Novo número da revista Paisagem e Ambiente

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O novo número da revista Paisagem e Ambiente já está disponível para leitura: http://revistas.usp.br/paam/issue/view/7991

A revista é dedicada à divulgação de pesquisas, projetos e estudos sobre o paisagismo, nos seus diversos campos de atuação: do projeto de paisagismo aos planos de áreas livres, dos estudos históricos às experiências de ensino, das pesquisas acadêmicas – dos mais diversos portes – aos resultados de eventos científicos, trabalhos teóricos e resenhas de livros.

Possui, como focos especiais, os espaços livres urbanos, a questão ambiental, o ensino e o projeto de paisagismo, o desenho da paisagem e o da forma urbana, os fundamentos teóricos e a pesquisa em paisagismo.

É uma publicação semestral da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), vinculada aos laboratórios Quadro do Paisagismo no Brasil (Quapá), Paisagem, Arte e Cultura (LABPARC), ao Grupo de Disciplinas Paisagem e Ambiente (GDPA) do Departamento de Projeto e à Área de Concentração Paisagem e Ambiente do Curso de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP.

 

Fonte: http://revistas.usp.br/paam/about/editorialPolicies#focusAndScope

Eduardo Pimentel Pizarro recebe 1st Prize da LafargeHolcim Foundation

Eduardo Pizarro

 

O doutorando da FAUUSP Eduardo Pimentel Pizarro recebeu da LafargeHolcim Foundation (Zurique, Suíça) o 1st Prize na Student Poster Competition, realizada durante o evento 5th International LafargeHolcim Forum for Sustainable Construction, que aconteceu em Detroit (EUA), de 7 a 9 de Abril de 2016.

O projeto premiado é uma proposta de requalificação dos interstícios urbanos da Favela de Paraisópolis (São Paulo), desenvolvida como pesquisa de mestrado na FAUUSP e na Architectural Association Graduate School (Londres), sob orientação da Prof. Dra. Joana Carla Soares Gonçalves, e financiamento da FAPESP (2012 a 2014).

A pesquisa de mestrado parte da premissa de que as favelas constituem uma realidade consolidada na cidade de São Paulo. Apesar de carências infraestruturais, os interstícios urbanos de favela configuram potencialidades para promoção de vida urbana, coesão comunitária, mobilidade, lazer, geração de renda e conforto ambiental urbano e edilício. Isto posto, como fazer valer as oportunidades urbanas latentes dos interstícios e interfaces de favela? O objetivo é caracterizar e experimentar a requalificação ambiental, urbana e social do objeto de pesquisa, os interstícios e interfaces urbanos da Favela de Paraisópolis, a segunda maior de São Paulo. O Método é fundamentalmente empírico, com avaliação da situação existente, a partir de critérios pré-estabelecidos, seguida pela proposição de alternativas e estratégias para a apropriação dos interstícios e interfaces urbanos de favela, como efetivos espaços de convivência e vida urbanos. O desenho é ferramenta fundamental de investigação. A sobreposição de estratégias ambientais, urbanas e sociais, envolvendo diferentes escalas e agentes, com foco na reativação de espaços intersticiais e permeabilização do ambiente construído conduz à requalificação da favela, como organismo urbano a inspirar a reconstrução da própria cidade dita formal.

O LafargeHolcim Forum Student Poster Competition tem o objetivo de reconhecer projetos inovadores das novas gerações de arquitetos e engenheiros de universidades de ponta ao redor do globo, como MIT (EUA), ETH (Suíça) e Tongji University (China). Os projetos foram votados por mais de 250 profissionais, de 40 países, incluindo Ricky Burdett (LSE, Londres), Julia King (LSE, Londres), Marc Angélil (ETH, Zurique), Neil Brenner (GSD, Cambridge) e Michael Dear (University of California, Berkeley).

Fonte: FAUiNFORMA

Clique AQUI para fazer o download da dissertação de mestrado de Eduardo Pimentel Pizarro.

