AUH Encontros: “Gênero, sexualidade e vida universitária”

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Artigo “A USP é tudo isso?”, do reitor Marco Antonio Zago

Artigo publicado na Folha de S. Paulo, em 29/03/2015.

Marco Antonio Zago: A USP é tudo isso?

Pela quarta vez consecutiva, a Universidade de São Paulo foi reconhecida no ranking de reputação da organização britânica Times Higher Education –principal avaliação internacional de instituições de ensino superior– como uma das cem melhores universidades do mundo. Precisamente, a USP está entre as 60 primeiras.

Nessas classificações internacionais, concorremos com instituições que foram criadas há mais de 300 anos e que estão situadas em países com muito mais bagagem histórica em matéria de cultura e de geração de conhecimento.

Sem essa tradição é, no mínimo, bastante improvável que uma universidade alcance a excelência. Ninguém faz uma instituição desse porte e com esse nível de reputação da noite para o dia. Causa surpresa, portanto, que uma universidade localizada abaixo da linha do Equador, como é o caso da USP, alcance uma posição de tanto destaque.

Para que o leitor tenha uma ideia aproximada do que representa essa conquista, vale registrar que Itália, Espanha e Portugal possuem muito mais tradição em pesquisa, cultura e inovação e, não obstante, nenhum desses países tem uma representante na lista das cem melhores do mundo.

Não é só isso. Nenhuma universidade do mundo de cultura e língua latinas –abrangendo cerca de um bilhão de pessoas da Europa Ocidental, América Latina e Caribe– está em melhor posição que a USP. Há, porém, duas francesas na mesma posição (51ª a 60ª).

Somos a única universidade da América do Sul a registrar o nome no ranking da Times Higher Education por quatro anos seguidos.

É claro que isso alegra a todos. Uma instituição que tem 90 mil alunos, oferece 11 mil vagas no vestibular e forma 2.000 doutores a cada ano, situada a milhares de quilômetros dos grandes centros americanos e europeus, certamente precisa contar com muitas virtudes para chegar aonde chegou.

Mas, além do júbilo, que lição devemos tirar desse feito? Neste momento, devemos ter a maturidade de constatar que essa lição é a do trabalho, da autonomia universitária e do espírito público.

A USP se tornou o que é graças ao trabalho dedicado, qualificado e persistente de milhares de docentes, servidores e estudantes que procuram trilhar os caminhos do conhecimento em benefício da nossa gente e da humanidade.

O método com que trabalhamos não é menos determinante. Esse método ensina que o arrojo administrativo e a grandeza de propósitos não devem ser postos, jamais, como princípios opostos aos da transparência, da impessoalidade e da economicidade. A autonomia é indispensável ao desenvolvimento da ciência e à natureza diversa de uma universidade pujante e livre.

Ao mesmo tempo, a responsabilidade no trato dos recursos públicos, que são recursos de todos os cidadãos, deve ser um imperativo prioritário.

São valores como esses que nos trouxeram até aqui. Deles, não podemos nos desviar. A USP é um patrimônio de São Paulo, instalada atualmente na capital paulista e em outras sete regiões do Estado: Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos, Bauru, Pirassununga, Lorena e Santos. Acima disso, ela é um patrimônio do Brasil e, cada vez mais, vem sendo valorizada pelo mundo acadêmico em todos os continentes, acima das fronteiras nacionais.

Buscando o melhor do ensino, da pesquisa e da extensão de suas atividades, a comunidade da USP tem todos os motivos para se sentir gratificada, mas deve estar consciente de que quer mais –e será mais.
Podemos nos orgulhar do que já alcançamos, sem fugir ao dever de saber que temos tudo para ser ainda melhores.

MARCO ANTONIO ZAGO, 68, é reitor da USP. Professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi pró-reitor de pesquisa e presidente do CNPq – Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico

FAUUSP, primeiro lugar no Ranking Universitário Folha 2014

Divulgado pelo  COMUNICAÇÃO FAUUSP

O jornal Folha de S. Paulo divulgou recentemente seu Ranking Universitário Folha – RUF 2014, onde estão listadas as Escolas Superiores e Faculdades, públicas e privadas, que obtiveram as melhores colocações em diferentes quesitos, como “Qualidade de Ensino”, “Avaliação do Mercado” e nota no ENADE.

lista de escolas de arquitetura abrande 239 cursos de todos os estados, com ligeira predominância de escolas privadas, e é interativa, ou seja, o ranking varia de acordo com a categoria que se deseja dar ênfase.

