Oscar Niemeyer inspira linha de tênis da Converse

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem”. A famosa frase do visionário arquiteto Oscar Niemeyer serviu como ponto de partida para uma nova linha de tênis da Converse. Composta por cinco modelos inspirados em grandes obras do brasileiro e desenvolvidos em colaboração com a Fundação Oscar Niemeyer, o tributo fashion foi lançado oficialmente na terça-feira (23.10), com evento armado na Cartel 011, em São Paulo.

Cada All Star ganhou design especial, com linhas curvas em vermelho sobre lona, camurça ou couro, em tons off-white e cru. O destaque é o modelo especial do Chuck Taylor All Star HI (de cano-alto), com a impressão da citação acima, manuscrita pelo próprio, e lingueta colorida de vermelho, em referência à entrada do Auditório do Ibirapuera em São Paulo; e do Chuck Taylor All Star Chukka Boot, que faz alusão ao monumento “Tortura nunca mais”, projetado pelo arquiteto em 1986, e carrega no forro a ilustração feita para o Movimento dos Sem Terra.

Para os interessados, esta edição especial e limitada, com numeração unissex do 33 ao 44, tem preços entre R$ 170 e R$ 270, e estará disponível em lojas selecionadas de todo o Brasil.

Fonte: Vogue Brasil

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Niterói ganhará 15 pórticos assinados por Niemeyer

Pela primeira vez em quase 80 anos de atividade profissional, o arquiteto Oscar Niemeyer projeta pórticos – acessos de cidade – destinados a integrar um sistema de proteção policial e vigilância. Niemeyer já desenhou três modelos que serão instalados em Niterói, município da região metropolitana do Rio que reúne, ao longo de sua orla, diversas construções projetadas por ele.

Aos 103 anos de idade, o arquiteto aguarda que a prefeitura informe sobre o espaço que terá nos cerca de 15 pontos planejados. Ele adaptará cada obra às dimensões do local, revelou sua neta, a arquiteta Ana Elisa Niemeyer, encarregada, em parceria com o colega Jair Valera, de desenvolver o projeto, com base no esboço original.

O desenho do pórtico-modelo está concluído. Niemeyer traçou um arco alongado, uma espécie de letra U invertida e larga, em que a espessura das hastes aumenta à medida que elas se aproximam do solo. O toque no pavimento, como ocorre em grande parte dos projetos de Niemeyer, é delicado. O desenho do pórtico também traz outra característica recorrente na obra do arquiteto, a curva.

Diferentemente dos pórticos construídos na entrada de dezenas de municípios do Estado do Rio, os de Niemeyer não trarão inscrições do tipo “bem-vindo”. Serão peças de tom claro, sem dizeres, quase como que esculturas. Não haverá tijolinhos aparentes, brasões ou arranjos florais. A Prefeitura de Niterói planeja inaugurar algumas obras já em 2012. O custo total é avaliado em cerca de R$ 50 milhões.

Segurança. O objetivo da obra não é só estético. A ideia é também aumentar a segurança da cidade nos acessos terrestres de São Gonçalo e Maricá e da Ponte Rio-Niterói. Junto aos pórticos, a prefeitura pretende instalar pontos de vigilância onde Guarda Municipal e Polícia Militar atuarão em conjunto. Será, imaginam idealizadores, uma forma de exercer algum tipo de controle sobre a entrada e saída de carros e pessoas da cidade.

Haverá também um pórtico na Praça Araribóia, onde fica a estação das barcas para o Rio de Janeiro. A área é vizinha do Caminho Niemeyer, espaço que abriga prédios projetados pelo arquiteto, como a fundação que leva seu nome, um teatro e um memorial em homenagem ao ex-governador Roberto Silveira, pai do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT).

Para financiar a obra, a prefeitura pretende criar uma taxa, que será cobrada de moradores de condomínios.

