Boletim CPC Informa – maio de 2016

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CPC Informa – Março

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7º Patrimônio em Debate: Arte, Espaço Público e Memória

O 7º Patrimônio em Debate, evento promovido pelo Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo, acontece no dia 23 de março de 2016, das 14 às 18h30, no Arquivo Histórico, com o tema: Arte, Espaço Público e Memória.

Esse tema teve como mote a exposição Memória da Amnésia, em cartaz no Arquivo Histórico de São Paulo até 02 de abril e será abordado em duas mesas redondas: “Estéticas da Memória” e “Uma possível curadoria do acervo de Monumentos”.

Participam do 7º Patrimônio em DebatePriscila Arantes, Nelson Brissac,  Agnaldo Farias, Ana Gonçalves Magalhães, Ana Pato, e Rosangela Rennó. A coordenação é de Giselle Beiguelman e Mariana Falqueiro.

Memória da Amnésia

Memória da Amnésia busca compreender como as políticas culturais e de patrimônio histórico definem o que são obras de arte pública e estabelecem suas relações com a memória urbana. O projeto aborda a memória pelo prisma do esquecimento, focalizando a mudança de monumentos de lugar e o “desterro” de monumentos em depósitos, duas questões recorrentes da história urbana de São Paulo. Propõe, ainda, uma reflexão sobre as relações de poder e visibilidade e uma discussão sobre a memória no processo de apropriação do espaço público.

Uma de suas questões centrais é:

Afinal, quem decide o que deve ser esquecido, como deve ser esquecido e quando deve ser esquecido?

Outra questão subjacente à exposição é a aleatoriedade não só dos processos de remoção e deslocamento dos monumentos, mas também da sua implantação.

A partir disso, e do contato que tivemos com o público, definimos a pauta do debate a partir dos seguintes temas: Estéticas da Memória e Uma Possível Curadoria de Monumentos.

O Inventário de Monumentos da Prefeitura de São Paulo

O Inventário de Monumentos é um instrumento de preservação, composto por 438 obras catalogadas. É uma atividade de caráter permanente do DPH. Este conjunto se constitui ao logo de 200 anos, estando sujeito a intenções políticas, forças econômicas, reconhecimento histórico e também demandas sociais.

Algumas características são importantes para analisarmos esse conjunto, como a tipologia dessas obras.

  • 43% das obras são representações de figuras humanas (cabeças, bustos, estátuas), trazendo um forte caráter de homenagens a personalidades individuais que, ocupando o espaço público em escala incompatível com a paisagem, em pouco tempo se tornam, em sua maioria, anônimos.
  • 21% tratam de marcos, placas e totens, que registram fisicamente no território algum fato de importância histórica.
  •  31% das obras são de caráter artístico e histórico (esculturas abstratas, figurativas, grupos escultóricos, obeliscos, fontes e chafarizes).

A distribuição territorial de implantação dessas obras também é um fato importante dentro desta análise: 44% estão localizadas no centro, inclusive as duas últimas obras implantadas na cidade segue essa mesma lógica de visibilidade: obra sem título da artista Tomie Ohtake na av. Paulista e o Marco População de Rua, implantado na Praça da Sé.

Pontos de partida para os debates:

  • Quais os parâmetros e fundamentos teóricos possíveis para se definir a implantação e remoção de obras?
  • As estéticas contemporâneas da memória comportam a existência de monumentos?
  • Como pensar monumentos nômades?
  • Quais as dimensões políticas da invisibilidade de nosso patrimônio?
  • Faz sentido pensar em monumentos hoje no quadro da arte contemporânea e das peculiaridades da arte pública hoje?
  • Em que medida este acervo pode ser contemporâneo às questões da arte urbana?
  • É possível propor uma curadoria de monumentos? Como mobilizar conceitos e mecanismos metodológicos de gestão desse acervo, do ponto de vista curatoria?
  • Como atualizar e efetivar a função de comunicação urbana do acervo de monumentos?
  • Como integrar e valorizar o caráter compositivo da paisagem que essas obras podem ter?
  • Como fomentar a descentralização e um desenho urbano que incorpore em seus espaços e escalas a implantação de obras que possam contribuir para a construção de identidade e memória urbana?