Veja a seguir o ranking dos dez cursos de arquitetura e urbanismo que obtiveram as melhores colocações gerais:

  1. Universidade de São Paulo (USP)
  2. Universidade de Brasília (UNB)
  3. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  4. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  5. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  6. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  7. Universidade Federal do Ceará (UFC)
  8. Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  9. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  10. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)

Observa-se, nessa lista, a ausência de instituições privadas e a predominância de universidades da região sul e sudeste, com três delas no estado de São Paulo.

Entre as instituições privadas, os dez cursos de arquitetura e urbanismo com as melhores colocações são:

  1. Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE) – 11° no geral
  2. Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-CAMPINAS) – 12° no geral
  3. Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (FEBASP) – 13° no geral
  4. Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) – 15° no geral
  5. Universidade Paulista (UNIP) – 16° no geral
  6. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) – 17° no geral
  7. Universidade Positivo (UP) – 18° no geral
  8. Universidade Anhembi Morumbi (UAM) – 19° no geral
  9. Universidade Nove de Julho (UNINOVE) – 20° no geral
  10. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) – 21° no geral

http://ruf.folha.uol.com.br/2014/rankingdecursos/arquiteturaeurbanismo/

Procura-se desesperadamente uma biblioteca

Do blog Abecedário – Folha de S. Paulo

 

Ando um pouco monotemática. Tenho falado muito sobre a minha tese de doutorado, que estou escrevendo com muito suor.

Com o pouco tempo livre que tenho, escrevo durante à noite e aos finais de semana.

O problema é que não me concentro em casa. Por isso, procuro desesperadamente uma biblioteca para me concentrar, estudar e escrever.

Mas não encontro.

Na universidade na qual faço doutorado, a Unicamp, as bibliotecas funcionam em horário comercial e, algumas, à noite.

Aos finais de semana, esses espaços abrem apenas aos sábados até 13h. Ou seja: quem precisa estudar aos sábados à tarde ou aos domingos não tem chances.

A mesma coisa acontece nas bibliotecas da USP: nenhuma delas abre aos domingos. E estamos falando da melhor universidade do país.

24 x 7

Lembrei que quando estava estudando nos Estados Unidos, na Universidade de Michigan, a maioria das bibliotecas funcionava 24 horas por dia, sete dias por semana.

Tinham bibliotecários e tudo mais. E estavam sempre lotadas, incluindo aos domingos e  madrugadas.

Se eu não quisesse ir até a universidade, poderia caminhar duas quadras até a biblioteca pública do meu bairro.

RARIDADE

De volta a São Paulo, comecei a rodar a cidade atrás de bibliotecas públicas com horários flexíveis. Deve ter alguma, pensava.

Acabei descobrindo que, bom, a cidade mal tem bibliotecas públicas, muito menos com horários flexíveis. Em São Paulo, cidade com 11 milhões de pessoas, apenas sete bibliotecas públicas abrem aos domingos.

Estamos falando de um país em que esses espaços ainda são raridade, apesar de as bibliotecas serem obrigatórias: a lei de bibliotecas determina que todas as instituições de ensino tenham biblioteca até 2020.

Já existe até uma campanha, Eu quero a minha biblioteca, chamando atenção para o assunto e para o cumprimento das metas do governo.

FORA DA SALA 

Ter bibliotecas pelo menos nas instituições de ensino é importante para que todos os estudantes do país, nos mais variados níveis, tenham um espaço de pesquisa e de estudos.

As aulas expositivas são apenas uma parte do aprendizado. Outra etapa importante é realizada fora da sala de aula, ou seja, nas bibliotecas.

Como podemos ter bons índices de educação se nem temos bibliotecas?

