“Inquitudes Urbanas – Plano Diretor: por quem, para quem”, no Centro Universitário Maria Antonia

No dia 9 de novembro, às 19h, acontece no Centro Universitário Maria Antonia o debate Plano diretor: por quem, para quem, que faz parte da série Inquietudes Urbanas.

Nesta edição, o evento aborda os avanços e os limites do mais recente Plano Diretor Estratégico de São Paulo, aprovado em 2014, discutindo de que maneiras é possível transformar diretrizes de legislação em realidade e como alcançar metas democráticas incluindo vozes diversas, analisando qual o real poder de alcance de um Plano Diretor.

A série de debates Inquietudes Urbanas está voltada para a discussão das relações entre a universidade pública e a cidade no contexto contemporâneo, trazendo à tona questões nas quais os mais diversos problemas ligados à violência e à segregação social, entre outros, contracenam com o papel formador do ensino universitário, entendido como o ‘lugar’ em que as fissuras da sociedade são tratadas de forma crítica.

Guilherme Wisnik é doutor pela FAU-USP, onde dá aulas de História da Arte. É membro da Latin American Studies Association e publicou, entre outros, Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009) e foi organizador de Coletivo arquitetura paulista contemporânea (Cosac Naify, 2006).

Guilherme Boulos é formado em Filosofia pela FFLCH-USP, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e militante da Frente de Resistência Urbana. É autor de De que lado você está?: reflexões sobre a conjuntura política e urbana no Brasil (Boitempo, 2015) e colabora semanalmente com a Folha de S. Paulo.

Nabil Bonduki é professor da FAU-USP, secretário municipal de Cultura de São Paulo, relator do Plano Diretor e vereador pelo PT. Autor de, entre outros, Origens da habitação social no Brasil (Estação Liberdade, 2011) e Intervenções urbanas na recuperação de centros históricos (IPHAN / Programa Monumenta, 2012).

Fonte: Centro Universitário Maria Antônia

Site mapeia marcos arquitetônicos do Rio de Janeiro

Notícia da Folha de S. Paulo

Amantes de arquitetura que moram no Rio de Janeiro ou estão de passagem pela cidade ganharam um aliado.

O site Arqguia Rio, lançado no final de setembro, mapeou cem pontos de referência em arquitetura, paisagismo e urbanismo da capital fluminense e disponibilizou on-line.

Os pontos catalogados ganharam páginas com o nome do arquiteto responsável, seu ano de construção e resumo de sua história, além de ficha com endereço completo e horário de funcionamento e visitação.

O site também aponta locais relacionados, para quem quiser continuar conhecendo a arquitetura da cidade, e pode ser acessado em português ou inglês.

Ao entrar no site, o visitante pode escolher entre ir direto para um ponto específico ou navegar pelo mapa da cidade, que mostra o local de cada obra.

Também é possível selecionar filtros para visualizar pontos de apenas uma determinada época, estilo arquitetônico, atividade ou tema.

O projeto foi criado pelos arquitetos Lucas Franco, Isabela Ledo e Maria Fernanda Duarte, em parceria com o escritório de arquitetura Mayerhofer e Toledo, e contou com apoio da segunda edição do Programa de Patrocínio Cultural do CAU-RJ (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro).

A plataforma, criada pelo escritório de design criativo Tangerina, deverá ser aperfeiçoada no futuro, com mais funções e maior interatividade entre os usuários.

ARQUITETURA PAULISTANA

Para quem está em São Paulo e se interessa pelo assunto, o site Cidade de São Paulo, ligado à SPTuris, disponibiliza gratuitamente para download o roteiro “Arquitetura no Centro Histórico”.

Bilíngue, o material mostra a localização de 25 pontos de destaque, como o Edifício Matarazzo e a Catedral da Sé, e também conta a história dos locais e dá informações sobre horários de funcionamento e telefone para contato. Acesse e baixe o guia aqui.

Lero Lero, com Silvio Macedo

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Dobram licenças para prédios de uso misto em São Paulo

Notícia da Época Negócios

Foram liberados 120 edifícios que mesclam moradia, comércios e escritórios entre julho do ano passado e junho deste ano

Na contramão da retração do setor imobiliário da capital paulista, fruto das incertezas da economia, a emissão de licenças para prédios de uso misto mais do que dobrou na cidade de São Paulo após a aprovação do novo Plano Diretor Estratégico 18(PDE), há um ano. Foram liberados 120 edifícios que mesclam moradia, comércios e escritórios entre julho do ano passado e junho deste ano, ante 55 empreendimentos entre julho de 2013 e junho de 2014. É um aumento de 118%. Os dados foram obtidos pela Lei de Acesso à Informação.

