Palestra “Periódicos Científicos Brasileiros: estratégias para expandir e melhorar a comunicação com a sociedade”

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Fonte: SIBi-USP

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Lançado o Portal do Livro Aberto em Ciência, Tecnologia e Inovação

Organizado pelo IBICT, portal reúne publicações oficiais em ciência, tecnologia e inovação

O Portal do Livro Aberto em Ciência, Tecnologia e Inovação foi lançado nesta quarta-feira (15/05), em Brasília, no auditório do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). O Portal tem o objetivo de reunir, divulgar e preservar as publicações oficiais em ciência, tecnologia e inovação, editadas por órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo Federal.

O Portal foi lançado com 527 publicações oficiais. Sua estrutura segue os 18 temas da Estratégia Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, dentre Fármacos e Complexo Industrial da Saúde; Petróleo e Gás; Biotecnologia; Nanotecnologia; Biodiversidade; Mudanças Climáticas; Oceanos e Zonas Costeiras; Popularização da C, T & I; Inclusão Produtiva e Social, além de uma coleção sobre Ciência da Informação, área temática do projeto piloto, e uma amostra representativa das obras editadas pelo IBICT, ao longo dos seus quase 60 anos de existência.

Para o coordenador geral das Unidades de Pesquisa, Carlos Oití, representando na ocasião o subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Arquimedes Ciloni, o lançamento do Portal do Livro Aberto se insere em um programa que o IBICT lançou no Brasil: o Acesso Livre à Informação, do qual se disse fã incondicional.

“Este evento marca mais uma iniciativa de grande valor que deve ser bastante divulgada para que o Ministério e toda a comunidade venham a conhecer este trabalho. Sinto-me honrado por estar aqui, pois admiro muito as iniciativas e o esforço do pessoal do IBICT. Desde 82, eu acompanho este Instituto de perto e me lembro das fases não tão boas e das muito boas, sendo esta uma delas. Nós estivemos meses atrás em um seminário internacional, e tivemos conhecimento das realizações do IBICT nos últimos anos. Isso é surpreendente por dois motivos. O primeiro, que como coordenador das Unidades de Pesquisa do MCTI, eu pensei que soubesse o suficiente, mas verifiquei que não sei. A outra coisa é que, apesar de ter essa quantidade de realizações e eventos, não só eu não conheço, mas o Ministério também não conhece por completo o IBICT. Apenas a comunidade científica mais próxima tem esse conhecimento. Eu fico angustiado por essas realizações não terem o tratamento merecido para a real valorização deste Instituto, que é uma das Unidades de Pesquisa mais importantes do MCTI”, salientou Oiti.

O diretor do IBICT, Emir Suaiden, disse que as revistas eletrônicas são ricas em produção científica e que o Instituto tem investido muito nessa informação. “Desenvolvemos este importante produto com o apoio da Finep, que é uma parceira muito importante para nós. Eu vejo o IBICT como um rato que ruge, ou seja, somos pequenos, temos poucos funcionários e o nosso orçamento não é o ideal, mas graças a esta garra que temos, conseguimos realizar muitos sonhos. Este Portal é um novo sonho muito importante para o nosso País e para a comunidade científica brasileira. Estamos fazendo ressurgir a convicção de que a memória do nosso patrimônio científico cultural precisa ser preservada. Só conseguiremos vencer e convencer quando dermos mais importância a esta memória e apresentarmos programas de grande impacto científico e tecnológico. Parabenizo a equipe do instituto pela devoção e agradeço também à SCUP, que sempre nos apoiou e incentivou nesta caminhada”, ressaltou Suaiden.

Paula Melo, da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB), acrescentou que “não poderia ser diferente a minha presença em mais uma conquista do IBICT. Estou aqui como representante da UFRJ, membro do CTC, conselheira da CBBU, que é a Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, e eu queria destacar a relevância deste novo serviço que o IBICT oferece para o desenvolvimento da ciência brasileira. Que o lançamento desse portal seja realizado com sucesso”, afirmou.

Isa Antunes, da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF), agradeceu o IBICT por tomar a iniciativa do Portal, lembrando da obrigação dos profissionais bibliotecários de manter a memória das publicações oficias brasileiras.

A coordenadora geral de Pesquisa e Produtos Consolidados, Maria Carmem Romcy Carvalho, destacou que o Portal é um serviço que se apóia nas diretrizes políticas para o desenvolvimento e a promoção da informação governamental de domínio público, resultado do Simpósio Internacional sobre o Acesso Livre e o Domínio Público de Dados Digitais e Informação para a Ciência, organizado pela Unesco em 2003.

Carmem Romcy explicou que a intenção é a de que a manutenção do Portal seja feita de forma colaborativa, com a participação dos diferentes ministérios, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Segundo ela, está em andamento a constituição do Comitê Gestor do Portal, com representantes das instituições publicadoras para orientar seu desenvolvimento.

Logo após a cerimônia de lançamento do Portal, os convidados seguiram para a inauguração do Laboratório de Digitalização, que a partir desta quarta-feira passou a integrar o portfólio de serviços da Biblioteca do Instituto.

Acesse aqui o Portal: http://livroaberto.ibict.br

(Núcleo de Comunicação Social do IBICT)

Ferramenta auxilia a identificar revistas para publicação de artigos

Fonte: Agência FAPESP

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A escolha de um periódico para publicar um trabalho representa a maior dificuldade enfrentada hoje por pesquisadores da China – país que registra uma das maiores taxas de crescimento de produção científica no mundo – durante o processo de preparação de artigos científicos.