Conceitos

23/03/2016. Das 14h às 18h30.

Inscrições gratuitas, no local. 80 lugares.

Evento com emissão de Certificado.

Arquivo Histórico de São Paulo – Praça Cel. Fernando Prestes, 152, Bom Retiro.

Programa

Fonte: http://www.desvirtual.com/mda/2016/03/08/arte-espaco-publico-e-memoria/

Seminário Internacional: Live Modern Heritage, na FAUUSP

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I Simpósio Internacional: Patrimônios, “Cultura e Sociedade no século XXI”

O I Simpósio Internacional: Patrimônios, “Cultura e Sociedade no século XXI” é uma realização da UNESP / Campus de Ourinhos associada a inúmeras instituições de renome nacional e internacional e tem como missão garantir o amplo debate e difusão de ideias e pesquisas sobre o tema patrimônio em suas diversas perspectivas e buscar através desse encontro congregar pessoas e temas para avançar nas discussões sobre o mesmo.

Cabe ressaltar que, entre fins do século XX e início do século XXI a discussão sobre patrimônio se ampliou e podemos perceber que o universo que o conserva e o transmite se tornaram cada vez mais amplos, heterogêneos e plurais. Por isso nosso objetivo é discutir sobre “patrimônios”… pois hoje não se trata de debater apenas o patrimônio histórico ou arquitetônico, mas também artístico, arqueológico, paisagístico, etnológico, biológico ou natural, ferroviário, industrial… Não somente material, mas também imaterial ou intangível. Fala-se de um patrimônio não apenas local, mas também regional, nacional ou mundial. No entanto, essa amplitude na discussão sobre a abordagem do tema, tal ecletismo acarreta contradições ou traz incoerências. A intenção aqui é discutir o patrimônio em suas múltiplas temáticas e através desse encontro buscar fortalecer ainda mais as discussões, a unicidade e a importância do “patrimônio”.

Estrutura e Funcionamento: O evento contará com conferência de abertura, mesas-redondas com conferencistas e mediadores , exposição oral e em painel de trabalho,lançamentos de livro, plenária para definição da próxima edição do evento, mini-cursos e atividades culturais.

Submissão de trabalhos até 25/05/2015.

Inscrições até 19/06/2015 no site do evento.

Saiba mais aqui.

Oficinas do VI Fórum Mestres e Conselheiros: Agentes Multiplicadores do Patrimônio

VI FÓRUM MESTRES E CONSELHEIROS

 

O VI FÓRUM MESTRES E CONSELHEIROS anuncia suas oficinas, que poderão ser cursadas gratuitamente por todos os inscritos no evento. A presença nas oficinas será considerada pelo IEPHA-MG para fins de pontuação no ICMS-Cultural de 2014.

01.   Legislação Estadual de Incentivo à Cultura

Felipe Rodrigues Amado Leite (Secretaria Estadual de Cultura)

Apresentação introdutória dos mecanismos de acesso ao Fundo Estadual de Cultura (FEC) e à Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais. Oficina de elaboração de projetos.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 04 e 05 / 06, das 14h às 18h.

02.   O patrimônio arqueológico brasileiro: conhecer para preservar.

Edithe da Silva Pereira (Ministério da Ciência e Tecnologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA)

Introdução à arqueologia brasileira; a destruição do patrimônio arqueológico brasileiro e os aspectos legais da sua proteção; a educação como forma de preservação; o turismo arqueológico como caminho do conhecimento e da preservação; a arqueologia ao alcance de todos – a difusão do conhecimento cientifico.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 05 / 06, das 14h às 18h.

03.   O Tombamento de Bens Culturais

Maria Cristina Cairo Silva (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA/MG)

A importância do mérito na eleição dos bens culturais a serem protegidos e as ações que devem ser empreendidas para garantir os efeitos do tombamento.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 04 / 06, das 14h às 18h.

04.   Patrimônio Cultural – A lei, o bem e o mal!

Telmo Padilha Cesar  e Jorge Luis Stocker Junior (DEFENDER / RS)

A Tutela do Patrimônio Cultural. Organização e empoderamento da sociedade. Compreensão e valoração de nossas heranças no contexto atual. Interesse difuso versus particular. Responsabilidades do Poder Público. Conflitos e soluções. Novas bandeiras de luta. Perspectivas futuras.