O número chama mais a atenção se comparado aos dados do setor como um todo. Nos últimos 12 meses, caiu 25% o número de pedidos de autorização para novos empreendimentos na Prefeitura. A queda é de 9.283 pedidos – entre julho de 2013 e junho do ano passado – para 6.900 entre julho de 2015 e junho deste ano, segundo a Secretaria de Licenciamentos.

Os projetos aprovados foram concebidos seguindo as regras do Plano Diretor antigo, que ainda não previam incentivos a esse tipo de empreendimento que agora existem – como, por exemplo, a elevação por quatro do potencial construtivo dos terrenos que abrigam as obras. Mas, no entender do Sindicato da Habitação (Secovi), já indicam uma disposição do mercado de investir em obras com essas características. “Esses projetos que estão sendo aprovados agora são certamente daqueles que adquiriram os terrenos em 2014, deram entrada com o projeto ainda no ano passado, e estavam aguardando a aprovação”, diz Ricardo Yazbek, vice-presidente da entidade.

Esse crescimento é visto com bons olhos pelo setor. “É muito salutar o que vem acontecendo. O fato de a gente ter lojas no térreo, conversando com a calçada, com as pessoas transitando ali, isso é bom. É bom para a cidade, é bom para o comércio, para os serviços, que são o que normalmente fica no pavimento térreo de edifícios, a exemplo do que temos em alguns trechos de Higienopólis (zona oeste da capital), no Leblon e em Ipanema (Rio) e até em outras cidades, como Buenos Aires”, diz Yazbek

Mas o vice-presidente do Secovi destaca que, mesmo com o crescimento expressivo, o número de aprovações é “muito baixo para uma cidade com o tamanho de São Paulo”, e um dos motivos é a falta de conhecimento das incorporadoras sobre o tamanho desse mercado. Não há certeza se há demanda, por exemplo, para tantas salas comerciais. “Encomendamos, juntamente com a Associação Comercial, uma pesquisa para tentar dimensionar a demanda por esses espaços”, completa Yazbek.

Os resultados devem ser apresentados neste mês. O PDE foi aprovado em julho na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em agosto. A regulamentação da nova lei ocorreu em abril. A expectativa é de que as aprovações só se transformem em novos lançamentos imobiliários depois das aprovações da Lei de Uso e Ocupação do Solo e do Código de Obras, ambos em discussão no Legislativo e com previsão de aprovação ainda neste ano.

Repercussão

“A notícia é interessantíssima”, diz o arquiteto e urbanista Lucio Gomes Machado, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). “Indica o início da mudança de uma mentalidade de mais de 40 anos atrás, que setorizava a cidade em zonas de trabalho, moradia, lazer e circulação. Não se percebia o quanto isso era danoso para a cidade.”

Diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o arquiteto e urbanista Valter Caldana concorda. “Em 1972 a cidade adotou um modelo de desenvolvimento urbano rodoviarista disperso, em lei, o que introduziu uma coisa perversa: a segregação e a estratificação do território. Finalmente, parece que tal modelo se exauriu.” Caldana só vê vantagens no uso misto. “Primeiramente, porque aproxima a prestação de serviços do usuário do serviço. E porque cria emprego e renda perto de onde há moradia, reequilibrando a relação moradia, emprego e renda.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Depoimento: “Praça da Sé deveria ser lugar de lazer, não de violência”

Depoimento do prof. José Eduardo de Assis Lefèvre à Folha de S. Paulo.

JULIANA GRAGNANI
DE SÃO PAULO

05/09/2015 02h00

Quando o arquiteto José Eduardo de Assis Lefèvre, 72, coordenou a reforma da praça da Sé, em 1978, ele imaginava um local de “convivência pacífica, não de luta, violência”.

Arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Lefèvre esteve à frente do projeto paisagístico feito para adequar a praça à estação de metrô que estava sendo construída no centro geográfico da cidade.

À Folha ele comentou o tiroteio que deixou dois mortos nas escadarias da catedral da Sé na sexta (4).

É uma tristeza. É algo que deixa a gente chateado, um momento de violência como esse. Teria sido melhor deixar acalmar a coisa, deixar a polícia se encarregar disso. Acho que foi imprudência do rapaz que tentou salvar a moça.

Uma coisa como essa reduz a sensação de segurança na cidade como um todo. Conheço a praça da Sé desde menino. Já passei “n” vezes por aquele lugar. O projeto da praça da Sé de 1978, de quando foi feita a estação [de metrô], fui eu que coordenei.

Ela é um dos espaços centrais de São Paulo. Quando foi reinaugurada, em 1978, a praça era um local de visitação. Depois, por vários problemas, inclusive a presença de ambulantes, deixou de ser um local frequentado pela população. No começo, as pessoas iam com família ver o espelho d’água. Deveria ser um local de lazer, e não de apreensão.

Uma praça é local de encontro das pessoas, de permanência, de confraternização e de convivência. De convivência pacífica, não de luta, briga ou violência. Foi projetada para ser um local de confraternização.

