Seminário Habitação como Patrimônio Cultural – inscrições até 10 de abril de 2016

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Fonte: CPC-USP

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Tombamento do Edifício do IAB é aprovado como Patrimônio Cultural

Um dos principais registros da arquitetura moderna paulista, o edifício sede do Departamento São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) foi tombado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural nesta quarta-feira, 25 de novembro, em reunião que acontece no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Brasília.

O IAB-SP foi criado em 1943, e a necessidade de ter um espaço próprio levou à realização de um concurso público nacional de arquitetura, em 1946, para a escolha do projeto da sede. Por decisão do júri, composto por Oscar Niemeyer, Firmino Saldanha, Hélio Uchôa, Fernando Saturnino de Britto e Gregori Warchavchik, as três equipes finalistas desenvolveriam o projeto definitivo em conjunto. Assim, com autoria de Rino Levi, Roberto Cerqueira Cesar, Miguel Forte, Jacob Ruchti, Galiano Ciampaglia, Zenon Lotufo, Abelardo de Souza e Helio Duarte, foi erguido um dos principais registros arquitetônicos de São Paulo entre 1947 e 1950.

A participação de arquitetos com diferentes formações revelou-se uma associação democrática dos projetos participantes do concurso, como um resumo da arquitetura paulista do período. O edifício se destaca por sua estrutura independente, com planta livre que garante maior flexibilidade no manejo dos espaços. Por causa do Código de Construção da época, as fachadas dos dois últimos andares são recuadas e a laje do piso em balanço vai até o alinhamento do lote, permitindo a manutenção da leitura prismática, e tendo sido recuados apenas os caixilhos.

Espaço de debates e defesa de uma arquitetura progressista, preocupada com as lutas sociais, a sede do IAB-SP era um local importante de encontro de intelectuais paulistas, tendo incorporado obras de arte de altíssima qualidade nos anos seguintes à sua inauguração, a exemplo do mural de autoria de Antônio Bandeira, no térreo, e do móbile intitulado Black Widow (Viúva Negra), de Alexander Calder, atualmente exposto na Tate Modern de Londres. O acervo do instituto conta ainda com uma escultura atribuída a Bruno Giorgi, no escritório do instituto, no 4º andar, e um mural de Ubirajara Ribeiro no 1º andar.

IAB
O Instituto de Arquitetos do Brasil foi fundado no Rio de Janeiro, então capital da República, em 26 de janeiro de 1921, com o nome de Instituto Brasileiro de Architectura, recebendo a atual denominação em 1934. É a mais antiga instituição brasileira dedicada à arquitetura, ao urbanismo e ao exercício da profissão. Sua história se confunde com a própria formação e afirmação do campo profissional do arquiteto e com a consolidação da arquitetura moderna, tendo, desde sua criação, se preocupado com a promoção da profissão e discutido a formação e o próprio exercício profissional.

Dessa forma, a motivação para o tombamento federal está respaldada em valores históricos, visto que o imóvel é representativo da trajetória e elemento de afirmação da arquitetura moderna brasileira, bem como da profissão de arquiteto, representada pelo papel desempenhado pelo IAB. Há também os valores artísticos do edifício, como bem de destaque da arquitetura moderna, já reconhecido no meio técnico e acadêmico.

Conselho Consultivo
O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros, que representam o Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB, o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios – Icomos, a Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama, o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus – Ibram, a Associação Brasileira de Antropologia – ABA, e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Fonte: IPHAN

Oficina de Projeto: intervenções em bens culturais, no CPC-USP – Pré-inscrições até 25 de novembro de 2015

cpc - of proj

 

30/11 a 5/12 -GRÁTIS
MINISTRANTE: Silvio Oksman
Pré inscrições até 25 de novembro: http://goo.gl/forms/7SQTz5LnQ1

A oficina discutirá as diretrizes contemporâneas para preservação do patrimônio cultural a partir de dois enfoques: os documentos que estabelecem critérios de intervenção e a análise crítica de projetos. O programa inclui um exercício de projeto no qual serão oferecidas duas situações específicas para a proposição de intervenções. Os trabalhos serão comentados por um grupo de professores no último dia de curso.

