Seminário “Ciência da conservação e o uso de ferramentas de caracterização química, física e biológica de bens culturais”, na FAU Maranhão

[clique na imagem para ampliá-la]

cpc

SEMINÁRIO “CIÊNCIA DA CONSERVAÇÃO E O USO DE FERRAMENTAS DE CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, FÍSICA E BIOLÓGICA DE BENS CULTURAIS”

25 de agosto de 2016 das 9h às 18h

Cadastro das pré-inscrições até 07/8/2016 pelo link http://goo.gl/forms/Gth5B62CweCiCXMC2

O objetivo principal deste seminário é reunir especialistas das áreas da química, da física e da geologia com conservadores-restauradores, museólogos e outros profissionais ligados à área do patrimônio cultural, de modo a apresentar algumas das principais abordagens de caracterização de bens culturais, promovendo discussões sobre suas aplicações e potencialidades. O evento busca mostrar a trajetória da ciência da conservação, apontando seu papel no atual cenário brasileiro e debatendo sobre as perspectivas futuras no campo do Patrimônio Cultural.

O seminário será constituído de dois momentos complementares com dinâmicas distintas. O primeiro consistirá de quatro palestras expositivas com duração de trinta minutos cada, as quais serão apresentadas por especialistas da química e da física com trajetórias em pesquisas ligadas a métodos de caracterização química, física e biológica aplicados a bens culturais. Essas palestras, pensadas para serem ministradas com uma linguagem palatável para a diversidade de profissionais que se pretende atrair para o encontro, terão um caráter informativo e demonstrativo da aplicação e das potencialidades de tais ferramentas.

O segundo momento do evento será focado em estudos de casos específicos, seguido por uma mesa redonda, na qual se pretende discutir perspectivas futuras para uma efetiva integração de cientistas naturais com instituições e profissionais visando à conservação de bens culturais.

PÚBLICO ALVO
Conservadores-restauradores, museólogos, profissionais ligados a bens culturais, químicos, físicos, biólogos, geólogos e interessados em geral.

PROGRAMA

8h30 Recepção

9h Abertura
Marcelo Andrade Roméro (Pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária) e Mônica Junqueira de Camargo (diretora do CPC-USP)

9h30-10h
Definição de ciência da conservação e seu desenvolvimento com técnicas de caracterização no Brasil e no Mundo
Luiz Antônio Cruz Souza (CECOR-UFMG)

10h10-10h40
Principais técnicas de imageamento e de caracterização elementar em conservação de bens culturais
Márcia Rizzutto (IF-USP)

10h50-11h20 Intervalo

11h20-11h50
Principais técnicas de caracterização molecular e de imageamento químico em conservação de bens culturais
Dalva de Faria (IQ-USP)

12h-12h30
Principais tecnologias para caracterização e alerta precoce de agressividade ambiental e caraterização biológica aplicada em conservação de bens culturais
Andrea Cavicchioli (EACH-USP)

12h40-14h Almoço

14h-14h30
Estado de conservação de monumentos pétreos da cidade de São Paulo: uma análise do estado de conservação e as formas de alteração observadas nestes monumentos
Eliane Aparecida Del Lama (IGc-USP)

14h40-15h30
Impacto da composição química de microambientes em bens culturais: o caso do MAC-USP e do Museu do Oratório – MG
Thiago Sevilhano Puglieri (UFPel) e Ariane Lavezzo ( MAC-USP)

15h40-16h Intervalo

16h-16h50
Preservação e conservação de materiais de patrimônio cultural utilizando radiação ionizante: a parceria com a Biblioteca da FAU-USP
Pablo Vásquez (IPEN) e Eliana de Azevedo Marques (FAU-USP)

17h Mesa redonda
Perspectivas futuras para uma efetiva integração de cientistas naturais com instituições e profissionais da área de bens culturais
Mediação: Teresa Cristina Toledo de Paula (MP-USP e IEA-USP)

18h Encerramento

PRÉ-INSCRIÇÃO
Cadastro da pré-inscrição até 07/8/2016 pelo linkhttp://goo.gl/forms/Gth5B62CweCiCXMC2

O cadastro da pré-inscrição não garante a vaga no seminário. Caso o número de interessados ultrapasse a capacidade do local do evento, haverá seleção.

O CRITÉRIO PARA A SELEÇÃO será a análise da justificativa de intenção em participar do seminário.

RESULTADO DA SELEÇÃO
Até 19 de agosto de 2016, selecionados ou não, serão comunicados por email.