O orçamento de R$ 50 milhões foi criticado pelo vereador Renatinho (PSOL). Segundo ele, os recursos poderiam ser empregados em outros setores, como o habitacional – que em 2011 deve receber apenas R$ 10,2 milhões em investimentos da prefeitura. “Não sou contra a criação de um pórtico de segurança, mas há outros investimentos que deveriam ter prioridade”, disse o parlamentar. “A cidade passa por um grave problema habitacional, que piorou depois dos deslizamentos provocados pela chuva em abril de 2010.”

A prefeitura afirmou que investe em projetos habitacionais para a população afetada pelas tempestades em parceria com os governos estadual e federal. / COLABOROU BRUNO BOGHOSSIAN

Uma parceria que já dura duas décadas

Início
A ligação de Niterói com Niemeyer começou na década de 1990, quando ele projetou o Museu de Arte Contemporânea (MAC), com vista para a Baía de Guanabara.

Catamarãs
Na sequência, o arquiteto fez a estação de catamarãs de Charitas, a Praça JK e o Módulo de Ação Comunitária, sem contar o teatro popular (foto).

Futuro
Oscar Niemeyer projetou também um prédio que abrigará um complexo de cinemas, em construção já há alguns anos na cidade fluminense.

Arquiteto fará catedral de BH
A Arquidiocese de Belo Horizonte anunciou neste mês que a Catedral Metropolitana Cristo Rei – Santuário da Divina Misericórdia também será projetada por Oscar Niemeyer. Segundo o arquiteto, a catedral será construída em forma de cúpula, com 60 metros de diâmetro, suspensa por duas estruturas a cem metros de altura. “Dignas de nota, como são as colunas da Catedral de Brasília”, disse.

 Fonte: Estadão.com.br

Aos 102 anos, arquiteto Oscar Niemeyer se lança em carreira musical

Notícia da Folha.com em 10/12/2010

Uma semana atrás, o mundo foi surpreendido com o anúncio de uma nova obra de Oscar Niemeyer. Em vez dos famigerados edifícios de formas curvas, o arquiteto enveredava, agora, pela seara musical.

Disputas políticas mantém fechadas obras projetadas por Niemeyer

Niemeyer acabava de lançar “Tranquilo com a Vida”, um samba de raiz, feito em parceria com seu enfermeiro, Caio Almeida, e com o músico Edu Krieger. Aos 102 anos, parecia o momento ideal para iniciar uma nova carreira.

A canção –que estará disponível dentro de uma semana no site da Deckdisc– fora composta um ano antes, durante o período em que o arquiteto foi hospitalizado, para uma cirurgia no intestino. Distante das pranchetas, Niemeyer depositou sua verve criativa na letra, que diz: “Hoje em dia minha vida vai ser diferente/ Calça de pijama, camisa listrada, sandália no pé”. O enfermeiro Almeida se encarregou da melodia.

Edu Krieger –filho do compositor e maestro Edino Krieger– conta que a música foi abandonada até que, meses atrás, recebeu uma gravação, “a cappella”, cantada pelo enfermeiro (Krieger é amigo de Caíque Niemeyer, bisneto do arquiteto). “Coube a mim colocá-la na métrica e compor a segunda parte”, explicou.

Krieger diz que, ao ouvir o resultado final, Niemeyer ficou inseguro. “Mas, no dia seguinte, deu carta branca para que eu a mostrasse a outras pessoas.” O músico não propôs nova parceria. “Seria abusivo. Já estava bom demais assim.”

 

Link para a notícia: http://migre.me/2RmyN

Oscar Niemeyer: arquitetura da paisagem brasileira

 

Módulo do Curso de História da Arte do MASP

 

O Módulo apresenta uma leitura crítica sobre todos os períodos da obra do arquiteto Oscar Niemeyer, dos primeiros trabalhos até seus projetos mais recentes.

 

Resumo

 

A análise de “obras-chave” do arquiteto Oscar Niemeyer nos aproxima de seu procedimento de trabalho e das transformações que marcaram as passagens de suas diferentes fases. Apesar de sua evidente autonomia e liberdade plástica, a obra de Niemeyer, que atinge setenta e cinco anos de duração, demonstra fidelidade ao movimento moderno quando projeta uma espécie de “nova paisagem” onde construção, vazio e horizonte são consequência do movimento ininterrupto de uma linha que percorre tanto o papel como o espaço.