Silvio Oksman: Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em 1998. Mestre e doutorando pela FAUUSP, é professor da Escola da Cidade, representante do IAB-SP no CONDEPHAAT e representante do Brasil no Grupo de Preservação de Patrimônio da União Internacional de Arquitetos (UIA). Sócio do escritório Oksman Arquitetos Associados, que atua em projetos de preservação de patrimônio.

Período: 30 de novembro a 5 de dezembro de 2015. Segunda a sexta das 18h30 às 21h. Sábado das 10h às 12h30.

Público-alvo: estudantes de arquitetura a partir do 3º ano (6º semestre), arquitetos e engenheiros. 20 vagas.
Carga horária: 15 horas.

PROGRAMA
aula 01
segunda-feira, 30 de novembro, das 18h30 às 21h
– diretrizes contemporâneas para intervenção em patrimônio cultural
– apresentação dos edifícios do trabalho a ser desenvolvido

Aula 02
terça feira, 1 de dezembro, das 18h30 às 21h
– análise critica de projeto 01 – Edifício do Século XIX
– organização dos grupos
– primeiras abordagens sobre os edifícios

Aula 03
quarta feira, 2 de dezembro, das 18h30 às 21h
– análise critica de projeto 02 – Patrimônio Ferroviário
– desenvolvimento dos trabalhos

Aula 04
quinta feira, 3 de dezembro, das 18h30 às 21h
– análise crítica de projeto 03 – Patrimônio Industrial
– desenvolvimento dos trabalhos

Aula 05
sexta feira, 4 de dezembro, das 18h30 às 21h
– análise critica de projeto 04- Patrimônio Moderno
– conclusão dos trabalhos

Aula 06 – sábado, 5 de dezembro, das 10h00 às 12h30
– apresentação dos trabalhos, comentários com professores convidados

PRÉ-INSCRIÇÕES ATÉ 25 DE NOVEMBRO DE 2015.
Preencher a ficha de pré-inscrição e justificativa de intenção disponível no link http://goo.gl/forms/7SQTz5LnQ1
Até dia 27 de agosto de 2015 todos os inscritos, selecionados ou não, serão avisados por e-mail.

CRITÉRIO DE SELEÇÃO: análise de justificativa de intenção.
Receberão atestado de participação os participantes que completarem carga horária mínima de 12 horas.

Local:
Centro de Preservação Cultural CPC-USP – Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353 – Bela Vista – São Paulo – SP
Tel 11 3106-3562

Fonte: CPC-USP

“Gerenciamento de riscos para acervos culturais”, no Centro de Pesquisa e Formação – Sesc São Paulo

Programa

Acervos culturais estão expostos a vários perigos, desde eventos súbitos e catastróficos como grandes incêndios e inundações até os diferentes processos graduais e acumulativos de deterioração física, química e biológica. As instituições responsáveis por estes acervos são frequentemente confrontadas com a necessidade de estabelecer prioridades para o uso dos recursos disponíveis, tipicamente limitados, no momento de planejar e adotar medidas para sua salvaguarda. O que fazer primeiro? Quais são as prioridades dos acervos em seus contextos específicos? Como otimizar o uso dos recursos disponíveis para maximizar os benefícios do patrimônio cultural ao longo do tempo? O gerenciamento de riscos constitui uma forma eficaz de atender a estes questionamentos. O curso detalhará a metodologia do gerenciamento de riscos para o patrimônio cultural, baseada na norma técnica ABNT NBR ISO 31000:2009. Conceitos e ferramentas pertinentes serão apresentados, discutidos e colocados em prática através de aulas expositivas e interativas, exercícios e estudo de caso utilizando um acervo real. Ao final do curso, os participantes serão capazes de identificar, analisar quantitativamente e priorizar riscos específicos para acervos culturais em um dado contexto. Além disso, estarão aptos a desenvolver opções integradas, com otimizada relação custo-benefício, para a eliminação ou redução destes riscos.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

José Luiz Pedersoli Júnior

Químico especializado em gestão de riscos para o patrimônio cultural e na ciência dos materiais aplicada à conservação de bens culturais. Ampla experiência nacional e internacional na capacitação de profissionais do setor patrimonial para uso da metodologia de gestão de riscos em acervos culturais.

