simbolismos de Brasília e a condição atual da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.

O primeiro núcleo apresenta parte da valiosa coleção de fotografias de Marcel Gautherot, Peter Scheier e Thomaz Farkas, que hoje integram a coleção IMS, realizadas em Brasília, sobretudo entre o final dos anos 1950 e o início da década seguinte. Essa parte da mostra traz também obras gráficas e audiovisuais de Mary Vieira, Aloísio Magalhães e Eugene Feldman sobre a edificação e os primeiros anos da capital.

No segundo núcleo da exposição, a imagem da capital aparece em trabalhos de linguagens variadas por meio de mapas, cédulas de dinheiro, recortes de jornal, cartazes, cartões-postais, vídeos e fotografias. São obras realizadas por artistas de diferentes gerações como Waldemar Cordeiro, Cildo Meireles, Almir Mavignier, Regina Silveira, Orlando Brito, Emmanuel Nassar, Robert Polidori, Jac Leirner, Rubens Mano, Mauro Restiffe e Caio Reisewitz.

A obra dos fotógrafos do acervo IMS é apresentada sob uma perspectiva histórica, com informações sobre as circunstâncias em que as imagens foram realizadas e sobre os veículos de comunicação em que foram divulgadas. Um dos destaques desse núcleo são as fotos do francês Marcel Gautherot sobre a construção da capital, bem como imagens das principais obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer registradas no início dos anos 1960. Boa parte das obras de Gautherot vai além do registro técnico, mostrando um mundo novo, arejado e espaçoso, onde predomina a amplidão e o vazio. Da produção do alemão Peter Scheier, que esteve na cidade em 1958 e 1960, a exposição privilegia imagens do dia a dia dos primeiros habitantes de Brasília: cenas do Núcleo Bandeirante, de pedestres nas áreas comerciais das superquadras e de crianças indo à escola. Mostra também fotografias de arquitetura de sua autoria que, diferente das de Gautherot, registram paisagens urbanas recortadas por vidraças e venezianas, conferindo uma aparência multifacetada para a capital. Thomaz Farkas fotografou também o Núcleo Bandeirante e as primeiras favelas em torno do Plano Piloto. Fez ainda um retrato épico do dia da inauguração, mostrando o presidente Juscelino Kubitschek sendo aclamado pela população.

Os trabalhos de Mary Vieira, Eugene Feldman e Aloísio Magalhães reunidos nessa primeira parte da mostra revelam a construção simbólica da imagem de Brasília como ícone nacional. De Mary Vieira, é mostrado o cartaz e o livro de artista brasilien baut brasilia, realizados em 1957 e 1959, respectivamente, que se referem à participação do Brasil na exposição Interbau, em Berlim, em 1957. A exposição preparada por Mary Vieira apresentou pela primeira vez os projetos da nova capital do Brasil a um público europeu. De Aloísio Magalhães e Eugene Feldman, é mostrado o álbum Doorway to Brasília (1959), uma obra gráfica experimental na qual os monumentos de Brasília ganham uma feição pop. Também são apresentadas nesse núcleo cenas em 16 mm do canteiro de obras feitas pelo artista gráfico norte-americano Eugene Feldman, em 1959. As imagens coloridas, que enfocam, sobretudo, a figura do candango, estabelecem um interessante contraponto às fotografias de Gautherot, nas quais o destaque são as formas arquitetônicas.

Os trabalhos reunidos no segundo núcleo da exposição As construções de Brasília, por um lado, discutem o status da cidade como emblema da nação e, por outro, provocam uma reflexão sobre a condição atual da arquitetura e do urbanismo modernos. De representação do país do futuro, a capital passa a ser vista como palco de crises econômicas e políticas. Sob certos ângulos, ela perde sua dimensão monumental, chegando a se confundir com outras cidades do país.