Arquitetura da USP entre as 40 melhores do mundo

Arquitetura da USP está entre as 40 melhores do Mundo, segundo o ranking do QS World University Ranking by Subject que avaliou mais de 4 mil universidades do planeta.rank
A Arquitetura da USP ficou em 37º. lugar com uma pontuação de 75.1.
A outra universidade latino-americana a constar desta lista é a Universidade Católica do Chile em 29º. com uma pontuação de 77.6.
Para mais detalhes da pontuação veja em :

Novo número da Revista Pós

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O número 38 da Revista Pós já está disponível:

http://www.revistas.usp.br/posfau/issue/view/8471

Lançamento do novo número da revista Paisagem & Ambiente

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Já está disponível o número 36 da revista Paisagem & Ambiente:  http://www.revistas.usp.br/paam/issue/view/7942

Aula magna – Design 2016

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aula magna design

Chamada de Trabalhos: PÓS – Revista do Programa em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – até 29 de janeiro de 2016

A Revista PÓS (ISSN 1518-9554 -impressa e ISSN 2317-2762 – online) está com chamada de trabalhos aberta até 29 de janeiro para os números 39 e 40 de 2016.

Trata-se de um periódico científico internacional, arbitrado e indexado, administrado pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP).

Seu objetivo é publicar os resultados de pesquisas nacionais e internacionais,  por meio de artigos inéditos, revisados pelo sistema blind peer review, e assim contribuir para a divulgação da produção científica desenvolvida nas diversas áreas relacionadas à arquitetura, ao urbanismo e ao design.

Serão aceitos artigos em Inglês e Português, pois a revista é bilíngue. Os autores que tiverem seus manuscritos aprovados deverão providenciar a tradução para o Português ou Inglês.

Os artigos deverão ser submetidos da seguinte forma:

1 – Entrar no site da revista:

http://www.revistas.usp.br/posfau

2 – Clicar em “Acesso”.

3 – Se for o primeiro acesso preencher os dados pessoais no item “Cadastro”.  Se já estiver cadastrado, basta preencher login e senha.

4 – Seguir as instruções do sistema para realizar a submissão.

O cadastro no sistema é gratuito. Deve ser feito por meio de login e senha. O cadastro é obrigatório para a submissão de trabalhos, bem como o acompanhamento do processo editorial em curso.

 

AUH Encontros: “Um plano de gestão de conservação para o Edifício Vilanova Artigas”

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‘Os tiros não paravam’: leia relato de professor que testemunhou ataque

Notícia da Folha de S. Paulo

O professor José Lira, da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), jantava na sexta-feira (13) com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Le Petit Cambodge, um dos pontos atacados em Paris. Dois de seus companheiros foram feridos. Ele publicou um relato sobre o ataque em seu perfil no Facebook, reproduzido na íntegra abaixo:

“Nessas horas parece que tudo nos escapa. Não sabemos o que fazer, o que pensar, não sei o que dizer, mas muitos amigos me escrevem, preocupados, as noticias terríveis aqui de Paris amplificam-se com a distância, também graças à voz dessa mídia muito ruim hoje no Brasil, nos ouvidos desse público que gosta de tragédia, de sangue, de medo. Teve gente que até inventou que um arquiteto brasileiro morreu nos atentados.

Escrevo pra dizer que estou bem, e compartilhar um pouco do que sinto. Talvez isso lhes ajude e me ajude a pensar um pouco, talvez a sentir um pouco mais de perto o que se passou. Ainda não tive condições de ler muito sobre o que ocorreu, e confesso que me choca a maneira ora abstrata, ora apelativa como se trata essas noticias. O fato é que não consigo esquecer o olhar frágil mas sereno das vítimas ao meu lado ontem à noite.

Passei um fim de tarde de sexta-feira adorável na companhia de dois ex-alunos da FAU, a quem foram se juntando outros amigos e amigas, quase todos brasileiros, arquitetos, e decidimos ir jantar no Le Petit Cambodge, um restaurante muito gostoso, numa parte alegre, juvenil, descontraída no 11eme.

Por volta das 21h30, quando já terminávamos de comer, começaram os estampidos. Estávamos numa mesa à calçada, o som da metralhadora muito próximo, vi faíscas do outro lado da calçada. Juro que pensei que eram bombinhas de São João, uma girândola talvez, que poderia fazer parte de alguma brincadeira cenográfica nesse bairro apinhado de artistas e de gente animada, e achei meio estranho as pessoas saírem correndo. Que exagero! Mas os tiros não paravam e começaram a atingir os pratos e as garrafas em toda parte e impulsivamente lancei-me no fluxo das pessoas que corriam do restaurante para um supermercado ao lado. Lá dentro, dei-me conta que estava com dois de meus amigos, dos outros cinco não sabíamos.