A constatação é de uma pesquisa realizada com 333 cientistas chineses que publicam regularmente pela Edanz Group – consultoria que auxilia pesquisadores de países não falantes de língua inglesa a obter a aceitação de publicação de seus textos em revistas internacionais.

Ao serem questionados sobre qual o principal obstáculo que identificam durante a redação de um artigo científico para publicação, 118 pesquisadores chineses responderam que era escolher uma revista científica.

Outros 70 participantes da pesquisa afirmaram ter dificuldade de expressar claramente suas ideias em inglês – a língua “oficial” da ciência. Já 73 pesquisadores chineses indicaram ter problemas para compreender a orientação do periódico para os autores. E 63 disseram ter dificuldade para formatar seus artigos de acordo com as diretrizes para os autores.

“Identificar um periódico para publicar seus artigos ainda representa um problema para pesquisadores não só da China, mas também de outros países”, disse Daniel McGowan, diretor científico da Edanz Group.

McGowan participou, no dia 21 de março, do workshop “How to Write for and Get Published in Scientific Journals – Conselhos práticos de como publicar exitosamente seguindo normas internacionais na área de comunicação científica”, realizado pela FAPESP e pela Springer Brasil.

A fim de facilitar esse processo de identificação de periódicos, a empresa lançou uma ferramenta gratuita, disponível na internet, que identifica boas opções de revistas para publicação de artigos científicos específicos.

Ao digitar o resumo, ou frases-chave (ou amostra do texto no campo principal do programa), ela fornece uma lista de periódicos que publicam em áreas relacionadas ao tema da pesquisa relatada no artigo.

Os usuários do serviço podem refinar os resultados da busca com base em critérios que julgam ser importantes para publicações nas quais gostariam de publicar seu artigo, como frequência de publicação, fator de impacto e modelo de publicação e até acesso aberto.

O programa também fornece informações básicas sobre as publicações indicadas e uma lista de artigos relacionados ao tema pesquisado que a revista científica tenha publicado recentemente.

Com base nesse conjunto de informações, resta ao usuário visitar o site das publicações pelas quais se interessou para sacramentar a decisão de onde apresentar seu artigo.

“Muitos pesquisadores não levam em conta o perfil de leitor de uma determinada publicação ao submeter um artigo, por exemplo, o que é uma questão importante, que pode determinar a aceitação ou rejeição do artigo”, disse McGowan.

Avaliação

Uma das dicas dadas pelo especialista à plateia que lotou o auditório do Espaço Apas, foi basear a seleção de um periódico para publicar em uma avaliação honesta de seu artigo – incluindo aspectos relacionados à novidade apresentada pela pesquisa, à sua relevância e aos possíveis impactos na área.

“É preciso avaliar os reais avanços apresentados por suas pesquisas em comparação com o que já foi publicado”, disse McGowan. Para estimar o apelo da pesquisa, devem ser questionadas quais as reais aplicações da descoberta e se elas se estendem a outras áreas.

“Na área médica, por exemplo, algumas das questões possíveis para avaliar a relevância de um estudo científico são: quão comum é o problema ou a doença pesquisada? Ela atinge uma população específica ou é restrita a uma determinada região geográfica?”, afirmou McGowan.

De acordo com o especialista, parte das razões para a rejeição de um artigo pelas revistas científicas está relacionada a requisitos desconhecidos do periódico, problemas com as citações, fundamentação, objetivo e apresentação de dados da pesquisa, além de gramática e estilo de redação pobre e escolha inapropriada do periódico.

O futuro da publicação científica – Artigo da revista Nature

The future of publishing: A new page

A special issue of Nature looks at the transformation taking place in scientific publishing.

After 350 years in the slow-moving world of print, scientific publishing has been thrust into a fast-paced online realm of cloud computing and ubiquitous sharing. The result has been an era of ferment, as established practices are challenged by new ones — most notably, the open-access model in which the author pays publication fees upfront. Last month, US President Barack Obama’s administration declared that government-funded research papers should be made freely available within 12 months of publication (see Nature 494, 414–415; 2013). And from 1 April, research councils in the United Kingdom will require the results of government-funded research to be open access on publication.

In this special issue, Nature explores the changing landscape. A News Feature weighs claims that online, author-pays publishing can drastically cut costs (see page 426). Several authors discuss the nuts and bolts of making open-access publishing work well — including copyright pioneer John Wilbanks on open licensing agreements (see pages 440 and 442). A report explores the dark side of open access: publishers whose tactics lead authors to feel disgruntled or duped (see page 433). And a Careers Feature offers advice for researchers trying to balance prestige, cost and career implications in deciding where to submit manuscripts (see page 539).

The special also looks at broader aspects of publishing. Information scientist Jason Priem describes how the concepts of journal and article are being superseded by algorithms that filter, rate and disseminate scholarship as it happens (see page 437). A News Feature investigates how some university libraries are reinventing themselves to help scientists to archive and make accessible a new kind of publication: data sets (see page 430). And Robert Darnton, director of the library at Harvard University in Cambridge, Massachusetts, talks about the soon-to-be launched Digital Public Library of America, which could ultimately hold 5 million books (see page 447). Science itself is changing rapidly; the means by which it is shared must keep up.

Fonte: Nature.com