Ou como podemos ter alunos estudiosos se temos bibliotecas com horários tão restritivos?

Simpósio Internacional sobre Rankings Universitários e Impacto Acadêmico na Era do Acesso Aberto

Evento comemorativo da XV Semana do Livro e da Biblioteca na USP
e Semana Internacional do Acesso Aberto

Nos últimos anos, rankings universitários internacionais adquiriram grande importância, influenciando a percepção da qualidade e produtividade das universidades. Por outro lado, o movimento de acesso aberto vem ganhando força ao proporcionar maior visibilidade à produção intelectual das universidades. Frente a essas percepções, é mister discutir o papel dos sistemas de ranqueamento universitário na era de acesso aberto e as mudanças projetadas sobre as atividades científicas e acadêmicas desenvolvidas nas universidades.

Objetivos:

– Discutir os desafios projetados pelos sistemas de ranqueamento universitários internacionais sobre as universidades latino-americanas e, particularmente, as universidades brasileiras
– Explorar o movimento de acesso aberto e o impacto gerado pelo aumento na visibilidade e acesso à produção intelecutal (científica, tecnológica e artística) das universidades, a partir de uma visão multidimensional

DATA: 22 de outubro de 2012
LOCAL: Auditório da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade – Universidade de São Paulo – Auditório FEA 5. Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – São Paulo/SP

PÚBLICO ALVO: pesquisadores, reitores, docentes, administradores universitários, profissionais e estudantes em geral interessados nas questões referentes a indicadores científicos e institucionais, qualidade acadêmica, ranqueamento universitário, movimento do acesso aberto à informação e à produção científica

TOTAL DE ASSENTOS DISPONÍVEIS: 240 (será respeitada a ordem de inscrição, caso se exceda o limite)

INSCRIÇÕES: http://bit.ly/Simposio_SIBiUSP_2012

PROGRAMAÇÃO

8h30min – Recepção e café da manhã

9h00min – Abertura
Hélio Nogueira da Cruz – Vice-Reitoria da USP
9h15min – Lançamento do Portal de Revistas da USP

9h30min – 12h – Mesa 1 – Sistemas internacionais de ranqueamento universitário – desafios projetados às universidades latino-americanas
Metodologias, indicadores e mensuração da qualidade
Internacionalização e participação da comunidade universitária
Universidade Classe Mundial
Moderador:
Adnei Melges de Andrade, Vice-Reitoria de Relações Internacionais USP

Palestrantes:
Felix de Moya, SCImago Institutions Rankings (SIR)
Elizabeth Gibney, Times Higher Education
Isidro Aguillo, Webometrics
12h – Almoço

14h – Lançamento da Biblioteca Digital de Produção Intelectual da USP

14h15min às 17h – Mesa 2 – Visão multidimensional sobre a pesquisa, produção intelectual e acesso à informação
Pesquisa, excelência e produção científica
Novas métricas baseadas em Social Web – Altmetrics
Acesso à informação e produção intelectual
Moderador:
Marco Antonio Zago, Pró-Reitoria de Pesquisa USP

Palestrantes:
Gregg Gordon, Social Science Research Network (a confirmar)
Altmetrics – palestrante (a confirmar)
Sueli Mara Ferreira, Sistema Integrado de Bibliotecas USP
17h – Recomendações e Encerramento

Guilherme Ary Plonski, Escola Técnica de Gestão USP
17h20min – Café de encerramento e Confraternização

Maiores informações: divulgacao@sibi.usp.br

Fonte: SIBi-USP

Ranking Universitário Folha aponta a USP como melhor universidade brasileira

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O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma listagem inédita das universidades brasileiras, de acordo com a sua qualidade. Para chegar ao ranking, a Folha criou uma metodologia própria (tendo como referências avaliações internacionais consolidadas), que mescla indicadores de pesquisa e de inovação e a opinião do mercado de trabalho e de pesquisadores renomados.