 

Programa

 

Aula I. 12/08

Referência: A arquitetura moderna no Brasil e os projetos de Le Corbusier para a cidade do Rio de Janeiro: o Plano Urbanístico (1929) e o Ministério da Educação e Saúde Pública (1936).

 

Aula II. 19/08

Ruptura: os projetos do Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Nova York (1938/1939) e do Grande Hotel de Ouro Preto (1938). A interpretação sobre o vocabulário de Le Corbusier; a matéria da arquitetura colonial como superfície da arquitetura moderna.

 

Aula III. 26/08

Autonomia: O Conjunto arquitetônico da Pampulha (1941/1943). Cassino, Casa de Baile, Iate Clube, Igreja de São Francisco de Assis, Hotel, Golfe Clube e Residência JK. A liguagem do movimento da linha.

 

Aula IV. 02/09

Difusão: Os desdobramentos e as variações sobre as formas-chave lançadas nos edifícios da Pampulha; os projetos em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Diamantina e Nova York.

 

Aula V. 09/09

Síntese: Brasília. Quando o aspecto compositivo dos projetos realizados entre 1940 e 1955 dá lugar a simplificidade e concisão das formas, onde o perfil da arquitetura é definido por um gesto contínuo.

 

Aula VI. 16/09

A forma da estrutura: os projetos realizados no exterior – Paris, Milão, Trípoli, Constantine e Argel

 

Aula VII. 23/09

Retorno: Memorial da América Latina (1986), MAC de Niterói (1991/1996), Museu Oscar Niemeyer em Curitiba (2002), Centro Administrativo de Belo Horizonte (2005/2010), entre outros. A acomodação da linguagem em escala monumental nos projetos recentes.

 

Aula VIII. 30/09

Arquitetura moderna e cidade contemporânea. Apontamentos sobre o possível legado da obra de Oscar Niemeyer e o papel do projeto de arquitetura na cidade atual

 

Docente responsável

Rodrigo Queiroz – arquiteto, Prof. Dr. do Departamento de Projeto da FAUUSP.

 

Na quinta-feira, 05/08 às 19h, ocorrerá a apresentação aberta desse módulo e dos demais oferecidos pelo Curso de História da Arte do MASP ao público interessado.

 

Local: pequeno auditório do MASP

Início das aulas: 12/08/2010

Término das aulas: 30/09/2010

Quintas-feiras das 19h às 21h

Informações: escola@masp.art.br ou no site http://www.masp.art.br

Fone: 3251-5644 r.2104 ou 3253-9663.

 

Fonte: Docomomo São Paulo

Guia de obras de Oscar Niemeyer: Brasília 50 anos

 

Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos
Sylvia Ficher e Andrey Schlee
Fotos de Joana França

Coquetel de Lançamento
29 de junho de 2010, terça-feira
19h
Salão Nobre da Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes, Edifício Principal – Brasília

O livro:

Os anos de 2007 e 2010 marcaram os cem anos de vida do arquiteto Oscar Niemeyer e os cinquenta anos de inauguração de Brasília. A Câmara dos Deputados promoveu diversas realizações comemorativas dessas efemérides, dentre elas diversas publicações, através de sua editora, dentre as quais o Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos, realizado em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção Distrito Federal – IAB-DF, como parte das celebrações dos Cinquenta Anos de transferência do Poder Legislativo para Brasília.

O livro conta com a organização e os textos dos professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, Sylvia Ficher e Andrey Schlee, além de fotografias de Joana França de todos os cinquenta obras relacionadas em cinco roteiros: Roteiro Esplanada dos Ministérios, Roteiro Monumental, Roteiro Niemeyer Histórico, Roteiro Niemeyer na UnB e Roteiro Niemeyer Completo.