Waldemar Cordeiro, por exemplo, participa com a obra Liberdade (1964), uma espécie de maquete com formas fragmentadas que lembram os monumentos da praça dos Três Poderes. O trabalho composto pela colagem de objetos, imagens de jornal e textos retalhados enunciam a desarticulação da proposta desenvolvimentista da era JK. Regina Silveira participa com a série de cadernos de cartões-postais intitulada Brazil Today (1977), obra que comenta o uso político, durante o período militar, de imagens idealizadas de ícones nacionais, tais como a paisagem do Rio de Janeiro, a rodovia Transamazônica e os monumentos de Brasília. De Jac Leirner, são mostradas obras da série Fase Azul realizadas nos anos 1990, cuja matéria-prima são notas de 100 cruzeiros e cruzados que circularam a partir de 1985, ilustradas com o rosto de Juscelino Kubistchek de um lado e um conjunto de monumentos da capital de outro.

Os fotógrafos deste núcleo mostram Brasília sob um ponto de vista muito diferente daqueles registrados nos anos de sua construção. Aqui, a aliança entre arte e poder perde sua dimensão utópica; a capital é vista como um cenário político disperso e carente de ideologias agregadoras. Ela é mostrada, sobretudo, como um organismo vivo, em constante transformação, muito além dos limites do Plano Piloto, repleta de ambiguidades e contradições.

Caio Reisewitz enfoca a relação entre estética e poder por meio de fotografias do palácio do Itamaraty. Mauro Restiffe mostra a série Empossamento, com fotos realizadas durante a festa de posse do presidente Lula, em 2003, nas quais não há políticos em cena. O que se vê é um ponto de vista distanciado de quem presencia a festa sem participar dela.

A videoinstalação futuro do pretérito (2010), de Rubens Mano, é formada por dois painéis, que mostram concomitantemente cenas do dia a dia no Plano Piloto e das cidades satélites de Brasília. Na obra, concepções de futuro e passado, preservação e abandono, planejamento e improviso, natureza e modernidade se confundem e se sobrepõem, fazendo com que, sob diversos ângulos, a capital federal se pareça com outras cidades do país.

Catálogo: As construções de Brasília

Além de reunir as obras expostas na mostra, a publicação tem textos de Heloisa Espada, do crítico de arte Lorenzo Mammì, do coordenador de fotografia do Instituto Moreira Salles, Sergio Burgi e da historiadora Anat Falbel.

As construções de Brasília

240 p.
ISBN: 978-85-86707-52-0
23 x 30 cm R$ 90,00

Exposição As construções de Brasília
Local: Galeria de Arte do SESI-SP – Av. Paulista, 1313 – metrô Trianon-Masp
Vernissage: dia 27/09/2010 (segunda-feira), às 19h30 – apenas para convidados
Datas e horários: de 28 de setembro de 2010 a 16 de janeiro de 2011 – às segundas-feiras, das 11h às 20h; de terça-feira a sábado, das 10h às 20h; e aos domingos, das 10h às 19h.
Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406 / www.sesisp.org.br/centrocultural
Entrada: franca
Recomendação etária: livre
Agendamento de grupos: (11) 3146-7396 – de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h.

Festival Fala Brasília

 

De 15 de setembro a 8 de outubro, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP realiza o Festival Fala Brasília, com exibição de filmes sobre a capital federal. 

O evento é gratuito e aberto aos interessados, sem necessidade de inscrição prévia. O endereço da FAU é Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, São Paulo.

Mais informações: (11) 3091-4801

http://faufalabrasilia2010.blogspot.com

Fonte: http://migre.me/1eGEg

Guia de obras de Oscar Niemeyer: Brasília 50 anos

 

Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos
Sylvia Ficher e Andrey Schlee
Fotos de Joana França

Coquetel de Lançamento
29 de junho de 2010, terça-feira
19h
Salão Nobre da Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Edifício Principal – Brasília

O livro:

Os anos de 2007 e 2010 marcaram os cem anos de vida do arquiteto Oscar Niemeyer e os cinquenta anos de inauguração de Brasília. A Câmara dos Deputados promoveu diversas realizações comemorativas dessas efemérides, dentre elas diversas publicações, através de sua editora, dentre as quais o Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos, realizado em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção Distrito Federal – IAB-DF, como parte das celebrações dos Cinquenta Anos de transferência do Poder Legislativo para Brasília.