Os indicadores que compõem a fórmula do RUF:

Qualidade da pesquisa: A Folha analisou nove indicadores das universidades relacionados à pesquisa científica, como proporção de professores com doutorado, número de artigos científicos por docente e número de publicações no Scielo. Peso: 0 a 55 pontos

Qualidade de ensino: o Datafolha entrevistou 597 pesquisadores do CNPq, amostra definida para representar o grupo dos melhores cientistas e docentes do país. A cada um deles foi pedido que apontasse as 10 melhores instituições brasileiras em sua área. Peso: 0 a 55 pontos.

Avaliação do mercado: O Datafolha entrevistou 1.212 diretores, gerentes ou profissionais responsáveis pelos recursos humanos de empresas e instituições brasileiras, amostra definida para representar todo o setor do país. Para cada um deles foi pedido que apontasse as três instituições de ensino superior para os quais dariam preferência em um processo de contratação. Peso: 0 a 20 pontos

Indicador de inovação: A Folha analisou a quantidade de pedidos de patentes por cada universidade. Peso: 0 a 5 pontos

Para o ranking geral, foram consideradas apenas as universidades, que são instituições mais completas, com ensino e pesquisa em diversos campos do conhecimento. Essas instituições precisam também cumprir exigências mais rígidas que as demais formas de organização de instituições de ensino.

O ranking geral conta com 191 universidades distribuídas em 188 posições porque houve alguns empates.

Clique para saber mais sobre a metodologia do ranking

Clique aqui para ver o ranking completo

USP é a 15ª universidade com melhor presença na internet

Notícia do Último Segundo

USP é a 15ª universidade com melhor presença na internet

Instituição brasileira fica a frente das tradicionais Yale (EUA), Chicago (EUA), Cambridge (Grã-Bretanha) e Caltech (EUA) em ranking mundial

Pela relevância na internet, a Universidade de São Paulo (USP) é a 15ª melhor instituição de ensino superior no mundo. Na lista elaborada pelo grupo de pesquisa Cybermetrics Lab, do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha, a universidade ganhou cinco posições em relação ao último levantamento, de janeiro deste ano. A USP é também é a universidade de fora dos Estados Unidos com a melhor posição entre as mais de 20 mil analisadas.

Na primeira colocação da lista que leva em consideração a presença dos trabalhos científicos na internet está a Universidade de Harvard, seguida do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Universidade de Stanford. Entre as 50 melhores, apenas outras sete não são americanas: Cambridge (20º) e Oxford (25º), na Inglaterra, Instituto Suíço de Tecnologia de Zurique (29º), Toronto (32º) e British Columbia (35º), no Canadá, Nacional Autônoma do México (41º) e Tóquio (42º), no Japão. Na lista das top 200, 86 são americanas, 15 alemãs, e 13 do Canadá. A USP aparece à frente de universidades tradicionais, como Yale (EUA), Chicago, Cambridge, Caltech e Oxford.

O Brasil também está representado entre as primeiras 200 do ranking pelas universidades Federal de Santa Catarina (UFSC), em 98º lugar, Estadual de Campinas (Unicamp), em 121º, Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 124º, Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 172º, e a Federal de Minas Gerais (UFMG), em 184º, como novata neste seleto grupo. As universidades Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), e de Brasília (UnB), que em julho ocupavam a 122ª e 184ª posição, respectivamente, caíram para a 213ª e 318ª colocações.

Presença na internet
Para chegar ao resultado, o Webometrics leva em consideração prioritariamente os trabalhos científicos das universidades publicados na internet, não apenas nos meios formais, mas também na comunicação informal. O objetivo original do levantamento criado em 2004 é promover a publicação online de pesquisas.

Para medir a repercussão das instituições, o ranking utilizou nesta edição quatro critérios: presença (volume de conteúdos publicados no domínio da universidade a partir dos dados do Google), impacto (a qualidade dos conteúdos, medidos pelo número de links externos e domínios de referência de acordo com o Majestic SEO), abertura (volume de arquivos de conteúdo acadêmico nos formatos PDF, Adobe PostScript, Microsoft Word e PowerPoint, obtido através do Google Scholar) e excelência (trabalhos publicados em periódicos científicos de grande impacto internacional). Foram analisadas nesta lista mais de 20 mil instituições, apenas as com um domínio online único.

Veja o ranking completo