As diversas fases da obra de Oscar Niemeyer desde 1956 são descortinadas na enumeração exaustiva tanto de trabalhos célebres como de edifícios praticamente desconhecidos do grande público. São apresentados os edifícios do Palácio da Alvorada (1956), do Brasília Palace Hotel (1956) e da Igreja de Nossa Senhora de Fátima (1957), representativas ainda de um período de transição da arquitetura de Niemeyer, em que a diversidade de materiais, própria das obras anteriores, mistura-se à nascente síntese formal dos palácios da Praça dos Três Poderes (1958) e da Esplanada dos Ministérios – também presentes no guia. Após a inauguração da Capital, a contínua necessidade de construção de edifícios em um curto período de tempo levou Niemeyer à pesquisa com pré-fabricação e pré-moldados de concreto, presentes sobretudo nas obras do campus da Universidade de Brasília (1963), em parceria com o arquiteto João Filgueiras Lima. A ênfase estrutural dessas obras é levada aos limites nos trabalhos seguintes em vãos generosos como os da Estação Rodoferroviária e na estrita expressão modular da Aliança Francesa ou do Touring Clube (1962). A universalidade do vocabulário formal de Niemeyer – normalmente associado às grandes realizações – pode ser auferida em obras prosaicas como o Catetinho (1956), a residência do arquiteto no Park Way (1960), nas casas geminadas da ou as pequenas capelas anexas aos edifícios públicos. É na capacidade de síntese que se encontra o elo de ligação entre todos os trabalhos. Essa característica pode ser mais claramente apreciada nos diversas torres de escritórios situadas nas áreas gregárias de Brasília, bem como na alvura das obras monumentais mais recentes.

No guia, cada obra de Niemeyer em Brasília explicada em sua feição e história de modo conciso, atraente e bem ilustrado, em português, inglês e espanhol, com horários de funcionamento e visitação das instituições abrigadas pelos edifícios e contatos para agendamento de excursões. Com o guia em mãos, o visitante leigo e o pesquisador exigente têm um companheiro de passeio e de trabalho para apreciar Brasília e as obras de Niemeyer.

Serviço / Ficha Técnica

Título: Guia de obras de Oscar Niemeyer : Brasília 50 anos

Organização e textos: Sylvia Ficher e Andrey Schlee

Fotografias: Joana França

Prefácios: Michel Temer, Igor Soares Campos e Luiz Otavio Alves Rodrigues

Tradução: Mariana Escosteguy Cardoso (Textos em português, inglês e espanhol)

Local: Brasília – DF – Brasil
Editoras: Instituto dos Arquitetos do Brasil ; Câmara dos Deputados, Edições Câmara
Ano: 2010
263p.
15,5cm X 22,5cm
Série obras em parceria, 1
Coleção Brasília Histórica 50 Anos
ISBN 978-85-736-5716-6
Tiragem inicial: 5000 exemplares

O livro pode ser adquirido nas livrarias da Câmara dos Deputados, no Anexo IV e no Edifício Principal (061) 3216-9971, estando também disponível em formato PDF na Biblioteca Digital da Casa, no endereço:

http://bd.camara.gov.br/bd/handle/bdcamara/3565 .

 

Editoras:

Centro de Documentação e Informação – CEDI
Coordenação Edições Câmara – COEDI
Anexo II – Térreo – Praça dos Três Poderes
Brasília (DF) – CEP 70160-900
Telefone: (61) 3216-5802; fax (61) 3216-5810
edicoes.cedi@camara.gov.br

Instituto dos Arquitetos do Brasil – Seção Distrito Federal – IAB-DF
Setor Comercial Sul Quadra 02 Bloco D
Edifício Oscar Niemeyer Salas 206, 207 e 208.
Asa Sul – Brasília (DF) – CEP 70316-900
Telefone: (61) 3223-5903; fax (61) 3225-3459
divulgacao@iabdf.org.br

Realização:
Câmara dos Deputados
Instituto dos Arquitetos do Brasil -DF

Apoio:
docomomo-bsb
FAU-UnB
CONFEA/CREA-DF

 

Fonte: http://migre.me/SWe3