O livro conta com a organização e os textos dos professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, Sylvia Ficher e Andrey Schlee, além de fotografias de Joana França de todos os cinquenta obras relacionadas em cinco roteiros: Roteiro Esplanada dos Ministérios, Roteiro Monumental, Roteiro Niemeyer Histórico, Roteiro Niemeyer na UnB e Roteiro Niemeyer Completo.

As diversas fases da obra de Oscar Niemeyer desde 1956 são descortinadas na enumeração exaustiva tanto de trabalhos célebres como de edifícios praticamente desconhecidos do grande público. São apresentados os edifícios do Palácio da Alvorada (1956), do Brasília Palace Hotel (1956) e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (1957), representativas ainda de um período de transição da arquitetura de Niemeyer, em que a diversidade de materiais, própria das obras anteriores, mistura-se à nascente síntese formal dos palácios da Praça dos Três Poderes (1958) e da Esplanada dos Ministérios – também presentes no guia. Após a inauguração da Capital, a contínua necessidade de construção de edifícios em um curto período de tempo levou Niemeyer à pesquisa com pré-fabricação e pré-moldados de concreto, presentes sobretudo nas obras do campus da Universidade de Brasília (1963), em parceria com o arquiteto João Filgueiras Lima. A ênfase estrutural dessas obras é levada aos limites nos trabalhos seguintes em vãos generosos como os da Estação Rodoferroviária e na estrita expressão modular da Aliança Francesa ou do Touring Clube (1962). A universalidade do vocabulário formal de Niemeyer – normalmente associado às grandes realizações – pode ser auferida em obras prosaicas como o Catetinho (1956), a residência do arquiteto no Park Way (1960), nas casas geminadas da ou as pequenas capelas anexas aos edifícios públicos. É na capacidade de síntese que se encontra o elo de ligação entre todos os trabalhos. Essa característica pode ser mais claramente apreciada nos diversas torres de escritórios situadas nas áreas gregárias de Brasília, bem como na alvura das obras monumentais mais recentes.

No guia, cada obra de Niemeyer em Brasília explicada em sua feição e história de modo conciso, atraente e bem ilustrado, em português, inglês e espanhol, com horários de funcionamento e visitação das instituições abrigadas pelos edifícios e contatos para agendamento de excursões. Com o guia em mãos, o visitante leigo e o pesquisador exigente têm um companheiro de passeio e de trabalho para apreciar Brasília e as obras de Niemeyer.

Serviço / Ficha Técnica

Título: Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos

Organização e textos: Sylvia Ficher e Andrey Schlee

Fotografias: Joana França

Prefácios: Michel Temer, Igor Soares Campos e Luiz Otavio Alves Rodrigues

Tradução: Mariana Escosteguy Cardoso (Textos em português, inglês e espanhol)

Local: Brasília – DF – Brasil
Editoras: Instituto dos Arquitetos do Brasil ; Câmara dos Deputados, Edições Câmara
Ano: 2010
263p.
15,5cm X 22,5cm
Série obras em parceria, 1
Coleção Brasília Histórica 50 Anos
ISBN 978-85-736-5716-6
Tiragem inicial: 5000 exemplares

O livro pode ser adquirido nas livrarias da Câmara dos Deputados, no Anexo IV e no Edifício Principal (061) 3216-9971, estando também disponível em formato PDF na Biblioteca Digital da Casa, no endereço:

http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/3565 .

 

Editoras:

Centro de Documentação e Informação – CEDI
Coordenação Edições Câmara – COEDI
Anexo II – Térreo – Praça dos Três Poderes
Brasília (DF) – CEP 70160-900
Telefone: (61) 3216-5802; fax (61) 3216-5810
edicoes.cedi@camara.gov.br

Instituto dos Arquitetos do Brasil – Seção Distrito Federal – IAB-DF
Setor Comercial Sul Quadra 02 Bloco D
Edifício Oscar Niemeyer Salas 206, 207 e 208.
Asa Sul – Brasília (DF) – CEP 70316-900
Telefone: (61) 3223-5903; fax (61) 3225-3459
divulgacao@iabdf.org.br

Realização:
Câmara dos Deputados
Instituto dos Arquitetos do Brasil -DF

Apoio:
docomomo-bsb
FAU-UnB
CONFEA/CREA-DF

 

Fonte: http://migre.me/SWe3