ATIVIDADE GRATUITA

LOCAL DO EVENTO
FAU Maranhão – Sala dos Espelhos
Rua Maranhão, 88 – Higienópolis, São Paulo-SP

Comissão Organizadora
Andrea Cavicchioli (EACH-USP)
Cibele Monteiro (CPC-USP)
Thiago Sevilhano Puglieri (UFPel)

Realização
Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo PRCEU-USP
Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo CPC-USP

Parceria
Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo CPC-USP
Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo EACH-USP
Universidade Federal de Pelotas UFPel

Apoio
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo FAU-USP

Fonte: CPC-USP

Anúncios

Boletim CPC Informa – maio de 2016

[clique na imagem para ampliá-la]

cpc informa

AUH Encontros: “Espaço e Politica: habitação em foco”, com João Sette Whitaker

[clique na imagem para ampliá-la]

0001

Mesa de conversa sobre ilustração, na FAUUSP

[clique na imagem para ampliá-la]

ilustra

Palestra: “A Formação da Cidade Pré-Colombiana”, na FAUUSP

[clique na imagem para ampliá-la]

 0001 (1)

CPC Informa – Março

[clique na imagem para ampliá-la]

cpc

7º Patrimônio em Debate: Arte, Espaço Público e Memória

O 7º Patrimônio em Debate, evento promovido pelo Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo, acontece no dia 23 de março de 2016, das 14 às 18h30, no Arquivo Histórico, com o tema: Arte, Espaço Público e Memória.

Esse tema teve como mote a exposição Memória da Amnésia, em cartaz no Arquivo Histórico de São Paulo até 02 de abril e será abordado em duas mesas redondas: “Estéticas da Memória” e “Uma possível curadoria do acervo de Monumentos”.

Participam do 7º Patrimônio em DebatePriscila Arantes, Nelson Brissac,  Agnaldo Farias, Ana Gonçalves Magalhães, Ana Pato, e Rosangela Rennó. A coordenação é de Giselle Beiguelman e Mariana Falqueiro.

Memória da Amnésia

Memória da Amnésia busca compreender como as políticas culturais e de patrimônio histórico definem o que são obras de arte pública e estabelecem suas relações com a memória urbana. O projeto aborda a memória pelo prisma do esquecimento, focalizando a mudança de monumentos de lugar e o “desterro” de monumentos em depósitos, duas questões recorrentes da história urbana de São Paulo. Propõe, ainda, uma reflexão sobre as relações de poder e visibilidade e uma discussão sobre a memória no processo de apropriação do espaço público.

Uma de suas questões centrais é:

Afinal, quem decide o que deve ser esquecido, como deve ser esquecido e quando deve ser esquecido?

Outra questão subjacente à exposição é a aleatoriedade não só dos processos de remoção e deslocamento dos monumentos, mas também da sua implantação.

A partir disso, e do contato que tivemos com o público, definimos a pauta do debate a partir dos seguintes temas: Estéticas da Memória e Uma Possível Curadoria de Monumentos.

O Inventário de Monumentos da Prefeitura de São Paulo

O Inventário de Monumentos é um instrumento de preservação, composto por 438 obras catalogadas. É uma atividade de caráter permanente do DPH. Este conjunto se constitui ao logo de 200 anos, estando sujeito a intenções políticas, forças econômicas, reconhecimento histórico e também demandas sociais.

Algumas características são importantes para analisarmos esse conjunto, como a tipologia dessas obras.

  • 43% das obras são representações de figuras humanas (cabeças, bustos, estátuas), trazendo um forte caráter de homenagens a personalidades individuais que, ocupando o espaço público em escala incompatível com a paisagem, em pouco tempo se tornam, em sua maioria, anônimos.
  • 21% tratam de marcos, placas e totens, que registram fisicamente no território algum fato de importância histórica.
  •  31% das obras são de caráter artístico e histórico (esculturas abstratas, figurativas, grupos escultóricos, obeliscos, fontes e chafarizes).

A distribuição territorial de implantação dessas obras também é um fato importante dentro desta análise: 44% estão localizadas no centro, inclusive as duas últimas obras implantadas na cidade segue essa mesma lógica de visibilidade: obra sem título da artista Tomie Ohtake na av. Paulista e o Marco População de Rua, implantado na Praça da Sé.

Pontos de partida para os debates:

  • Quais os parâmetros e fundamentos teóricos possíveis para se definir a implantação e remoção de obras?
  • As estéticas contemporâneas da memória comportam a existência de monumentos?
  • Como pensar monumentos nômades?
  • Quais as dimensões políticas da invisibilidade de nosso patrimônio?
  • Faz sentido pensar em monumentos hoje no quadro da arte contemporânea e das peculiaridades da arte pública hoje?
  • Em que medida este acervo pode ser contemporâneo às questões da arte urbana?
  • É possível propor uma curadoria de monumentos? Como mobilizar conceitos e mecanismos metodológicos de gestão desse acervo, do ponto de vista curatoria?
  • Como atualizar e efetivar a função de comunicação urbana do acervo de monumentos?
  • Como integrar e valorizar o caráter compositivo da paisagem que essas obras podem ter?
  • Como fomentar a descentralização e um desenho urbano que incorpore em seus espaços e escalas a implantação de obras que possam contribuir para a construção de identidade e memória urbana?

Conceitos

23/03/2016. Das 14h às 18h30.

Inscrições gratuitas, no local. 80 lugares.

Evento com emissão de Certificado.

Arquivo Histórico de São Paulo – Praça Cel. Fernando Prestes, 152, Bom Retiro.

Programa

Fonte: http://www.desvirtual.com/mda/2016/03/08/arte-espaco-publico-e-memoria/