[A violência] não é uma coisa que afeta só a praça da Sé, mas a cidade como um todo. A vigilância –não necessariamente pela polícia ostensiva porque acho que ela sempre cria sensação ruim– por câmeras, pode ser uma solução.

A iluminação é um dos problemas da praça. Era para ter a vegetação cortada para permitir a visibilidade. Sem esse cuidado, você cria lugares sombrios.

Só que ali foi no espaço mais visado, né? Parecia que ele estava num palco. Lugar mais visível que aquele não tem.

Ciclo de debates QUAPA – SEL: “Transformações da Paisagem Metropolitana de São Paulo”, na FAUUSP

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Ocorreram surpreendentes transformações no padrão de desenvolvimento urbano da Região Metropolitana de São Paulo neste começo de século XXI: alteração nos vetores de expansão demográfica, imobiliária, econômica; impactando a forma e funcionamento urbanos. Quais são as principais alterações urbanas e as novas tendências que estão emergindo a partir deste novo conjunto de fenômenos: a reversão do esvaziamento do Centro Expandido, o boom imobiliário, alterações na mobilidade, alterações na legislação urbanística, retomada do financiamento imobiliário, redistribuição dos empregos, etc.

Debatedores:
Kazuo Nakano, arquiteto urbanista, mestre pela FAUUSP, doutor em Demografia pelo Núcleo de Estudos Populacionais (NEPO) da UNICAMP com a tese: “Elementos Demográficos Sobre a Densidade Urbana da Produção Imobiliária: São Paulo, Uma Cidade Oca?”, Trabalhou no CEBRAP, Ministério das Cidades, na SMDU de São Paulo, Pólis e assessorou diversos planos diretores municipais. Participou do desenvolvimento do Plano Nacional de Habitação. É professor FGV, FIAM FAAM. Tem artigos sobre a urbanização, planejamento e gestão urbana.

Carlos Paiva, engenheiro é mestre em transporte pela Escola Politécnica da USP, doutor em serviço social pela PUC – SP, especialista em planejamento e modelagem de transporte e tráfego no Grupo CCR. Membro do conselho editorial da Revista da ANTP, tem grande experiência em geoprocessamento e estatística espacial. Tem diversos artigos publicados sobre transporte.

João Meyer, arquiteto, mestre e doutor pela FAUUSP. É professor da FAUUSP, onde desenvolve pesquisas sobre economia da construção e custos, mercado imobiliário e habitacional. Foi professor dos cursos de arquitetura da Unisantos, Belas Artes e Unip e trabalhou em prefeituras e empresas públicas e privadas. Foi presidente da Latin American Real Estate Society e do IAB/Núcleo da Baixada Santista. Tem artigos publicados na área de planejamento urbano, habitação, e mercado Imobiliário.

Seminário FESPSP “São Paulo: a cidade e seus desafios”

Evento realizado pela FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) acontece entre os dias cinco e nove de outubro

Diante da efervescência dos atuais debates sobre o papel do Estado, a organização das cidades e a relação da sociedade com espaço urbano, a FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) realiza em outubro o Seminário “São Paulo: a cidade e os seus desafios”. O evento, que ocorre entre os dias cinco e nove, contará com uma série de atividades interligadas com o objetivo de colocar em discussão quais os desafios que a maior cidade do país tem para os próximos anos e quais as formas de enfrentá-lo.

Durante os cinco dias de seminário, a programação conta com uma Conferência de Abertura, Minicursos/Oficinas, GTs/Seminários de Pesquisa, palestras, debates e atividades dedicadas aos 75 anos do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP.

Para o diretor acadêmico e membro da Comissão Organizadora, Aldo Fornazieri, a tradição da FESPSP de proporcionar discussão de temas contemporâneos é parte da essência da instituição. “É de extrema importância problematizar e apontar soluções para os principais entraves sociais, econômicos e políticos do país, esta é a razão social da FESPSP, oferecer um debate lúcido e pertinente sobre os dilemas modernos”.

As inscrições já podem ser feitas através do site oficial. Alunos da graduação ou pós-graduação da FESPSP são isentos para qualquer atividade. Estudantes de outras IES, pesquisadores e público em geral devem consultar a tabela de valores, já disponível no site do seminário.

Comissão Organizadora

Prof. Dr. Aldo Fornazieri

Profª Drª Carla Regina Mota Alonso Diéguez

Prof. Dr. Rafael de Paula Aguiar Araújo

Profª Drª Valéria Martin Valls

Lais da Costa Manso

Apoio – Seminário de Pesquisa

Prof. Me. Rodrigo Estramanho de Almeida

Mariana Tornieri Egry

SERVIÇO

Seminário: São Paulo: a cidade e os seus desafios

Data: 05/10/2015 à 09/10/2015

Local: FESPSP – Rua General Jardim, 522, Vila Buarque – São Paulo

Fonte: FESPSP