Ao fundo, éramos umas 20 pessoas, ninguém sabia o que se passara. Um de meus amigos sangrava, talvez de estilhaços que atingira-lhe a testa. Dez minutos depois, chegaram os bombeiros e saímos, depois a polícia, como de praxe truculenta e insensível. A cena é indescritível. Um holocausto digno do velho Camboja. Não sabia pra onde olhar, pessoas pelo chão, grupos de amigos consolando os seus feridos, pessoas chorando, algumas pessoas já mortas sozinhas, outras quase morrendo. Procurávamos por nossos amigos. Vi uma delas ao chão apoiada por seu amigo francês, também muito ensanguentado. Aproximei-me dela. Uma jovem linda, um corpo pequeno, uma pele fina, bastante ferida, que me dizia serena, em português: “Eu preciso sair daqui, preciso ir para um hospital.”

Tentávamos consolá-la, acariciá-la, ficar ao seu lado enquanto o socorro não chegava. Os bombeiros a ajudaram com o oxigênio e a manta, mas não sabiam quem estava pior, não sabiam o que fazer. Outros dois amigos apareceram bem e nos levaram a um de meus ex-alunos, um jovem incrível, pessoa da cepa mais preciosa, que estava estirado no interior do restaurante.

Ele estava muito machucado, mas acordado, meus amigos ao seu redor, ajudando-lhe como podíamos, ele repetindo conosco que ia se manter firme. Vez em quando eu tremia, suplicava por socorro médico, olhava para um lado e para outro e encontrava aqueles olhares serenos das outras vítimas, talvez as únicas pessoas que meio em choque, meio na modéstia ou resistência das pessoas vulneráveis, olhavam aquele movimento como anjos, esperando. processando. olhando o mundo do alto, talvez, mais do que nós, estarrecidos com esse mundo cada dia mais terrível, mais intolerante, mais cheio de ódio, de ressentimento, de pavor, de desespero.

Não conseguia me mexer pra ajudar os outros, as outras, corpos tão frágeis, mais e menos feridos, com seu olhar atento a tudo o que se passava. Estávamos magnetizados pelo objetivo único de salvar nosso amigos, e os bombeiros e policiais sem saber quem resgatar antes, quem estava pior, dizendo-nos o tempo todo: “Há 10 mortos, há 20 mortos, há 40 feridos, patientez!”

Não vou entrar na questão agora, mas é estranho ver tanta segurança, tantos militares e policiais pelas ruas de Paris, e tão pouco preparo para lidar com as vítimas eventuais do que eles tanto temem. Não vou entrar nisso, porque só quero lhes dizer que o que me preocupa mesmo, e cada vez mais na vida, é o sentimento no singular, a dor no singular, de gente no singular. Algo tão difícil de transmitir, de co-sentir como sabemos, e também (e não apenas) por isso tão negligenciada pelas análises, pelas notícias, pelos dirigentes, pelos agressores, pelas pessoas e grupos, acostumados a falar de dezenas, de centenas, de milhares.

Não falo de suas personalidades, se são inteligentes ou não, legais ou caretas, felizes ou nem tanto, bem sucedidas ou frustradas. Mas de seus corpos, sua dor, seu olhar, sua fragilidade, sua ínfima condição, de nossa pele que se rasga facilmente. de nossos ossos que se partem. mesmo. de nossos órgãos que às vezes falham. de nossa respiração, entrecortada às vezes. De nossa voz que murmura, que suspira, que geme, que fala, pede ajuda se precisa, quando pode, de nossos corpos que se chocam, travam, podem apoiar outros corpos, acalenta-los, proteger outros em risco, fugir quando ameaçado, de nossas reações meio automáticas que dizem o tempo todo, “eu quero a vida”, quero preservar a vida, essa potência de sentir, de agir, de pensar. Tão brutalizada hoje.

Mas o que queria dizer é que cinco brasileiros, entre os quais eu, não tiveram seus corpos atingidos pelas balas. Nossos dois amigos foram operados e estão se recuperando. Estamos todos juntos. Sua fragilidade e sua força, seu olhar sereno e vulnerável, sua maneira delicada de dizer “sinto dor, não sinto, aqui, me ajuda por favor”, hão de fazer diferença. Porque a vida não espera. Vamos voltar para o Brasil logo. E bem. Pra esse Brasil que tem dado tantos sinais de intolerância religiosa, ideológica, étnica, política, moral, de gênero. Mas enfim, nossa casa. Obrigado pela preocupação!”

Centenário Artigas – debates em homenagem ao arquiteto, na FAUUSP

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cent. artigas