Carga horária: 8 horas-aula

Horário: Dias 05 e 06 / 06, das 14h às 18h.

  

05.   Metodologia de Projetos de Educação

Vilmar Pereira de Souza (IEDS / Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável)

Breve apresentação de experiências de Educação Patrimonial.  Trabalho com elaboração de projetos em Educação Patrimonial.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 05 / 06, das 14h às 18h.

 

06.   Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural

Valéria Fernandes da Silva

Tratar da forma como se institui este Fundo e dos cuidados que se deve ter para a sua gestão.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: a definir

 

07.   Fotografia

Guilherme Felipe Costa (EA/UFMG)

Introdução à fotografia. Uso da fotografia para registro da cidade e do patrimônio. Oficina prática para utilização de câmera digital.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dias 05 e 06 / 06, das 14h às 18h.

08.   Mobilidade em cidades históricas

Mariana Verônica de Moura (TECTRAN)

Mobilidade em cidades históricas, abordando o tráfego de veículos pesados, acessibilidade de deficientes, obediência às regras de transito, e formas de solucionar estes problemas.

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 06 / 06, das 14h às 18h.

09.   Uso de Novas Mídias na Educação Patrimonial

Vilmar Pereira de Souza (IEDS / Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável)

Apresentação de Novas Mídias e as possibilidades de usos na Educação Patrimonial (site, livros eletrônicos, revistas eletrônicas, mapeamento do patrimônio – Google Maps)

Carga horária: 4 horas-aula

Horário: Dia 06 / 06, das 14h às 18h.

As pré-inscrições podem ser feitas pelo e-mail oficinamestres2014@yahoo.com.br, informando os seguintes dados no corpo do e-mail: nome completo, instituição, e-mail, telefone para contato e o título da oficina desejada.

Ciclo de encontros “O Tempo das Construções: memórias de uma exposição”, no CPC-USP

Marcando o encerramento da exposição “O Tempo das Construções”, prorrogada até 28 de março, o Centro de Preservação Cultural da USP promove um ciclo de encontros com o objetivo de estimular a discussão sobre ações de gestão, conservação e restauro do patrimônio edificado e de acervos de arquitetura a partir da experiência de curadoria e montagem da exposição.

A mostra é fruto de uma pesquisa realizada junto ao acervo da Superintendência dos Espaços Físicos da USP (SEF) que analisou o material relativo aos projetos arquitetônicos dos dezenove bens tombados ou em processo de tombamento pertencentes à Universidade, em diferentes suportes. Entre o material exposto, croquis e perspectivas iniciais do conjunto do Cepeusp, de autoria do escritório Ícaro de Castro Mello Arquitetos Associados; originais do projeto executivo para o edifício e mobiliário da FAU Cidade Universitária, de autoria de Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, e fotografias históricas dos canteiros e das obras finalizadas.

 

PROGRAMAÇÃO

13/março | 15h30 às 17h30
Conversa sobre Patrimônio Edificado
Mediadora: Sabrina Fontenele
O projeto da exposição e a questão da gestão de edifícios tombados, em processo de tombamento ou sem reconhecimento oficial.

20/março | 15h30 às 17h30
Conversa sobre Acervos de Arquitetura
Mediadora: Cibele Monteiro da Silva
Os acervos de arquitetura a partir da experiência com a conservação e restauração dos desenhos presentes na exposição.

27 de março | 15h30 às 17h30
Conversa sobre Memória Universitária
Mediador: Gabriel Fernandes
Reflexões sobre memória e cultura universitária: usos, apropriações, significações, gestos e rituais promovidos nos espaços da universidade.

Inscrições no link INSCREVA-SE

Vagas limitadas

ATIVIDADE GRATUITA

Periodo: 13/03/2014 27/03/2014
Horário: 15h30 – 17h30
Local: Os eventos são realizados na sede do CPC-USP / Casa de Dona Yayá, Rua Major Diogo, 353, Bela Vista, São Paulo, SP.

Fonte: CPC-USP