Pré-requisito

É desejável que os participantes sejam profissionais ou estudantes envolvidos com a gestão e/ou a conservação (preventiva) de acervos culturais.

Data

30/11/2015 a 04/12/2015

Dias e Horários

Segunda a sexta, 10h às 18h (com intervalo entre 13h e 14h).

Local

Valores

R$ 36,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 60,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 120,00 – inteira

O PCH – Programa de Cidades Históricas: um balanço após 40 anos

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pch

Curso de Difusão “Proteção de Bens Culturais: concepções e práticas”, no CPC-USP

proteção

 

Ministrante: Profa Dra Marly Rodrigues

Pré-inscrições até 12 de julho.

Diante da crescente ampliação do conceito de patrimônio cultural, vem se tornando cada vez mais necessário divulgar e discutir sua importância enquanto vetor de memórias sociais e o desempenho dos órgãos de preservação na constituição desse universo de representações culturais. O objetivo do curso é apresentar e discutir o desenvolvimento da ideia de proteção aos bens culturais a partir do conjunto de bens tombados e/ou protegidos por meio de outros instrumentos legais pelo poder público, entre as décadas de 1930 e 2000, com destaque para os momentos de transformações conceituais e metodológicas que influíram nos resultados obtidos.

PROGRAMA
Encontro 1 – A PRESENÇA DO PASSADO NO COTIDIANO
Observação das práticas cotidianas: a sociedade e o lugar de seus diversos passados.
Os passados representados no universo de bens protegidos pelo poder público.
O sentido social da construção de passados.
Passados e cultura material: os significados individuais e coletivos.

Encontros 2 e 3 – A INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UM PASSADO COLETIVO: IDEIAS E PRÁTICAS, 1930 – 1970
Contextos histórico-culturais.
Contornos de um campo específico de conhecimento: a preservação de bens materiais.
A nação brasileira como protagonista da preservação.

Encontro 4 e 5 – A INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UM PASSADO COLETIVO: IDEIAS E PRÁTICAS, 1970 – 1990
Contextos histórico-culturais.
Novas questões: memória e ambiente.
Outro personagem, a cidade: preservação, funções e re-apropriação dos espaços públicos.
Mundialização de valores culturais particulares.

Encontro 6: A INSTITUCIONALIZAÇÃO DE UM PASSADO COLETIVO: IDEIAS E PRÁTICAS, 1990 – 2010
A ampliação do universo conceitual e a prática preservacionista em São Paulo.
Entes administrativos brasileiros e as responsabilidades de proteção aos bens culturais.
Preservação e políticas públicas.

Encontros 7 e 8 – DOS ARTEFATOS AOS FAZERES
As representações imateriais e a preservação de bens culturais.
Os atuais instrumentos legais de proteção aos bens culturais.
Desafio: redesenho de competências; gestão.

Público-alvo: amplo, de interessados, profissionais e estudantes

Período: 4 a 27/8, terças e quintas-feiras, das 18 às 21h.

Carga horária: 24h

Pré-inscrições até 12/7/2015 no link http://goo.gl/forms/kODyHkVuai

Total de vagas oferecidas: 40

Taxa de inscrição: R$ 180,00 (inscrição + envio do certificado pelos Correios)

Vagas gratuitas: 5
Docente: 1
Discente: 1
Funcionário: 1
Terceira idade: 1
Outros/Comunidade: 1

Política de Isenções
Serão vistos caso a caso, pela Diretoria do CPC, sendo os critérios: 1) ordem de solicitação no ato do envio da ficha de pré-inscrição. 2) sócio-econômico – que possibilitará beneficiar aqueles que não tenham condições de pagar a taxa de inscrição.
IMPORTANTE: manifestar intenção pela isenção da taxa.

Critérios de Seleção
Análise de justificativa de intenção.

Critérios de aprovação
Frequência mínima exigida de 85%, bem como participação nas atividades. Carga horária mínima de 21h para aprovação do aluno.

Fonte: CPC-USP

Exposição “Recortes de Apropriação: Patrimônio Cultural da USP”, no CPC-USP

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recortes

Fonte: CPC-USP